quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Festa

Em virtude de ter sido mordomo, não tive tempo nem oportunidade para registar os diversos momentos bonitos da festa. Aguardo que me enviem os registos para os publicar. Do "jantar de curso"ao futebol, da missa ao encerro, do Fernando Alvim ao grupo de fados e a todo o ambiente criado, foi uma festa espectacular...

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Actividades- 2º semestre

Caminhada- 15 de Agosto
Exposição/Concurso fotográfico “Vila Mendo num Olhar”- 15 de Agosto
Torneio de Futebol 7- 15 de Agosto
Vila Mendo On Tour- 5/6 de Outubro
Actividade Forno- Novembro
Jantar de Natal- 21 de Dezembro
Lançamento Caderno de Memórias: “Vila Mendo nos anos sessenta/setenta”- Novembro/Dezembro
Algumas das actividades constam da Agenda Cultural da Guarda deste mês.
           
Actividades apoiadas pelo IPDJ (à excepção da Actividade Forno e do Jantar de Natal)

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Vila Mendo nos anos 60/70- O Desporto- Zé Domingos

Preâmbulo
As minhas vivências de vilamendense estão truncadas pelos largos períodos de ausência. Aos dez anos, em setembro de 1967, parti para o Telhal e só voltei a beber da água fresca do chafariz (as melhores águas naturais canalizadas das redondezas… segundo o Dr. Crespo) nas férias grandes, em julho de 1968. Este meu fado manteve-se até ao ano de 1975… Vila Mendo só nas férias de verão! Efetivamente, só de julho de 1975 a 79, passei a maior parte do tempo na nossa terra, ao estudar na Guarda… e, em outubro de 79, emigrei para a bonita região autónoma dos Açores… a nossa aldeia passou para escassos dias de férias.
Sou pois mero narrador não participante de algumas das bonitas páginas que compõem o livro da vida daquela que, orgulhosamente, chamamos VILA MENDO.
Outra condicionante à minha participação em algumas vivências do antanho foi o velho costume que obrigava as crianças e jovens com menos de 15 anos a recolher ao doce lar, logo após o pôr-do-sol. Os mais velhos, cobertos por manta ou casaco, faziam trabalhar o cinto nas pernas do aventureiro  que fosse apanhado, durante a noite, a circular sozinho pelas ruas! Eu vingava-me na leitura de cordel!!! Este uso desapareceu com a emigração… os maiores ficaram sem colegas de brincadeira… a necessidade “adultou”, precocemente, os mais novos!!!
 Antes de entrar no tema principal da incumbência, vou apenas relembrar alguns factos/costumes que ocorreram durante a minha estada no nosso torrão e que eu considero marcos importantes na história da nossa gente.
A emigração: a última família a partir para o Brasil, no inverno de 1963, foi a do senhor Porfírio (eu herdei do Zé Carlos a caneta de aparo e uma ardósia), mais tarde também partiu uma filha do senhor Manuel Domingos e foi o meu tio Manuel Mateus Corte (1965), o primeiro vilamendense que, de comboio com um passaporte de turista, iniciou a debandada de gerações  que percorreram a Espanha a pé, em busca do eldorado francês. O primeiro emigrante a falecer em França, foi o Horácio Bragança (1967/68?)… vítima de electrocussão ao bater com uma picareta num cabo eléctrico enterrado numa rua de Paris. O aparecimento da primeira vaca de leite de raça Frísia, adquirida pelo meu tio José Domingos (foi tema de muitas conversas depreciativas, uma vez que não viam no dito animal forças para puxar o arado… a corte foi, durante algum tempo, local de peregrinação para ver aquele “monstro”)… depois foi a adesão total àquela raça vacum... o “petróleo branco” da nossa terra. A aquisição do primeiro tractor na localidade deve-se à família Pissarra em 1962(?) (já havia tractores na Quinta do Crespo). O novo traçado da estrada para Vila Fernando apareceu em 1972… a sua “pintura a preto” foi obra camarária do então presidente Abílio Curto. O arranjo da capela e a construção do campanário aconteceu por volta de 1971/72, o mestre de obra foi o senhor António Pissarra (pena que se tivesse queimado o retábulo de madeira torneada que cobria toda a parede do altar). A recuperação da escola e do espaço que hoje serve de sede à Associação é de 1975 (obra dos soldados de abril acantonados na casa da senhora Augusta). A luz elétrica chegou em 1979 (a Dra. Maria Pissarra “botou” o discurso e eu, a mando do Manuel Silva, “ botava” os foguetes). O célebre aparecimento de maços de tabaco americano na quinta de Vale Carros e que levou, possivelmente, ao vício pela nicotina de muitos dos nossos conterrâneos (1975)… nunca a criançada se sentiu tão importante … fumar Marlboro… só os de Vila Mendo! A quezília que a nossa gente manteve com o Dr. Crespo por causa das águas da “Balça”…venceu o nosso povo… a heroína foi a minha madrinha Adoração. O papel do senhor Joaquim Pereira na reprodução do gado vacum castanho e depois traçando o castanho com o frísio, quando, a troco de uma maquia de centeio, “tornava feliz” o seu boi de cobrição! Em 1974, sob a batuta do padre Manuel, a juventude de Vila Mendo entrou em força nas atividades culturais de Vila Fernando… o Manuel Silva foi um dos actores principais… e eu, por ter chegado atrasado devido aos exames nacionais do 5.º ano, fui o responsável pela feitura dos cenários.
 Relativamente aos costumes, saliento o hábito de obrigar o jovem estranho que namorasse uma das nossas lindas meninas… a “pagar de bicas”… e havia acordeão. O tocar das matracas na Semana Santa acompanhadas com os gritos “é para o terço”. O vestir do pinheiro com a cheirosa “bela luz” e levantá-lo, com a ajuda dos ranchos de ceifeiros, no dia de S. Pedro. O levar aos “gambuzinos” o jovem que vinha para a nossa terra. De acordeão percorrer as nossas ruas acompanhando os nossos jovens “apurados para a tropa” e que, de cigarro no canto da boca, num desafio ao respeito maternal, marcavam a entrada na vida adulta. No dia de casamento, ao longo do percurso da capela para o local do jantar, as crianças colocavam numa cadeira ou num banco o seu prato para recolher guloseimas (rebuçados… uma moedita) que os convidados ali depositavam. O assalto às cerejeiras (ai que saudades)… a cereja foi a fruta da malta. A criançada sentada na escadaria dos meus tios para ouvir o incansável senhor José Bragança contando estórias de encantar que nunca terminavam…alguns desses contos servem-me para motivar os meus alunos. As malhadas que, a partir de março, serviam de guarida aos rebanhos e, em simultâneo, fertilizavam os terrenos; ah, não posso esquecer quando, sobretudo aos domingos, se ia à ribeira banhar os corpos nus e pescar…e, de quando em vez, também cobras de água!! Por fim, recordo o espírito de cooperação/comunhão que se vivia na nossa aldeia, quando chegava a debulha do centeio, sob o lema: “ajudo para depois ser ajudado”. As malhas mais concorridas eram as dos Pissaras (a troco não de ajuda, mas de giestas para o lume) e, por razões óbvias, as debulhas pertencentes às famílias com jovens para a palha e a do palheireiro.
