Hoje, 30 de Novembro, é dia Santo André, Padroeiro de Vila Mendo. Haverá Eucaristia pelas 19h. É o dia em que os mordomos deste ano passam o testemunho aos novos mordomos e apresentam as contas da Festa.
Este blogue pretende ser um espaço onde, os naturais, descendentes, admiradores ou outros, possam noticiar, opinar, reflectir, pensar… Amar… Vila Mendo. Será um espaço de encontros, de memórias: passadas, presentes, futuras; um espaço de profunda comunhão naquilo que é a marca identitária que caracteriza cada um daqueles que pensa, ama, sente, incondicionalmente, Vila Mendo.
segunda-feira, 30 de novembro de 2015
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
Vila Mendo no Aquilo Teatro- Jantar Popular
Amanhã o "Jantar Popular", actividade organizada semanalmente pelo Aquilo Teatro na Guarda, vai ser protagonizado por Vila Mendo. Eis a ementa:
Entrada: Chichorros. Pratos: Batatas Compostas; Guisado de Porco em panela de ferro com batatas torradas na grelha. Sobremesa; Biscoitos em forno de lenha.
O Chichorro:
Havia duas qualidades: o do coiro, que era constituído, basicamente, pela carne entremeada cortada em pequenos pedaços e o do “Redanho”. Este apenas era constituído pela gordura existente nas massas gordas do animal.
A sua confeção era simples. A carne era introduzida em panelas de ferro diferentes e aí fritos na própria gordura que libertavam. Apenas lhes era acrescentado sal grosso a fim de realçar o seu sabor. Depois de já confecionados, eram então exprimidos para que o excesso de gordura fosse libertado. Depois de arrefecerem eram comidos com uma fatia de bom pão centeio e um melhor copo(s) de vinho tinto. Este constituía um simples mas muito apreciado petisco nesses dias intensos de azáfama mas também de convívio.
Guisado de porco:
Carne de várias partes do porco feita na panela de ferro (na forma como é feita é que reside o “segredo”).
Batatas compostas:
Batatas reaproveitadas do dia anterior e preparadas de forma simples mas muito saborosas (não levam qualquer carne).
Os Cozinheiros
A Associação de Vila Mendo tem nas suas fileiras 3 conceituados cozinheiros. Neste momento estão numa acesa disputa pelo cargo de grandíssimo prestígio e estatuto: Cozinheiro Chef de Vila Mendo. A competição tem sido intensa, peculiar, inusitada, por vezes, e com um desfecho de todo imprevisível. Depois de infindáveis repastos, tertúlias, reflexões, argumentações e contra-argumentações… eis que o Aquilo Teatro e a Guarda poderão receber mais um duelo (a três!) sobre a arte de bem cozinhar os produtos da Terra.
Nota: Se no dia 21 de Novembro não houver jantar, tenham medo… muito medo… começou a III Guerra Gastronómica!
Júlio Pissarra: Consultor e formador, é adepto dos pratos fortes e corpulentos à boa maneira da região da Guarda. Qualquer repasto tem de ser confeccionado com tempo… com muito tempo… com muito, muito tempo… tal como a sua degustação…
Luís Costa: Escrivão adjunto do tribunal, pragmático e rápido na abordagem e preparação das ementas, mas apreciador da arte de bem comer. Exerce , às vezes, um tom conciliador, outra vezes… não! Incorpora várias tendências.
Mário Maria: Técnico da Administração Tributária, adepto também dos pratos condimentados mas com a introdução de umas variantes da cozinha francesa que origina, não raras vezes, “conflitos” com o Júlio pela supremacia culinária… O tempo é essencial na feitura dos seus cozinhados.
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quinta-feira, 19 de novembro de 2015
Tradição e Memória: Cozer do Pão no Forno Comunitário
Mais uma actividade realizada que constava do nosso plano anual. Uma acção que, pela sua natureza, tem sempre uma boa adesão e participação. Uma forma de preservar as nossas tradições e as memórias associadas. Este ano resolvemos dar um pão a cada casa de Vila Mendo. Um gesto simbólico para agradecer o apoio que recebemos por parte da comunidade. Foi uma actividade apoiada pelo IPDJ.
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quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Água Canalizada, finalmente, em Vila Mendo!
Recebi, ontem, do Bruno Pina, Presidente da Junta de Freguesia de Vila Fernando uma excelente notícia: Vila Mendo vai, finalmente, ter Água Canalizada. As obras começarão no início de 2016. A nossa Terra seria das poucas a nível do concelho (e até a nível do país) que não tinha esta infraestrurura. Seria também uma boa oportunidade para embelezar um pouco a aldeia através do calcetamento das ruas, nomeadamente do Largo do Chafariz (esteticamente o alcatrão dentro das aldeias fica tão mal, ainda para mais esburacado...).
