(Esta capela é de Crespo Carvalho que, há muitos anos a esta parte, a tem cedido ao povo da Quinta de Cima- e à paróquia de Vila Fernando- para aí serem celebradas as mais diversas celebrações litúrgicas)
Este blogue pretende ser um espaço onde, os naturais, descendentes, admiradores ou outros, possam noticiar, opinar, reflectir, pensar… Amar… Vila Mendo. Será um espaço de encontros, de memórias: passadas, presentes, futuras; um espaço de profunda comunhão naquilo que é a marca identitária que caracteriza cada um daqueles que pensa, ama, sente, incondicionalmente, Vila Mendo.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Vozes da Terra- Mariana Gonçalves Costa
Mariana da Conceição Corte Gonçalves Costa, nascida no dia 31 de dezembro de 1966, em Vila Mendo.
Oriunda de uma família numerosa (de sete irmãos), cresci nesta pequena aldeia, onde frequentei a escola primária. Nos dois anos seguintes frequentei a Telescola, em Vila Fernando, tendo transitado posteriormente para a Escola Secundária Afonso de Albuquerque, onde permaneci até ao 12º ano. Mais tarde tirei a Licenciatura em Ensino Básico, variante Português/Francês, no Instituto Politécnico da Guarda.
Casada com o Luís, mãe do Rodrigo e da Inês, resido na Guarda, tendo recusado sempre afastar-me muito da aldeia que me viu nascer.
Uma memória: Todos os anos, após mais um ano letivo, as férias eram passadas em Vila Mendo.
Havia sempre tarefas a cumprir, trabalhos que nos eram destinados, tais como a limpeza da casa, a lavagem da roupa no tanque da aldeia, a guarda das vacas…
Nessa altura, com o regresso dos estudantes, e também dos emigrantes, a aldeia ficava repleta de gente, de vida. Era Vila Mendo no seu melhor, a contrastar com os invernos rigorosos, em que as pessoas estavam recolhidas nos seus lares, aquecidos pelo calor reconfortante das lareiras.
Um momento: Recordo como foi fantástico, quase mágico, o dia em que Vila Mendo inaugurou a sua iluminação. Finalmente, Vila Mendo tinha luz elétrica.
Os primeiros dez anos da minha vida foram passados sem este privilégio, que hoje em dia é tido como garantido, anos esses que, apesar de tudo, não foram menos felizes do que os seguintes.
As ruas deixaram de ser sombrias, os candeeiros lá de casa… era só ligar o interruptor e havia luz, muita luz!
A televisão, o frigorífico, que já tinham sido comprados havia muito tempo, finalmente funcionavam. “Uma Casa na Pradaria”, “O Astro”, “Heidi”(…) foram séries e novelas que me marcaram por serem dos primeiros programas a que assisti.
Depois de tanto tempo às escuras, nas noites longas e frias de inverno, a luz veio trazer mais comodidade às gentes de Vila Mendo.
Um lugar: A nossa casa. O nosso berço, a nossa referência, a nossa identidade…
Era aí que brincava com a minha irmã Graça, depois de termos terminado todas as tarefas que nos estavam destinadas. Calçávamos os sapatos da nossa mãe, com um bocadinho de salto, carteira ao ombro, e “visitávamo-nos” como se cada quarto correspondesse à sua própria casa.
Foi ali que cresci, que vivi até aos 24 anos, que me tornei na pessoa que sou, com os meus princípios, ideias, forma de estar na vida.
O adulto, é quase sempre o resultado daquilo que se foi, se viveu enquanto criança.
Uma pessoa: Falar de uma pessoa é, para mim, uma tarefa impossível, pois não sou capaz de evidenciar nenhum deles.
Assim, falo dos meus queridos pais, que sempre juntos, unidos, formando um só, partilhando as alegrias e as tristezas, fazendo sempre, em uníssono, o melhor por todos nós, educando-nos segundo os seus princípios e dando-nos o melhor que nos puderam dar.