O Desporto
Relativamente ao… desporto… os divertimentos de adultos, tenho de ter em conta que a geração anterior à minha emigrou para a França tinha eu menos de dez anos, logo sou parco em lembranças. No entanto, lembro-me de ver jogar à bola num campo no "Espinhal" e de ouvir falar de grandes cabazadas sofridas em Vila Fernando e em Albardo. Recordo ter ouvido que, após um jogo de futebol, em Albardo, (quase todos os jogos terminavam à pedrada) o Albertino, filho do senhor Porfírio, ter golpeado um dedo a um sobrinho da professora que lecionava na nossa escola… e com medo não foi à escola na semana seguinte. Quando aparecia uma bola (mesmo de plástico), era festa para a criançada… o luar de agosto era aproveitado até às tantas… no largo da escola. Por altura do exame da 4.ª classe, que era feito na Guarda, os mais velhos pediam aos alunos uma bola e se possível de couro. Estas jogatanas originaram brigas familiares resolvidas… para jogares, só descalço. As botas de couro da escola, duravam menos de um mês! As sapatas de pano espanholas apareceram no início da década de 70.    
Continuar os estudos começou a generalizar-se a partir de 1967, até ali, estudar só os filhos da família Marques/Pissarras. Com os estudantes e sobretudo os seminaristas, (o seminário era, na altura, a melhor escola de formação desportiva) o desporto, quase em exclusivo o futebol, introduziu no mapa do futebol, o nosso Vila Mendo. A habilidade futebolística refinou-se na “Tapada Velha”… num lameiro, (às escondidas do dono) e sobretudo no largo da escola. Também se jogava nos caminhos, pois carros era coisa rara na nossa aldeia. A equipa adversária era recebida, no início, na Tapada Velha e…acabado o jogo… vinha a pedrada. Por falta de campo “condigno”, a nossa equipa jogava quase sempre fora de casa. A deslocação era feita a pé… coitado de quem, durante o jogo, sofria mazelas… o caminho do regresso tornava-se tão longo! Eu que o diga, vim do Marmeleiro arrastando uma perna até casa e o meu primo Tó Terras veio do Barracão a sangrar do nariz… tinha a “cana” partida!!! A terra mais difícil de derrotar foi a Quinta de Cima… tinha um campo bastante inclinado e… as balizas muito altas!
 Em 1973, na “Laijinha”, aproveitou-se a movimentação de terras para o traçado da estrada para Vila Fernando e construiu-se, com a ajuda das máquinas da quinta do Crespo, num terreno da família dos Marques/Pissarra, um campo de futebol. Ali se fizeram vários jogos, destaco, e com bastante assistência, os embates, com a Santa Ana, Vila Garcia, Vila Fernanda, isto no verão. Outros jogos houve, durante o ano letivo, mas, por estar no seminário, nada sei. O milagre dos maços de tabaco americano em Vale Carros, em 1975, para além ser a origem do vício da nicotina levou também, como represália, à morte, pela lavra, deste campo de futebol. Na rádio Altitude, passou o primeiro comunicado da juventude de Vila Mendo que, numa linguagem politicamente correta para a época “atacou” quem estragou o nosso local de divertimento. Foi-se o campo… ficou o jeito demonstrado pela nossa juventude… e Vila Fernando aproveitou. Ainda recordo termos sido nós os primeiros a derrotar o Albardo no seu próprio recinto (4 a 1). A tática desse jogo… Zé Albino na “ponta parada”… e por aí marquei eu três golitos. Recordo também os torneios no Rochoso… sempre na final e sempre roubados… perdemos! A nossa maior goleada foi ao Marmeleiro (9 a 0), no Rochoso, num desses torneios. Vila Garcia e Barracão eram equipas a abater. Foram raras as equipas que nesse período nos “levaram à parede”. Depois passámos a jogar por Vila Fernando, nos campeonatos do INATEL que se seguiram até 1979, éramos 5 ou 6 jogadores titulares. Ficaram na memória os jogos na Mêda, em Escalhão e com a Estação da Guarda, que num domingo de muita chuva, jogando apenas com nove jogadores (cinco de Vila Mendo) lhes ganhámos. Nessa altura, ninguém da nossa terra se federou… não havia transporte. No entanto, nos domingo em que Vila Fernando não jogasse, havia sempre um carro que passava pela nossa terra para levar alguns “internacionais”…e,  por vezes, para homem do apito. O auge da fama de bons jogadores aconteceu em 1977, quando constituímos a equipa dos "Invictos", para o 1.º torneio de futebol 5 organizado na cidade da Guarda (foi o início do célebre torneio da Primavera). Participaram 64 equipas… nós ficámos em 2.º lugar e ganhámos a taça do “fair play”… as Lameirinhas venceram. No ano letivo seguinte, choveram convites para jogarmos em  equipas federadas.
Após a final dito torneio, fui convidado a ir mostrar a habilidade à Associação Desportiva da Guarda e, enquanto esperava pelo início do treino, brincava com outros atletas quando treinador grita comigo questionando-me sobre a minha presença… deixo logo a bola e… vai daí começou a época do atletismo. De 77 até 79, o Carlos, eu, o Pereira, o Manuel Silva e o meu primo António Terras, muitos quilómetros corremos. As festas de verão das aldeias passaram a incluir provas de atletismo com distâncias de 7 a 10 km. Só me lembro de não ter ido para Vila Mendo um primeiro lugar (nesse dia, quis estrear umas sapatas e o resultado… as unhas grandes dos pés para o lixo). Recordo a primeira prova de Vila Mendo, a corrida da casa do povo de Vila Fernando, a prova da festa de S. Francisco, a prova organizada pelo Inatel em Vila Garcia (ganhámos em três escalões), mas foram as três provas no Rochoso aquelas que me deram mais prazer de vencer. Ao nível da cidade da Guarda, os resultados não foram tão famosos… mas sempre nos dez primeiros.
Também em 1977, os Terras (o Tó, o Manel, o Zé e o Ismael) conquistaram o primeiro campeonato de xadrez por equipas da cidade da Guarda… fomos autodidatas nesta modalidade.  Representámos a Guarda nas 1.ª Beiríadas, em Coimbra, jogando xadrez. O Tó Terras continuou…venceu pelo menos um torneio em Pousade (na final venceu a futura campeã nacional Aida Ferreira), enquanto eu ganhava o torneio de ténis de mesa. O “pingpong” que apresentávamos era de grande nível, sobretudo o serviço que, apesar de cumprir as normas, era mortífero… a mesa da casa do povo de Vila Fernando era como se fosse “nossa” (minha e do Manuel Silva)!
Relativamente aos jogos tradicionais, ombreávamos com Vila Fernando (Sr. Carlos alfaiate e o Sr. Joaquim da gata eram os melhores na malha), pelo que representámos a freguesia em vários torneios, nomeadamente em Escalhão. A sueca, a exemplo de hoje, também era jogada… e como sempre “o bié-las ganhava ao sabias” (do Sr. Zé Bragança).
Claro que haveria muito mais para recordar… nomes para citar… episódios pitorescos passados no antes, durante e nos finais dos jogos, mas não quero melindrar ninguém…pelo esquecimento.
Uma coisa é certa, a rivalidade entre Vila Mendo e as outras aldeias não desapareceu, mas o desporto socializou-a e as pedradas deixaram de ser a forma “revolucionária” de correr com o adversário.


