quarta-feira, 17 de Setembro de 2014

segunda-feira, 15 de Setembro de 2014

sexta-feira, 12 de Setembro de 2014

Vila Mendo nos anos 60/70- Manuel Corte

A Vida no Campo
O que a seguir descrevo reporta-se à minha memória e tempos vividos na nossa aldeia Vila Mendo.
Na generalidade todos os residentes viviam daquilo que a terra dava, com pequenas excepções; algumas famílias dedicavam-se ao comércio bovino, ovino, caprino e suíno. Todos os terrenos eram cultivados, quer para plantações (batata, feijão, hortaliças…) quer para o cultivo de cereais (milho grosso, milho miúdo e centeio). O dia era inteiramente passado no campo e os meninos de tenra idade também acompanhavam os seus pais. A vida era alegre e feliz, mesmo para aqueles que pouco ou nada tinham.
Ao romper da aurora e ao cantar do galo todos despertavam para a jornada. Cada casa albergava em comum galinhas, coelhos, vacas, porco, burro, cães, gatos… Quem não conhece o ditado “se o mal não dobra galinha não prova”. Como falei de galinhas o seu papel era pôr ovos porque só era abatida em dias de festa ou quando o seu dono estava para partir. O porco era o bem fundamental na alimentação de cada lar; para além do presunto e dos enchidos sobejamente conhecidos por todos, havia alguma carne que se guardava na salgadeira, coberta por sal e que perpassava de ano para ano.
Analisemos o que a vida mudou!..
A água dos poços era tirada a balde pelos “picanços”, que mais tarde deram origem às tão cobiçadas “noras” e só nos anos 60 se implementaram os motores de rega que deram aso às moto-bombas actuais. Curioso e digno de registo: havia quem comprasse um ou mais burros para pôr à nora na Feira de S. João da Guarda (24de junho) e que vendia após as colheitas na Feira de S. Francisco (4 de Outubro); fica outra nota: havia quem pusesse dois “cambões” na engrenagem da nora a fim de engatar dois burros, o que fazia com que se algum quisesse parar o outro obrigava-o a andar!..
Havia tarefas no campo bastante árduas e que só podiam ser feitas pelo calor ardente do verão. As ceifas dos cereais eram feitas de forma geral por ranchos (4/5 homens e 15 ou mais mulheres e raparigas) e ainda as “camaratas” de homens (12/15) em especial do Azevo-Pinhel que tinham a particularidade de cortar o centeio com foice-gadanha. A acompanhar todo este pessoal andava o proprietário que abastecia de bebida o grupo e, ao mesmo tempo, ia pondo os molhos em “rolheiros”. De seguida era feita a “carranja”, o transporte em carros de bois que iria dar lugar à meda. Ainda registo a debulha do centeio ao “mangual”, mas em pequenas quantidades. Mais tarde surgiu a debulhadora (malhadeira), máquina de extrair o grão que, à época, era uma opção maravilhosa. Antes desta, de que temos um exemplar na aldeia, surgiram com rodas de ferro e motores a diesel “Lister” para se fazerem movimentar. A palha que saía dava lugar ao palheiro (amontoado em forma de cone que persistia ao temporal, em geral por vários anos).
Na “Eira” ou “Laja” eram necessários doze a quinze pessoas que se ajudavam mutuamente, cada qual com tarefas distribuídas, sendo de salientar os “vergueiros”, quatro a cinco homens que transportavam às costas as “faixas” de palha que davam origem à formação do palheiro.
Passemos à tarefa dos fenos: os lameiros eram cortados normalmente à gadanha marca “Sol” por grupos de três ou quatro homens que levavam cada um o seu carreiro ou "eito", seguindo uns atrás dos outros. Havia sempre alguém que dava o seu jeito especial no picar da gadanha, realizado com dois instrumentos de que a maioria se recorda: safra e martelo. O efeito do corte do feno dava de seguida lugar ao “espalhar, virar, emborregar e atar”. Faziam-se molhos de três faixas para dar lugar ao carregamento, transporte e armazenagem. O carro do feno, transportado por animais, equivalia a sessenta faixas. A denominada faixa era atada com nagalhos de palha devidamente humedecida, normalmente pela manhã, a fim de se tornarem mais macios e resistentes. A “emborregar” o feno, com o chamado ancinho, eram três a quatro pessoas para um a atar.
Se hoje achamos difícil o trabalho do campo, com todo o equipamento de que se dispõe, que seria se nos reportássemos a esses tempos… e não são tão longínquos, porque aqui me reporto aos anos 60/70.
Manuel Corte

quinta-feira, 11 de Setembro de 2014

segunda-feira, 8 de Setembro de 2014

sábado, 6 de Setembro de 2014

Vila Mendo On Tour

Este ano o Vila Mendo On Tour vai ser para a zona de Coimbra. No dia 4 iremos a uma prova de vinhos na Anadia, visitaremos a mata do Buçaco bem como a Alta Universitária de Coimbra. Pernoitaremos na Pousada da Juventude da Lousã. No dia 5 vamos à Cooperativa do Mel, ao Castelo, e aos museus da Lousã. Iremos ainda a uma Aldeia do Xisto e faremos um piquenique numa praia fluvial.

quarta-feira, 3 de Setembro de 2014

"Banho público"!..