Pessoas sempre prontas a ajudar os que deles precisavam, íntegras, respeitadoras, amigas…
Quantas vezes o meu pai transportou pessoas para o hospital, em momentos de aflição…
E a minha mãe, quantas injeções deu a quem delas precisava, quantas pessoas ajudou, apoiou em momentos de dor…
Muito mais haveria a dizer, mas palavras para quê? Quase todos se lembram do José e da Lídia, sabem das suas qualidades.
Um projeto: Gostaria de ver Vila Mendo reabilitado, com as casas recuperadas, com muitas pessoas a dar-lhe vida, como eu me recordo em tempos idos.
Para além disso, gostaria que o saneamento básico e a água canalizada fossem uma realidade, não uma miragem.
Eu já contribuí, de alguma forma, tendo recuperado a “nossa casa”, para ali podermos passar uma parte das nossas vidas, que espero sejam com qualidade.
Ali podemos celebrar, juntar a família, ser felizes!
Os meus filhos e sobrinhos, são alguns dos jovens que, mesmo não vivendo ali, amam Vila Mendo e é neles, no futuro, que devemos depositar a esperança de que um dia este projeto se concretize.
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Memórias de Vila Mendo
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
sábado, 8 de setembro de 2012
Vozes da Terra- Acácio Pereira
Texto segundo o acordo ortográfico de Vila Mendo
Falar de Vila Mendo, e sobretudo de memórias, das nossas memórias, é falar de um tempo e de uma organização social que já não existe, ou melhor quase não existe, porque o espirito desta gente e desta terra perdura e perdurará certamente; em Vila Mendo a afinidade não é só familiar porque cada habitante faz parte da nossa família, em sentido restrito ou num conceito mais alargado, e a alma desta gente é maior do qualquer outra, Vila Mendo marca é seguramente uma marca de referência.
Nasci em Vila Mendo em 1966, ano de boa produção e boa colheita, e passei aí a quase totalidade da minha infância até à juventude, e mesmo quando por motivos escolares ou profissionais estive longe, apenas o estive em distância quilométrica, porque sempre estive perto, mesmo muito perto, estive lá em pensar; ainda hoje, em qualquer parte de Portugal ou do mundo, quando me perguntam ou digo de onde sou, eu digo orgulhosamente, sou de uma aldeia próxima da Guarda, Vila Mendo.
A vida entretanto encarregou-se de me fazer partir para outras paragens, voltando à origem sempre que me é possível.
Memórias e momentos
As memórias são muitas, e são um misto complexo, de saudade, de nostalgia, de ternura e de reviver um tempo que já não volta.
Lembro-me perfeitamente do corrupio de gente que se encontrava na rua ou nos terrenos de cultivo e das luzes ténues das candeias a petróleo, acesas em todas as janelas, de uma ponta à outra da aldeia, porque a eletricidade ainda não tinha chegado e as ruas e casas não tinham iluminação elétrica.
Os miúdos eram mais que muitos, para jogar à espada lua, ao fito e à bola, quando havia bola para jogar.
O sistema de entreajuda e a vivência comunitária era uma realidade, as malhas do centeio eram o expoente exemplificativo, ninguém trabalhava por dinheiro, mas por troca ou mera ajuda, quando alguém adoecia, era sentido como se fosse um dos nossos e lá vinham as receitas da avó ou da vizinha; desembaçar para as distensões musculares, cortar as bichas em vez da desparasitação, escalda-pés para a constipação, e carneira de porco para a papeira ou trasorelho ou tesorelho, como ali se dizia.
Noutros tempos em que o mundo era maior, o nosso mundo era Vila Mendo e pouco mais, mas nem por isso para nós era menor, pelo menos tinha o tamanho da nossa imaginação; os engarrafamentos eram de vacas em direção ao chafariz, para beberem água, à saída ou à vinda da pastagem, o tempo tinha os segundos mais longos, havia tempo para tudo, e desse maldito stress, garanto-vos que ninguém nesta aldeia tinha ouvido ou sabia o que era, e a maior parte de nós não distinguia um elétrico de um quiosque, e sabem porquê? Resposta simples, nunca tinha visto nenhum.