                                                                                         Zé Domingos

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Momentos

Carlos, Acácio, João, Zé Bragança

sexta-feira, 26 de julho de 2013

"Amar, Vila Mendo, é" - por Júlio Pissarra

- Alguém, no Algarve, perguntar: “De onde és?” - e eu responder: “De Vila Mendo!”;
- Estar na cidade e sentir ansiedade pela chegada da hora do início da viagem [para Vila Mendo];
- Aproveitar todas as oportunidades para a promover e a ela regressar;
- Apelidar os Eventos, nela produzidos, como os mais belos do… Universo!;
- Nela passear num sereno Serão de Verão;
- Percorrer as suas ruas durante uma gélida noite de Inverno;
- Contemplar o seu, esplendoroso, amanhecer;
- Caminhar, num soalheiro dia, através dos seus deslumbrantes campos;
- Sentir os seus cheiros e aromas;
- Ouvir os lindos e reconfortantes sons que dela emanam;
- Apreciar a sua rústica e rudimentar beleza;
- Fotografar os seus maravilhosos espaços e recantos;
- Sentir prazer por nela falar;
- Ter orgulho da sua simplicidade;
- Fazer, por ela, aquilo que, muitas vezes, não faço por mim;
- Valorizar as suas Virtudes mas reconhecer, e ajudar a corrigir, os seus Defeitos;
- Sentir uma triste, mas ao mesmo tempo doce, nostalgia por tudo de bom que lá vivi;
- Tertuliar, conviver e sorrir com as suas gentes;
- É estar na casa onde pessoas, que eu amava, habitavam e lembrar-me da ternura e carinho com que, durante largos anos, me presentearam;
- Falar com orgulho naqueles que nela [Vila Mendo] viviam e que agora só perduram na minha memória;
- Aí sofrer, de Saudade, pelos meus que já partiram;
- Olhar para um lugar e chorar de emoção pelos belos momentos, com eles, aí, passados;
- Estar em Vila Mendo e recordar com dor o dia em que me deixaram e ao mesmo tempo sentir felicidade e alegria por muitos anos com eles ter convivido;
 Amar Vila Mendo é isto e, com certeza, muito mais!

“Já disse isto aos “meus” e a muita mais gente. Há muitas pessoas que gostam muito de Vila Mendo, mas mais do que o Jú não há ninguém!!!” – Sra. Adoração Terras.