Ainda há muito a fazer para que Vila Mendo tenha as condições mínimas que uma comunidade qualquer deste país exige, mas como diz o ditado " vale mais tarde do que nunca". Agora é fazer forte pressão para que o Saneamento seja também uma realidade. Aliás, os esgotos ainda são uma necessidade mais premente do que a água: dezenas de furos de água contíguos a dezenas de fossas não é de todo aconselhável, mas esta é a realidade desde há muito; o que vale é a preciosa água do chafariz...
Não deixa de ser sintomático as assimetrias e desigualdades entre o interior e o litoral e mesmo entre comunidades do nosso interior: enquanto nós ainda suspiramos por aquilo que há de mais básico e primário para uma qualquer comunidade se estabelecer e desenvolver, outras há que já nem sabem o que hão-de fazer mais nas suas terras, mas continuam a fazer e a exigir coisas sem sentido, muitas vezes. Quando dentro do Interior, dentro do mesmo concelho, há tantas diferenças não sei se haverá muita legitimidade para se levantar a bandeira da Interioridade, não é?
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Infraestruturas básicas
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
Estórias de Vila Mendo
Depois da intervenção dos militares na casa da escola, ou casa da professora, após o 25 de Abril de 1974, criámos o Clube da Juventude nesse espaço. Esta experiência foi mal sucedida porque nessa época não se conseguiu reunir as condições e apoios para que o projeto tivesse pernas para andar.
No entanto, passaram-se ali alguns serões agradáveis e recordo, particularmente, mais dois episódios:
A galinha decepada que caminhava
Recordo-me de uma noite em que, depois de um jogo de “lerpa”, o Adérito para pagar as dívidas foi buscar uma galinha à capoeira dos pais para fazermos uma patuscada. Eu e o Jorge Pereira ficámos com a tarefa de matar a pobre da galinha. Saímos do salão e fomos matá-la num dos terrenos que ladeiam o largo. Segurei-a com as duas mãos, enquanto o Jorge lhe agarrou na cabeça e cortou o pescoço. Para não me sujar com o sangue larguei-a e, para espanto nosso, o animal começou a andar… parecia fugir ao destino. Claro que nós fugimos para o lado contrário e fomos para o salão relatar o insólito acontecimento.
Só a fomos buscar depois de uma grande galhofa e a pobre da galinha acabou por ser cozinhada mas de tão rija, estava verdadeiramente intragável. Devia ser a mais desdentada da capoeira!
Patifaria
Noutra noite, depois do fecho, decidimos colocar todos os carros de bois e carroças que estivessem na via pública virados de lado, isto é com uma das rodas no ar. Para disfarçarmos a autoria da brincadeira nem os dos nossos familiares escaparam.
Na manhã seguinte a pacata aldeia acordou em verdadeiro alvoroço. Só podia ser coisa de gente estranha à aldeia diziam.
A sra. Maria afirmava “os nossos não foram pois até nos colocaram o arado de madeira em cima do portão”; a minha mãe retorquia “ai os meus também não porque os nossos carros também estão virados”.
A estratégia resultou!
Devo acrescentar que fomos cuidadosos e, para além do incómodo, não causámos prejuízo a ninguém.
Manuel da Silva Gonçalves
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segunda-feira, 9 de novembro de 2015
Cozer do Pão no Forno Comunitário
No próximo sábado, a partir das 15h, vamos desenvolver mais uma actividade: Cozer do Pão no Forno Comunitário. Como forma de reconhecimento da Associação por tudo aquilo que a comunidade nos dá e nos ajuda, vamos dar pão, cozido no forno comunitário, a cada casa de Vila Mendo. Um gesto... simbólico... somente.
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sexta-feira, 6 de novembro de 2015
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Encontro Micológico
Apesar da chuva, o I Encontro Micológico foi uma actividade bastante produtiva, tendo uma vertente formativa e pedagógica que importa realçar quando lidamos com produtos tóxicos e venenosos como é o caso dos cogumelos. O Eng. Joaquim Morais, a quem agradecemos a disponibilidade, simpatia e conhecimentos partilhados, elucidou-nos, de forma clara e objectiva, sobre as características dos cogumelos comestíveis dos potencialmente perigosos. De entre as inúmeras coisas a registar, menciono duas: 1- Na dúvida, nunca arriscar a comer um cogumelo quando há tantos, tão bons e seguros; 2- Os míscaros amarelos, que são dos mais consumidos e procurados, são tóxicos e até mortais se forem consumidos em grandes doses e várias vezes seguidas!.. Pois é! Estamos sempre a aprender.
Para o ano teremos o segundo Encontro, sem dúvida.
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segunda-feira, 2 de novembro de 2015
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