No inverno uma mistura de lama, água e bosta de vaca, cobria todas as ruas, era preciso ver bem onde se punha os pés. Esta mistura era petisco para as galinhas que na rua se alimentavam à socapa dos guardas do Marmeleiro, que quando vinham, multavam os seus donos; digo-vos, não sei como se conseguia identificar o dono destes animais, mas bastava perguntar de quem eram, e as pessoas diziam e assumiam, gesto de seriedade misturado de ingenuidade e medo.
Dos sabores, a merenda, posso hoje comer a melhor lampreia, mas não me sabe como sabia a dita, comida a meio da tarde, à hora da merenda como se dizia, está na hora de merendar, sentado no chão, com as vespas ou abelhas amarelas a aparecerem de rompante atraídas pelo cheiro presunto.
Lembro o primeiro dia de escola, os sinos a rebate e muitas coisas mais.
Lugares
De muitos lugares me recordo, mas seguramente o largo da moreira, cujo nome lhe advém do tempo que naquele largo, naquela praça, existia uma amoreira, não sei se de amoras brancas ou vermelhas; também largo do chafariz, é aquele lugar que mais marca, porque era ali que pulsava o coração da aldeia, servia para lugar de tertúlia, como ponto de encontro, ponto de encruzilhada e quase passagem obrigatória, já para não falar da água que em mais lado nenhum me sacia a sede como aquela,
Uma Pessoa
O meu pai, Armindo Pereira, se por outro motivo não fosse, porque me deixou cedo demais, porque não nos despedimos e porque não acabámos de conversar; mas, variadas referências, me levam a falar dele e olhá-lo como exemplo, homem simples, reto e íntegro prezava a palavra, para comunicar e gracejar, honrava a palavra. Via nele uma grandeza de alma. Com ele aprendi o valor das coisas e da vida, entendi o que é ser generoso, reto e sincero e depois da sua partida aprendi a dar outro valor à vida.
Passado, presente e futuro
Para falar de futuro é preciso falar do passado, penso que não será nenhuma blasfémia se eu disser que Vila Mendo e toda a freguesia de Vila Fernando, sempre pensou pequeno, faltou sempre ambição coletiva e nunca soube aproveitar o facto de estar próximo da Guarda, está à distância tempo de 12 minutos, eu lembro para quem conhece, que 12 minutos é o tempo que vai do estádio da luz ao estádio de alvalade em hora de trafego médio, ou seja em termos práticos Vila Mendo é periferia da Guarda.
Perdoem-me a ousadia, por mais que custe ler e ouvir, à nossa terra faltaram políticos locais à altura dos pergaminhos do lugar. Já fez mais pela localidade a iniciativa associativa de cariz local, de que é exemplo a Associação Cultural e Recreativa de Vila Mendo do que qualquer politico, que seja da minha lembrança.
Em pleno século XXI haver uma aldeia, e repito, às portas da Guarda, sem saneamento básico, água e esgotos é uma vergonha, em termos um bocado caricatos é o mesmo que dizer, posso efetuar pagamentos eletrónicos na sala, mas se não tiver fossa sética, tenho de ir baixar as calças, defecar, atrás de uma giesta, que vergonha! Qual é a empresa ou empresário que com condições destas se quer ali instalar!
Desde sempre esta terra assentou a sua economia na pecuária, agricultura e no seu comércio, e eu estou convicto, que esse terá de ser o seu futuro. Urge repensar novas formas de agricultura e novas formas de divisão da propriedade agrícola, poderá demorar décadas mas o tempo encarregar-se-á de me dar razão, só um projeto âncora com este cariz pode dinamizar Vila Mendo.
A importância de um lugar mede-se pelo seu capital humano, e quanto a isso tenho a certeza que Vila Mendo vai continuar a ser grande.