                                                        Júlio Manuel Antunes Pissarra


domingo, 21 de julho de 2013

Filhos da Terra- João Gonçalves

O João foi destaque, esta semana, no jornal  O Interior por produzir uma cerveja artesanal. Podem ver a reportagem AQUI

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Festa de Santo André

Como já devem ter dado conta, o programa da Festa já está definido, aliás, já está desde Dezembro, altura em que fizemos um panfleto. Esperemos que o tempo ajude e que as pessoas não se inibam de ir às festas; os Mordomos, no caso eu próprio, o Rodrigo e o André, agradecemos. No programa acima faltam lá os jogos tradicionais e, claro, o derby da Balsa: Solteiros/Casados, que este ano pode contar também com uma versão feminina: Solteiras/Casadas. Vamos ver se as convencemos... A não perder: Fernando Alvim e a Garraiada e o Encerro pelas ruas.

domingo, 14 de julho de 2013

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Actividades

À semelhança dos anos anteriores, vamos fazer mais uma Caminhada pelos "territórios" de Vila Mendo. Será no dia 15 de Agosto, pelas 9h, um dia antes da Festa. Nesse mesmo dia será inaugurada a exposição de fotografia "Vila Mendo num Olhar". O Vila Mendo On Tour também está a ser preparado e será, como habitualmente, no primeiro fim-de-semana de Outubro, dias 5 e 6. Estas actividades são apoiadas pelo IPDJ.

sábado, 6 de julho de 2013

Momentos

Sra. Rosária com o Afonso e o Santiago 
Vila Mendo On Tour 2012- Melgaço

terça-feira, 2 de julho de 2013

Filhos da Terra- Acácio Pereira

Na edição de hoje do Correio da Manhã, mais uma opinião do Acácio. Pode ser lida AQUI

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Momentos

Primos: Tiago, Pedro, Andreia, Inês

quarta-feira, 26 de junho de 2013

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Figuras da Terra- Michel

Michel, mon Ami!           
- Michel Capelo de seu nome;
- Natural das Quintas de São Bartolomeu, afirma a “pés juntos” que é de… Vila Mendo!;
- Nasceu a 19 de Agosto. O ano?! Não interessa. O Michel é… INTEMPORAL e IMORTAL!!!;
- Residências: Rue Paul Bert, nº 21 – 94500-Champigny Sur Marne (França) e Rua do Cantinho – Vila Mendo;
- 1983 foi o ano em que, pela primeira vez, pisou o Solo Sagrado de Vila Mendo;
- Casado com Isabel de quem tem três filhas (Sevrine, Melanie e Laura);
- Companheiro;
- Simpático;
- Brincalhão;
- É um “Gandilho”;
- Só sabe fazer “o” Malandro;
- Durante o mês de Agosto, em Vila Mendo, apenas faz “o Chefe”. E “Qui c`est que commande?!”. Obviamente, o Michel…
- É de tal maneira sobredotado que apenas trabalha com a… Cabeça!;
- Todos os anos surpreende com os seus novos Truques de pura Magia (utilizando cartas, moedas, etc.);
- Conseguiu elevar a Arbitragem futebolística ao estatuto de Arte;
- Sempre que apita o jogo Casados/Solteiros, da nossa Festa, é o melhor “jogador” dos Casados. Exemplo disso é o célebre jogo que teve 30 minutos de desconto!!! Obviamente só concluiu, já iniciada a noite, quando os Casados marcaram o golo da vitória…;
- Nesses jogos, em caso de dúvida, assinala o que o Tó Pereira lhe disser;
- Já se deu ao luxo, depois de Apitar um desses “clássicos”, de ir receber a Taça, de vencedores, com os Casados;
- Um determinado ano, os Mordomos, queriam que o referido jogo fosse dividido em duas partes de Meia-Hora. O Sr. Árbitro Michel não concordou e decidiu que o encontro seria disputado em duas partes de… 30 minutos cada!!!
- É muito “letero” a jogar à Sueca;
- Quando lhe perguntam de que equipa é adepto apenas responde: Brasil!;
- A equipa de Futebol que mais detesta é a… Seleção da França!!;
- Considera os franceses muito simplórios!!!;
- O Jantar de Curso, realizado na sexta-feira da Festa de Santo André, pela Malta de Vila Mendo, é-lhe sempre dedicado;
- Ano após ano existe sempre um Grupo Musical que, na Festa de Vila Mendo, toca um “slow” em sua homenagem para que ele dance com a Isabel;
- Já, por diversas vezes, recebeu a “coupe” de 1º classificado no “Rally Paper” de Vila Mendo;
- Entre outras, já citadas, é o criador de míticas expressões e frases que já são parte integrante do nosso léxico, tais como: “hê bá oui!”, “leva lume!”, “és muito malandro, tás mal las costas não podes travaiar!” ou “somos os we`ares the champions!;
- Existem plantadas, em Vila Mendo, 5 Árvores por si ofertadas; 
- Gosta de apalpar os Queixos aos amigos. Mas também gosta que apalpem os seus…!;
- Telefona-me, regularmente, durante o ano e passamos às “meias horas”, e mais, ao telefone;
- Mas acima de tudo isto, o Michel, é um… GRANDE, GRANDE AMIGO!


Júlio Manuel Antunes Pissarra

terça-feira, 18 de junho de 2013

Filhos da Terra- César Gonçalves

O César é, mais uma vez, fisioterapeuta de um programa de televisão, no caso do "Splash celebridades" da SIC. De vez em quando lá aparece ele a cuidar das mazelas dos concorrentes. Mais um filho de Vila Mendo a dar provas de competência.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Filhos da Terra- Henrique Nascimento

Henrique Nascimento é protagonista de uma reportagem na revista "O Mundo da Fotografia Digital" na secção Zoom Out com fotografias subaquáticas de grande beleza: "Henrique Nascimento mergulha a sua alma no fundo do mar, procurando os tesouros preciosos que se escondem da superfície... Sustenham a respiração e deixem-se maravilhar com as espécies subaquáticas captadas pela objetiva deste autor". O Henrique é   um descendente de Vila Mendo, portanto seu filho, a quem muito prezamos. Podem ver mais fotografias dele em henrykate.blogspot.pt

domingo, 9 de junho de 2013

Filhos da Terra- João Gonçalves

Podem ler AQUI uma critica musical que o João Gonçalves escreveu no jornal O Interior. O João é da direcção da Associação e estuda Gestão na Universidade de Coimbra.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Gentes de Cá

Aqui está a mais nova (tanto quanto sei) Vilamendense. Chama-se Jéssica e é bisneta da Sra. Aurora da Luz (falecida há pouco tempo) e que foi para o Brasil em pequena. É neta da Maria Albertina (sobrinha da Sra. Laurentina) que de vez em quando já nos visita. Portanto, a Jéssica é uma Vilamendense de 3ª geração no Brasil. Aos pais e em especial aos avós, Maria Albertina e Durval Henke, os nossos sinceros parabéns.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Exposição/concurso fotográfico- "Vila Mendo num Olhar"


Condições de participação:
-As fotografias podem retratar: pessoas, momentos, paisagens, lugares… que tenham que ver obrigatoriamente com Vila Mendo.
-Cada participante poderá concorrer com um número máximo de 6 fotografias.
-As fotografias devem ser entregues, em formato digital, até 31 de Julho.
-As fotografias serão expostas na Associação a partir de 15 de Agosto.
-As fotografias serão “avaliadas” por um júri a constituir.
-As três melhores fotografias serão premiadas e expostas permanentemente na Associação.
Actividade apoiada pelo IPDJ

domingo, 19 de maio de 2013

IX Encontro Motard

One Man Riff
 Este ano o frio e a chuva não deixaram que o Encontro Motard tivesse a adesão esperada, contudo, mais uma vez, o ambiente criado foi... espectacular. 

 Contraband
No One


terça-feira, 14 de maio de 2013

IX Encontro Motard- Vila Mendo 2013

Dias 17 e 18 de Maio vai realizar-se, em Vila Mendo, o IX Encontro Motard. Sexta–feira actuarão os “One Man Riff” e “Dj Ramone”; Sábado os “No One” e os “Contraband” com actuações que prometem grande espectáculo. A boa gastronomia regional também não irá faltar. Este encontro serve também para resgatar e recriar tradições caídas em desuso como o cozer do pão no forno comunitário com o auxílio precioso das gentes mais velhas. Enfim, animação e bom ambiente não vão faltar. Este encontro insere-se numa linha de actuação que esta associação tem vindo a implementar e que pretende valorizar as gentes das nossas aldeias, os seus costumes e tradições, por forma a combater o ostracismo a que as nossas terras foram votadas desde há muito.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Trabalhos

No próximo Domingo, pelas 10h, vamos preparar toda a logística do IX Encontro Motard. Quem quiser ajudar... é bem-vindo.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Momentos

Paulo, Sr. Raúl, Paula, Sr. Zé "Valentim"

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Passeio Turístico- ActiveWay

A ActiveWay organizou o Moto Active Ride 1st Edition pelo concelho da Guarda, no dia 5 de Maio. Passaram por Vila Mendo onde retemperaram forças.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