Vila Mendo, 7 de Agosto de 2012
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Memórias de Vila Mendo
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Gentes de Cá
Maria Albertina; Lubna; Laurentina; Durval
No pretérito Domingo recebemos a visita de uma filha de Vila Mendo, residente no Brasil desde sempre: Maria Albertina Afonso Henke, acompanhada pelo marido Durval Henke. A Maria é filha de Aurora da Luz, irmã da Laurentina. Aurora partiu ainda jovem para o país irmão à procura de melhores condições de vida, e foi já aí que nasceu a Maria Albertina. Já não é a primeira vez que visita a nossa terra. Desta vez tive(mos) a oportunidade e o prazer de a conhecer, bem como ao seu marido. É um exemplo de alguém que nutre um amor sincero pela nossa terra, apesar da distância. Ficamos a aguardar as suas memórias e as de sua mãe Aurora da Luz. O desafio está lançado. Uma palavra de amizade e consideração em especial para ela, para seu marido e para a sua mãe Aurora, mas também para seus irmãos, filhos e todos aqueles que, lá ao longe, pensam, sentem, amam Vila Mendo. Até breve.
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Pessoas
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Pequenas notas- Calçada antiderrapante
Há uns dias vi uma reportagem (nem sequer vou falar do interesse jornalístico da mesma) sobre as calçadas em Lisboa. Ficámos a saber que algumas são escorregadias e por isso propensas a quedas! Atenta e diligente, a Câmara resolveu aplicar um antiderrapante nas calçadas mais perigosas e esta medida vai, ao que parece, ser aplicada a outras. Sem deixar de considerar o facto de que se deve melhorar sempre as condições e a qualidade de vida das pessoas, pergunto: se em Lisboa é necessário proceder a este tipo de obra, na Guarda o que seria necessário então?!. Se não erro, cem mil euros foram gastos, mais se gastarão e em Vila Mendo, por exemplo, há ruas por alcatroar (já nem digo calcetar, que era o que devia ser feito em todas elas) estradas em mau estado, água canalizada nada, saneamento básico nem vê-lo, etc, etc... É óbvio que é um "luxo" desnecessárió e faz-nos reflectir e questionar se o interior também é Portugal. Será? Este é um pequeno exemplo daquilo que provavelmente acontece (e acontece) todos os dias e que concorrem para um país cada vez mais assimétrico, menos harmonioso e, diria mesmo, dividido... Enfim!.. Assim vai o nosso mundo!..
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
sábado, 25 de agosto de 2012
Fotos festa- Futebol casados/solteiros
Casados: Miguel (mordomo); Hélder; Armando; Filipe; João; Bruno (mordomo); Brás
Chico (guarda-redes) eu próprio, acompanhados pelo Santiago e o Mauro.
É o chamado Dream Team...
Solteiros: Pedro (mordomo); Élio; Alexandre; Rui; Fábio; Rodrigo
Em baixo: Ricardo; Zé Luís; Pedro; João
Desta vez, para variar, até ganharam... Seria do árbitro (Zé Albino)?!.
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Pessoas
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Fotografias da Festa
"Jantar de Curso"- Pousade- dia 17
Baile-dia 17
Procissão- dia 18
Garraiada- dia 19
Jantar comunitário- dia 20
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Caminhada
Este ano fomos até Vila Fernando pela ribeira (Rio Noéme, ainda e sempre poluído!..), seguimos até à Quinta de Meio, daí até à Quinta de Cima onde parámos na "associação" local. Partimos em direcção ao Monte Carreto donde viemos para Vila Mendo. Por fim o merecido almoço... com alegria, amizade e união...
terça-feira, 14 de agosto de 2012
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Festa Senhora da Assunção- Quinta de Cima
No próximo dia 15 de Agosto, comemora-se na Quinta de Cima a Festa de Nossa Senhora da Assunção. Celebrar-se-á Eucaristia pelas 11h, presidida pelo nosso Pároco, e à noite haverá concertinas.
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Freguesia: Quinta de Cima
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Pequenos retalhos da Vida... em Vila Mendo...
Em Vila Mendo, tal como na maior parte das aldeias, é costume os padeiros, merceeiros e outro tipo de comerciantes irem vender os seus produtos. Aliás já têm dias determinados para o efeito; assim as pessoas durante todos os dias da semana, à excepção do Domingo, sabem, mais ou menos, quem é e o que vêm vender. Contudo o apito, com que se fazem anunciar, ainda constitui motivo de alguma incerteza e traz uma certa agitação e curiosidade que vem quebrar o lento respirar dos dias: “- Este apito deve ser o padeiro do Marmeleiro.”; “- Então hoje o padeiro de Pêga ainda não veio?”; “- Este apito não é o do Silvino, mas hoje é Quinta-feira?”; “- O Dias já chegou.”… Às vezes chegam a juntar-se no Largo do Chafariz (antigamente Largo da Amoreira) mais do que um vendedor. São momentos intensos, de conversas cruzadas, em que as pessoas (normalmente as mulheres) trocam argumentos a favor de uma causa, lamentam-se pelas maleitas que teimam em surgir em catadupa, esgrimem previsões acerca do tempo que vai beneficiar ou prejudicar as hortas, fazem dois ou três comentários sarcásticos e altamente corrosivos acerca deste ou daquela e falam... falam… e zangam-se, por vezes… e falam… e vão-se embora… e voltam… de novo para principiar do princípio mais um dia surpreendente e previsível; mais um momento enfático e frívolo… para simplesmente… a existência dos dias demorados ter… sentido… o seu sentido… o seu próprio sentido… São retalhos pequenos de uma vida… da vida em Vila Mendo… da Vida…
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Era uma vez... Vila Mendo
terça-feira, 7 de agosto de 2012
domingo, 5 de agosto de 2012
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Vozes da Terra- Mário Maria- Quinta de Baixo
Memórias...
Com uma imagem de apresentação fora do que normalmente me é conhecida, embora recente, sou muitas vezes reconhecido na freguesia de Vila Fernando por “Marito”. Tambem pelas gentes de Vila Mendo, a quem me dirijo, assim é.
Nascido na Quinta de Baixo, aquando do inicio do Verão de 1956 (21 de Junho), não posso dizer que na minha juventude tenha tido muitos contactos com as gentes de Vila Mendo. Estes raros contactos eram aos Domingos de nanhã, em Vila Fernando, para assistir à missa celebrada pelo “Dr. Padre Júlio”, de quem diminuem a olhos vistos os que ainda se lembram.
Nesses “tempos” a freguesia tinha várias escolas primárias (do primeiro ciclo, como posteriormente foram chamadas), sendo que uma delas era a de Vila Mendo, composta por duas salas, que os alunos de Vila Mendo frequentavam. Os jovens da Quinta de Baixo frequentavam a escola de Vila Fernando, tendo também frequentado a escola da Quinta do Meio, durante um curto período de tempo.
Assim, tenho obrigatoriamente de me referir a “histórias” mais recentes. Na verdade quem tem tempo e disponibilidade para ler estas coisas (entre outros) são as pessoas que vão fazendo de Vila Mendo uma povoação com carisma. Com a força, trabalho e disponibilidade de cada um. Foi das poucas povoações, na nossa região, a conseguir congregar em torno da sua “Associação Cultural e Recreativa” a união de todos os habitantes da povoação.
Tendo de alguma maneira modestamente contribuido (por fazer parte da Junta de Freguesia de Vila Fernando) para o início da utlização do edifício da Escola Primária como sede da Associação, com a dotação de água corrente através de captação em furo que ainda hoje existe, foi-me atribuido o número de sócio 62.