estórias da Terra- Júlio Antunes Pissarra

Três horas... sentados à mesa
 Durante aqueles maravilhosos anos 80 o Fim-de-semana de Agosto era preenchido a percorrer todas as Festas da região e com Matinés e Soirés na Discoteca de Pêga. Um determinado Domingo o Vitinho, o Zé e o Víctor, depois de passarem a tarde na “Night&Day”, palmearam as Festas que por ali existiam. A última a ser visitada foi a de Pêga. Chegaram a esta Aldeia por volta das 22:30 horas. O dia tinha sido “cansativo”. Alegre convívio, muita brincadeira, alguma cerveja, mas comer, nada! A última refeição tinha sido o almoço. Como o dinheiro já escasseava os três amigos viviam na esperança de que alguém os convidasse para comer/beber algo que é comum, nos dias de Festa, em algumas Aldeias da nossa região. Mas esse convite não aparecia, o que os estava a deixar preocupados. Então o Vitinho, “envergonhado” como é, descobriu alguém que lhes podia resolver o problema. É assim que se dirige a um rapaz emigrante em França, que por acaso tem família na nossa freguesia, e lhe pergunta:
- Então pá?! Tens Festa na terra e não ofereces um “copo” em casa?!
A referida pessoa, querendo ser simpática, acedeu à proposta.
- “Há oui!” Sim…, ainda é cedo…, “s`etu queres”…, o baile ainda não começou…! … podemos “lá`ir” beber umas “bières”!
Mas a “malta” de Vila Mendo estava “cheia” de cerveja! O que ela queria, mesmo, era comer!!! Então, novamente, o Vitinho assumiu as rédeas da situação.
- Não há por aí nada que se coma? – perguntou.
- Sim! “Bá`oui”! Claro! – respondeu o anfitrião.
O Vitinho não esteve com “meias-medidas”, levantou-se e dirigiu-se ao frigorífico onde encontrou carnes frias, bolos, sobremesas, enfim, de tudo um pouco o que é normal existir nos dias de Festa na Aldeia. Desde esse momento os três amigos de Vila Mendo não quiseram mais conversa! O tempo passava, passava, o dono da casa estava cada vez mais desesperado (mais à frente veremos porquê), olhava impacientemente para o relógio, mas os “mosqueteiros” da nossa Terra não arredavam pé.
- Já “s`ouve” o “Cunjunto”! O Baile “já`stá à`ndar” e deve “d`haver” “beaucoup” de pessoas! – afirmava.
- Já vamos! Temos tempo! Senta-te e come connosco! – respondeu um dos “nossos”.
Uma da manhã, uma e meia, mas nada! Ninguém se levantava. O anfitrião, sem saber o que fazer, tentava, subtilmente, que os “ilustres” convidados terminassem a refeição mas, estes, não estavam pelos ajustes. Só passadas as 2:00 horas, e já convenientemente saciados, o grupo de Vila Mendo terminou o Banquete!!!
Quando os quatro chegaram ao recinto do Baile já este estava praticamente concluído. Aí, quem ofertou o Jantar, mais incomodado ficou, já que a pessoa que o esperava já não se encontrava no lugar combinado e já partira para a Discoteca! Enquanto isso, os três amigos, lá foram concluir a noite numa outra Festa!
Nesses tempos eu, meu Pai e minha Mãe, no Domingo e/ou Segunda-feira da Festa de Pêga, almoçava-mos sempre na casa que, meus tios [David e Clara], possuíam na referida aldeia. Nessa Segunda-feira quando lá cheguei, minha prima Paula, logo me informou do sucedido na noite anterior com os nossos amigos de Vila Mendo. A pessoa, que no Baile esperava o anfitrião, era minha prima Paula!!! Foi ela quem em primeira mão me descreveu o que tinha acontecido! Quando ela, já na Discoteca, ouviu, do amigo, o relato do porquê de tanto atraso, exclamou:
- Tinham que ser os de Vila Mendo! Tu não os conheces?! Não sabes como eles são?!
- “Oui!” mas…, …nunca pensei que estivessem TRÊS HORAS a comer!!! De Vila Mendo NUNCA mais convido ninguém para lá ir a casa!!!
P.S. – Os pormenores desta estória foram-me relatados pela minha prima Paula e pelos Três protagonistas principais.
                                                                       Júlio Antunes Pissarra