Posteriormente, em face do dinamismo das pessoas de Vila Mendo, consubstanciado na Associação, a Junta de Freguesia, com o António Pereira, eu próprio e o Paulo Fernandes, sendo o Pereira também ao tempo presidente da Associação, contribuiu para as obras de requalificação da outra sala da Escola (o edificio é propriedade da Câmara, tendo sido por esta cedido) para as actividades que a Associação actualmente desenvolve ao longo dos tempos.
Por razões óbvias não vou aqui enumerar as actividades da Associação, nem sequer a mim me compete ter opinião pública sobre o assunto, mas não posso deixar de evidenciar aquelas que têm já uma grande relevância para a dinamização das gentes associadas e outras residentes em Vila Mendo, como sendo o “Encontro Motard” e a “Matança do Porco”.
Cada nova concentração traz novos ideais e perspectivas de continuidade de uma forte união da povoação em torno da sua Associação.
Assim, aqui presto singela homenagem aos actuais dirigentes para que partilhem o famoso “um por todos e todos por um”, honrando o saber receber, levando cada vez mais além, o bom nome de Vila Mendo.
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Memórias de Vila Mendo
terça-feira, 31 de julho de 2012
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Exposição de fotografia
No pretérito sábado, no âmbito da Feira de Jovens Criadores realizada na Guarda, Júlio Pissarra expôs um conjunto de fotografias para todos apreciarem. Muitas delas referiam-se à nossa terra... eram as mais bonitas!.. Agora vai expô-las em Vila Mendo na Associação.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
quinta-feira, 26 de julho de 2012
terça-feira, 24 de julho de 2012
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Festa de Santo André
A Festa de Santo André aproxima-se; é já nos dias 17,18, 19 e 20 de Agosto. Assim que os mordomos me disponibilizarem o programa e o cartaz, irei colocá-los aqui.
sábado, 14 de julho de 2012
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Festas da Catequese- Vila Fernando
A menina de vestido é de Vila Mendo. É a Daniela Silva.
(Fotografia cedida pelo nosso Pároco, Padre Ângelo)
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Paróquia Vila Fernando
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Protecção contra incêndios
Áreas intervencionadas
A Junta de Freguesia de Vila Fernando elaborou uma candidatura ao PRODER medida 2.3.1- Protecção contra incêndios que visa: aumentar a resistência e resiliência dos espaços florestais aos incêndios; reduzir a incidência dos incêndios florestais e infra-estruturar o território; diminuir os riscos de ocorrência de fenómenos com potencial desestabilizador e destruidor provocados por pragas e doenças; diminuir os riscos de ocorrência e dispersão de espécies invasoras lenhosas.
A candidatura foi aprovada e agora resta esperar pelo começo dos trabalhos depois do concurso público para a realização dos mesmos. Essa intervenção vai ocorrer, com grande incidência, em terras de Vila Mendo. Basicamente, o que vai suceder é que alguns terrenos e espaços florestais vão ser limpos e "ordenados". Julgo ser uma boa iniciativa na prevenção e controlo de incêndios, já que todos os anos tememos a ocorrência destes. Esperemos é que os donos dos terrenos sejam compreensivos. Estou convencido que sim.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Em jeito de reflexão
Conseguem fazer um pequeno, grande, exercício mental?!. Muito bem!..
Como será Vila Mendo daqui a 30 anos? Terá vida?.. Terá movimento?.. Terá pessoas?!.
Continuará a perder, lenta e inexoravelmente, as suas gentes?.. Ou pelo contrário; poderá vir a ganhar um novo impulso populacional?!. Que impulso poderá ser?!. É expectável que isso aconteça?!. Ou será que está condenada a ser uma aldeia fantasma?.. Que podemos fazer para que tal não aconteça?
O futuro é já aí... estamos preparados para o encarar?!.
Como será Vila Mendo daqui a 30 anos? Terá vida?.. Terá movimento?.. Terá pessoas?!.
Continuará a perder, lenta e inexoravelmente, as suas gentes?.. Ou pelo contrário; poderá vir a ganhar um novo impulso populacional?!. Que impulso poderá ser?!. É expectável que isso aconteça?!. Ou será que está condenada a ser uma aldeia fantasma?.. Que podemos fazer para que tal não aconteça?
O futuro é já aí... estamos preparados para o encarar?!.
sábado, 30 de junho de 2012
quinta-feira, 28 de junho de 2012
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Filhos da Terra- Tiago Gonçalves
Fica aqui registada a reportagem feita pela Localvisão sobre a Feira de Jovens Criadores, organizada pela associação Ideias.Guarda, presidida pelo Tiago Gonçalves e onde ele é entrevistado.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Vozes da Terra- Maria Alice Nina- Brasil
Meu nome é Maria Alice Nina, nascida em Portugal na aldeia de Vila Mendo, sou casada com José Manuel Nina que é de Vale de Espinho, tenho 3 filhos: Vera, Márcia e Marcelo e duas netas: Priscila e Laís. Na foto ao lado sou eu e o meu filho Marcelo.
Uma memória: As minhas lembranças não são muitas, pois eu vim para o Brasil muito nova, com treze anos. Mas o que nunca se apagou da minha memória era quando chegava à primavera e o arbustos chamados giestas ficavam todas enfeitadas de amarelo e se chamavam maias (porque era no mês de maio). Também me lembro muito que nessa época as pessoas iam para os campos arrumando a terra para fazerem as plantações. Outra coisa que me lembra muito era quando chegava o mês de junho ou julho, não tenho mais certeza, mas eu acho que eram nesses meses que vinham os ranchos para a ceifa do centeio, era tudo muito alegre e muito divertido, principalmente para mim que era criança. Tem outro lugar que me lembra muito, é um local chamado Lajinha. Eu adorava esse lugar porque de lá eu podia avistar a cidade da Guarda que me parecia tão longe e, no entanto, é bem perto. Outra coisa que me lembra muito era a matança do porco porque era uma farra para nós pequenos.
Um momento: Um momento alegre e também muito triste foi o dia que eu parti daí para o Brasil, pois deixei pessoas muito queridas: tios, primos e primas. Embora depois de algum tempo muitos vieram para o Brasil. Já visitei várias vezes a nossa terra e praticamente todo o Portugal.
Um lugar: Um lugar que não é propriamente de Vila Mendo, mas sim de Vila Fernando. Todas as vezes que voltei a Portugal nunca pude entrar na escola que eu comecei os meus estudos, pois sempre era época de férias escolares. Porém, em maio de 2011, pude realizar o sonho que era de rever por dentro a escola, e fiquei muito emocionada depois de tantos anos, e ao mesmo tempo muito triste de saber que foi o último ano de atividades escolares, pois a escola fechou devido à falta de crianças para serem alfabetizadas. São essas lembranças mais fortes que eu tenho, depois de quase 60 anos no Brasil.
Uma pessoa: Lembro-me de algumas pessoas, mas principalmente da minha avó Maria Rita. Embora eu sendo muito pequena, lembro-me do dia em que ela faleceu e que na época eu tinha de seis para sete anos, e até hoje não me saiu aquela imagem da minha memória. E agora desde a primeira vez que eu voltei a Portugal, que foi em 1973, eu pude novamente ver algumas pessoas que, conversando com elas, eu me lembrei de quem eram essas pessoas. Agora a Rosária é outra pessoa que nunca me esqueci, por que éramos mais ou menos da mesma idade e todas as vezes que eu fui a Portugal eu a encontrei.