quarta-feira, 1 de maio de 2013

Momentos

Vila Mendo On Tour- Santiago de Compostela- Outubro 2012

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Momentos

Vila Mendo On Tour- Melgaço- Outubro 2012
Santiago/ José "Albino"/ Afonso

Neve na Guarda

Hoje

sexta-feira, 26 de abril de 2013

terça-feira, 23 de abril de 2013

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Entrevista- Padre Ângelo


                         
Quem é o Padre Ângelo?
Uma pessoa de 31 anos que se colocou e, todos os dias, coloca ao dispor de Deus para servir aqueles e aquelas que estão ao seu redor. Uma pessoa que tem como ideal deixar-se seduzir todos os dias pela Palavra de Deus e vive-la todos de coração e braços abertos. Uma pessoa que acredita que a vida sem palavras sentidas e pensadas não é vida verdadeira. Uma pessoa que acredita que as obras valem mais muito e que o amor vence tudo. Uma pessoa que, apesar de por vezes abrandar no sorriso, quer aprender todos os dias a sorrir e a ser e dar esperança aos que precisam e a procuram. Uma pessoa que tem como Mestre o Senhor Jesus.
Como foi o despertar da tua vocação?
Não foi um “clik”. Foi um conjunto de circunstâncias que fez descobrir e aumentar a fé, solidificar as decisões e continuar a descobrir os caminhos. A família teve e continua a ter um papel fundamental, mas também todos os que são desafiadores da vocação como tsunamis devastadores e como águas tranquilas.
Sendo um Padre novo, de que maneira pensas que as pessoas te olham? O que achas que elas esperam de ti?
Respondo de coração aberto. Houve tempos em que tinha uma preocupação extrema com o que os outros pensariam de mim, mas neste momento não tenho esse pensamento e muito menos essa preocupação. Sei que se espera muito do padre. Que o padre seja isto ou aquilo e que seja desta maneira ou daquela. Que seja à imagem e semelhança de cada um. E esta é a maneira que eu não me quero tornar: a imagem e semelhança de cada um e da vontade de cada um. Por opção eu quero ser a imagem e semelhança de Deus e seguir a Sua vontade. E é isto que todos devem esperar de mim. Que eu siga a vontade de Deus. Se alguma vez eu não o esteja a conseguir fazer quero que, no espírito da correção fraterna dos cristãos, alguém tenha a humildade de se aproximar de mim e dizer-me.
O que é ser padre hoje, tendo em conta que a sociedade apresenta sinais evidentes de uma laicização galopante a todos os níveis? Aliás, faz sentido ser padre hoje? Faz sentido “carregar essa cruz” que é levar a Boa Nova, a mensagem de Jesus a um mundo que às vezes, parece, não estar receptivo, pelo contrário?
Ser padre faz sentido sempre. Ser padre é estar disponível para servir e para amar a todos.  Um amor que se faz doação e que se faz orientação na vida. “Dar-se por amor” compreende-se. Aceitar orientação segundo o amor de Deus, já não se aceita tanto. Talvez, digo eu, esteja aqui uma das causas da laicização: não aceitar o amor de Deus. Fruto provável de uma ignorância religiosa a que as comunidades foram votadas durante décadas. Sabe bem iniciar caminhos novos de anúncio, em que se redescobre a essência do ser cristão e de Deus que se revela em Jesus e se torna presente no Espírito Santo. Esta é a cruz que vale a pena “carregar”, mas que ainda poucos cristãos não estão entusiasmados a pegar e levantar bem alto.
Qual a tua perspectiva em relação a alguns temas polémicos como o celibato dos padres, a ordenação de mulheres ou o uso do preservativo?
Porque são polémicos deixo-os para serem tratados noutros ambientes e para que as minhas palavras escritas não sejam mal interpretadas. Digo simplesmente: são orientações e todos somos livres de as aceitar ou não. No assunto que me diz respeito eu aceitei-o e tenho-o aceitado. Foi a minha opção.
Quais as  tuas expectativas em relação ao Papa Francisco?
Um homem que usa palavras simples e diretas para que todos compreendam a essência da beleza de Deus e do que é a religião. Não tem medo de tratar as coisas pelo nome. Pelo que parece, é de uma “frescura” e “acutilância” de palavras que agrada muitos e não agrada alguns. Neste ainda curto espaço de tempo do pontificado os seus gestos têm mostrado que a aproximação e a simplicidade são os melhores meios de comunicar o amor de Deus e não há que ter medo disso.
Muitos pensarão que o papel do padre é “dizer missa” e pouco mais. Achas que isso não resultará (à parte da falta de vocações) de uma falta de estratégia diocesana no que concerne à pastoral como tal, e isto não será consequência da não realização de um sínodo diocesano, há tanto desejado, que pense, oriente, balize e concretize toda a acção pastoral e não só?
Uma questão muito pertinente, tendo em conta o serviço que ocupo na diocese enquanto coordenador pastoral da zona centro. Muitos e muitas reduzem a atividade do padre a celebrar a missa e senão há missa é sinal que “o padre não faz nada” ou então “já não temos na terra”. Isto é fruto de uma falta de abertura dos padres a fazerem outras atividades e falta de coragem (ou vontade) de consciencializar as comunidades para uma Igreja que se reúne para a Eucaristia, mas também para muitas outras coisas: catequese, caridade, convívio, e mais recentemente para os grupos bíblicos.
Desde 2007 que foi lançado o desafio que cada Arciprestado tivesse um Conselho Pastoral Arciprestal. Este Conselho é constituído por um representante leigo de cada paróquia que, em diálogo com os representantes das outras paróquias e os padres do arciprestado, programam e orientam a pastoral do Arciprestado. O primeiro CPA criado foi o do nosso Arciprestado do Rochoso cuja representante da nossa paróquia é a D. Maria da Graça Amarelo. Já se reuniu por 9 vezes. Neste momento a Diocese já tem mais alguns criados e o programa pastoral a ser debatido brevemente para os próximo anos pastorais de 2013 a 2017 vai contemplar esta estrutura, bem como o Conselho Pastoral Diocesano (no qual o nosso Arciprestado tem um representante eleito de entre os representantes de todas as paróquias). No ano de 2017 vai haver Assembleia de representantes onde serão refletidos e apresentadas orientações pastorais concretas para a Diocese. Estas Assembleias de representantes terão a preparação anterior de 3 etapas concretas em que todos os intervenientes vão revisitar documentos do Concílio Vaticano II. Não para lembrar, mas para insuflar o espírito do Concílio nos tempos de hoje.
Se me perguntam se esta estratégia chega?  Não sei. Mas já é alguma coisa para que se tomem algumas decisões pastorais que comprometam a Igreja enquanto Igreja Diocesana.
Focalizando a tua acção e o exercício do teu ministério na Paróquia de Vila Fernando, o que aspiras, com o teu apostolado, conseguir com estas nossas gentes?
Na nossa paróquia,… nas nossas gentes,… a minha única aspiração é conseguir mostrar quem é Deus e o que faz o amor de Deus no coração da humanidade. Penso que na vida de alguns e algumas isso tem sido conseguido. Mas não há fórmulas mágicas. Se todos nos deixarmos mais inebriar pela Palavra, depois conseguiremos conviver melhor uns com os outros. Este é o caminho!
Como vês a Paróquia de Vila Fernando, logo a freguesia em termos políticos, económicos, culturais, sociais e associativos? Qual o teu relacionamento com a sociedade civil da freguesia?
Nunca entrei por caminhos políticos nem vou entrar agora. Mas a nossa freguesia padece de ter muitos lugares (anexas) o que faz com que haja uma desfragmentação e uma certa “desunião”. Não em tom de crítica destrutiva, mas construtiva, seria melhor haver um espírito de unidade entre alguns e entre todos. Vivemos na mesma terra e só na unidade é que crescemos em sabedoria, cultura e sociedade.
Que projectos seriam, na tua óptica, importantes para o desenvolvimento da freguesia? De que maneira a Igreja, que tu representas, pode ajudar?
Vila Fernando está a três passos da cidade. Isso há uns tempos atrás significava mais do que agora, mas ainda significa alguma coisa hoje. Diria duas coisas que poderiam ser pensadas a curto prazo e que acho já estarem a ser dialogadas: habitação e qualidade de vida.
A comunidade cristã está de portas abertas, como sempre esteve, para acolher, dialogar e viver em prol da dignidade da vida humana.
Que te diz Vila Mendo?
Uma das localidades da freguesia que demonstra ter uma grande vitalidade através de um conjunto de pessoas que mantém a sua ligação afetiva à terra que os viu nascer e crescer. Vila Mendo é sinónimo de movimentação, paixão pela terra e de tantas outras coisas que andam sobre “rodas”… Mas também é sinónimo de fé. Não posso esquecer que um dos testemunhos de fé mais impressionantes que já conheci até hoje, foi em Vila Mendo.
Como te imaginas daqui a 30 anos? 
Não imagino
Queres deixar uma mensagem aos teus paroquianos?
Nunca percam a esperança. Deus sorri sempre para vós. Quando as forças estão em alta é Ele que voz mantém em cima, quando as forças estão em baixo é Ele que vos tenta levantar do fundo do poço. Confiem  n’Ele. Sejam verdadeiros uns com os outros. Em tudo e sempre coloquem o vosso coração e a felicidade brotará espontaneamente. 