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Memórias de Vila Mendo
quarta-feira, 20 de junho de 2012
terça-feira, 19 de junho de 2012
sexta-feira, 15 de junho de 2012
terça-feira, 12 de junho de 2012
Era uma vez... Vila Mendo I
Faleceu a última pessoa que vivia em Vila Mendo. Vila Mendo é agora uma terra sem vida, uma terra de ninguém… como a esmagadora maioria das aldeias vizinhas, das aldeias do interior, das vilas do interior, das cidades do interior. Restam as pedras, caídas, desordenadas nas ruas poeirentas. Algumas casas ainda resistem à acção inexorável do tempo que já não passa; teimosamente, mantêm-se em pé desafiando toda a lógica da engenharia; são elas as últimas guardiãs das memórias de tantas e tantas gerações, de tantas e tantas gentes que viveram, amaram, sentiram Vila Mendo. Não existe mais o pulsar de um único coração, o bafo do cansaço de uma única alma, o frenesim da vida do campo pautado pelo respirar demorado das estações. Não existe o cheiro… o cheiro das memórias, dos momentos… o cheiro das histórias e das estórias… o cheiro dos lugares… o cheiro das pessoas… o cheiro da vida… Vila Mendo morreu… o Interior morreu e com isso Portugal morreu… Ninguém vive quando o seu interior morre… Um país não sobrevive quando uma parte dele definha em agonia… lenta. Vila Mendo morreu… Restam as lágrimas das gentes… mortas… Vila Mendo morreu… Ahhhhhhhhhhhhh! – O que foi?!. – O que foi?!. Era só um sonho… sinistro…. Não me deixem sonhar assim… Vila Mendo… Vila Mendo não morreu… Vila Mendo nunca morrerá…
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Era uma vez... Vila Mendo
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Coisas da Vida
Quinta-feira, dia 7, Realizou-se o funeral da Sra. Celeste Fonte. Era irmã do Sr. Joaquim "Domingos", do Sr. José "Domingos" e do Sr. Padre António. Há muito que não vivia em Vila Mendo, mas regressou à nossa terra no último adeus. A todos os seus familiares as nossas condolências.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
segunda-feira, 4 de junho de 2012
sábado, 2 de junho de 2012
Coisas da Vida
Realizou-se ontem o funeral do Sr. José Baptista. Depois da sua esposa, a Sra Alzira, ter partido há bem pouco, chegou agora a sua vez. Homem íntegro e bom, aos 99 anos ( fazia um século em Novembro) era ainda o sacristão no Adão. A toda a sua família os nossos sentimentos... sentidos...
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Era uma vez... Vila Mendo
Vila Mendo tem 150 habitantes; muitos são jovens. Vários naturais e descendentes estão a regressar, aos poucos. Fruto de investimento privado, o turismo rural marca o ritmo da aldeia durante todo o ano. Portugueses e estrangeiros dão vida à nossa terra participando, principalmente, nas tarefas agrícolas de alguns residentes que têm ajuda nos seus afazeres e ainda recebem uma compensação por isso. Naturais e forasteiros vivem numa troca de experiências extremamente enriquecedoras para ambas as partes. Existe já uma fábrica que produz os mais variados produtos característicos da região, empregando mais de trinta pessoas. Neste momento, na aldeia, existem mais de cinquenta empregos. Em pouco tempo serão muitos mais. Decorrente de todo o investimento privado, as autoridades públicas apressaram-se a colocar o saneamento básico e a canalização de água da rede. As ruas estão todas calcetadas e arranjadas e já está pronta a nova estrada para Vila Fernando. Todas as casas velhas estão recuperadas e aquelas que eram de cimento estão revestidas com pedra. O campo de futebol na Balsa está completamente requalificado e a sede da Associação, na antiga escola, está um encanto. Um arquitecto famoso projectou e reconstruiu a capela. Como está linda a nossa terra! A associação está quase a inaugurar um centro/escola de artes performativas que vai ter a colaboração estreita do Teatro Municipal da Guarda e de outras colectividades como o Aquilo Teatro. Para breve está o lançamento de um projecto com um novo conceito de lar para idosos...
Trim! Trim!Trim! - O que foi?!. O que foi?!. - F***! Era só um sonho... lindo...
A realidade é dura... DEIXEM-ME SONHAR... VILA MENDO...
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Era uma vez... Vila Mendo
segunda-feira, 28 de maio de 2012
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