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Filhos da Terra- Acácio Pereira

Hoje, o Acácio dá uma entrevista ao Jornal i. Pode ser lida Aqui. Não perca. Na edição em papel, o Acácio não esquece as suas origens e na pequena "biografia" com que é apresentado lá vem : "natural de Vila Mendo, aldeia do concelho da Guarda". Muito, muito bem.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

estórias da Terra- Júlio Antunes Pissarra


As Calças.
Era um, quente, final de tarde de Agosto dos saudosos anos 80. Terminado mais um árduo dia de trabalho a “malta” de Vila Mendo juntou-se aos “tanques” para uma alegre cavaqueira, saciar a sede e aliviar o calor, com a refrescante água do nosso Chafariz. Nesses tempos quer fosse fim-de-semana ou meio da semana, praticamente todas as noites concluíam na Discoteca da moda [“Night and Day”- Alto de Pêga].
Quem vai, quem não vai…! Eu, o meu Amigo e Primo Zé Gonçalves e o meu Amigo (agora também Primo) Víctor Soares decidimos ir! Depois de jantar, e chegada “a” hora, aí vamos nós para a “noite”! A viagem realizou-se numa carrinha de transporte de gado que pertencia ao meu Tio José Marques (pai do Zé). Chegados à Porta, da Discoteca, deparámo-nos com um problema:
- Zé, o teu primo vem de Calções, não pode entrar! – disse o Porteiro.
- Então porquê? – questionou o Zé.
- São regras da Casa! - respondeu o funcionário.
- Mas já vi aí dentro várias Mulheres de Calções! – disse eu.
- Mas com as mulheres é diferente!!! – exclamou o Porteiro.
- Esta é boa! Vimos de Vila Mendo, chegamos aqui, e não entramos?! – respondeu o Víctor.
Depois de duras negociações nem com a grande influencia que o Zé detinha, nesta Discoteca, conseguimos entrar. Então para não prejudicar os meus amigos sentenciei:
- Entrai vós, eu vou para a Carrinha dormir!
Aí o Zé foi perentório:
- Não, ou entramos todos ou nenhum!
- Vamos embora! Não estamos aqui a fazer nada! – disse o Víctor.
Aquilo que se ia tornar numa alegre noite estava-se a transformar num pesadelo. Na curta viagem para a Carrinha os três amigos mostravam a sua indignação e surpresa pelo sucedido. Mas será que tudo estava perdido…?
Quando entrávamos para o nosso meio de transporte, o Víctor disse:
- Zé, por vezes os teus irmãos trazem umas Calças, suplentes, para carregar e descarregar o gado. Vê lá se há por aí algumas!
Depois de breve busca, o Zé, carregado de felicidade, exclamou:
- Olha aqui uma Calças!!! Há! Há!
…e bonitas que elas eram!!! Cor bege, feitas de Fazenda da primeira qualidade, vincadas e com umas elegantes pregas! Mas o desejado objeto de roupa não tinha, nesse dia, as condições mínimas para entrar no referido espaço noturno. Estava completamente amarrotado, cheio de grandes nódoas e abarrotava de sujidade seca (vulgo *M…) inerente ao trabalho que ajudava a desenvolver. Mas era o que havia…!
- Experimenta lá as Calças! – disse o Zé.
Quando as experimentei reparámos que me ficavam demasiado curtas, mas rapidamente solucionámos o problema. Fiz uma espécie de dobra, que dava o efeito de bainha, e assunto resolvido.
- Assim não me deixam entrar! – exclamei.
O Zé respondeu:
- Então não queriam umas Calças? Já as tens vestidas! Vamos embora!
Depois de muitas gargalhadas tocámos à campainha da Discoteca. A porta abre-se e o Zé dirige-se, apontando para mim, ao Porteiro e diz:
- Agora já pode entrar?!
O Porteiro, com um sorriso de espanto perante o cenário que tinha à sua frente, não sobe o que responder. Então o Víctor sentenciou:
- Não querias que o rapaz vestisse umas calças?! Aí as tens!!!
Resignado e espantado, o porteiro, não teve outra alternativa.
– Sim… agora pode entrar… mas…, senta-se lá a um canto. Pode parecer mal!
- Para me sentar a um canto prefiro não entrar! – respondi.
Entrado na Discoteca assumi a postura normal que sempre tinha quando frequentava esse espaço. O Zé logo fez questão de publicitar a situação e, com o seu sorriso matreiro, dirigiu-se às minhas primas Guida e Paula que, também, diariamente frequentavam esta Discoteca:
- Já vistes o vosso primo? – Não – responderam. – Mas porquê?!
- Ide procurá-lo e depois dizei alguma coisa!
As minhas primas quando me encontraram ficaram estupefactas.
- Hhááá!!! – disse a Guida. – A minha alma está parva!!! – exclamou a Paula.
Explicada a situação terminámos todos em enormes gargalhadas. Ao mesmo tempo questionávamos o porquê de não poder aceder, à Discoteca, com uns adequados calções e poder faze-lo com aquelas originais Calças!
Com muita dança e saudável convívio assim decorreu uma das noites mais divertidas da minha juventude! Importa realçar que nunca mais, até hoje, me senti tão observado como nessas “porreiras” horas!

                                                                   Júlio Manuel Antunes Pissarra