 A moda/mania do "banho público"(ou lá o que isso é) já chegou a Vila Mendo... enfim!.. Mas a causa é nobre e por isso o Rodrigo, o Telmo e o Tiago têm de ser felicitados.

terça-feira, 2 de Setembro de 2014

Filhos da Terra- Acácio Pereira/ Tiago Gonçalves

Mais dois artigos de opinião, pertinentes, do Acácio e do Tiago na comunicação social da Guarda. O do Acácio pode ser lido AQUI no jornal O Interior. O artigo do Tiago "Emigrantes" está publicado no jornal Terras da Beira.

Festa de Santo André

 Jantar de Curso
 Procissão

 Concertinas da Beira Beixa
 Solteiros/Casados

 Encerro
Baile- Domingo

segunda-feira, 25 de Agosto de 2014

quinta-feira, 14 de Agosto de 2014

quarta-feira, 13 de Agosto de 2014

Michel, o Ícone- ( por Júlio Pissarra )

Ano após ano, Agosto, tem sido mês de férias, festas, touradas, capeias e bailaricos. A nossa terra também não foge a essas tradições. Mas em Vila Mendo, além desses eventos, existe algo que é nosso, só nosso e de mais ninguém. O “nosso” Michel!!! De há três décadas para cá, no referido mês, este amigo transformou-se num autêntico ÍCONE da Capital do Universo. Com ele não falta boa disposição, convívio, alegria, amizade e obviamente algumas… “micheladas”! É pois de justiça, na presente época, a realização desta pequena homenagem a um homem que é um autêntico baluarte e expoente da mística da nossa amada terra.
Michel, apesar de este ano não estares fisicamente presente, fica sabendo que estás no coração dos amigos de Vila Mendo! Abraço. E viva o MICHEL!!!
Júlio Pissarra

Festa de S. Bartolomeu- Adão


segunda-feira, 11 de Agosto de 2014

Pequenos retalhos da Vida...em Vila Mendo...

Em Vila Mendo, tal como na maior parte das aldeias, é costume os padeiros, merceeiros e outro tipo de comerciantes irem vender os seus produtos. Aliás já têm dias determinados para o efeito; assim as pessoas durante todos os dias da semana, à excepção do Domingo, sabem, mais ou menos, quem é e o que vêm vender. Contudo o apito, com que se fazem anunciar, ainda constitui motivo de alguma incerteza e traz uma certa agitação e curiosidade que vem quebrar o lento respirar dos dias: “- Este apito deve ser o padeiro do Marmeleiro.”; “- Então hoje o padeiro de Pêga ainda não veio?”; “- Este apito não é o do Silvino, mas hoje é Quinta-feira?”; “- O Dias já chegou.”… Às vezes chegam a juntar-se no Largo do Chafariz (antigamente Largo da Amoreira) mais do que um vendedor. São momentos intensos, de conversas cruzadas, em que as pessoas (normalmente as mulheres) trocam argumentos a favor de uma causa, lamentam-se pelas maleitas que teimam em surgir em catadupa, esgrimem previsões acerca do tempo que vai beneficiar ou prejudicar as hortas, fazem dois ou três comentários sarcásticos e altamente corrosivos acerca deste ou daquela e falam... falam… e zangam-se, por vezes… e falam… e vão-se embora… e voltam… de novo para principiar do princípio mais um dia surpreendente e previsível; mais um momento enfático e frívolo… para simplesmente… a existência dos dias demorados ter… sentido… o seu sentido… o seu próprio sentido… São retalhos pequenos de uma vida… da vida em Vila Mendo… da Vida…

quinta-feira, 7 de Agosto de 2014

quarta-feira, 30 de Julho de 2014

terça-feira, 29 de Julho de 2014

Filhos da Terra- João Gonçalves

Mais uma crónica musical do João no jornal O Interior. Pode ser lida AQUI

segunda-feira, 28 de Julho de 2014

quinta-feira, 24 de Julho de 2014

terça-feira, 22 de Julho de 2014

quarta-feira, 16 de Julho de 2014

segunda-feira, 14 de Julho de 2014

quarta-feira, 9 de Julho de 2014

terça-feira, 8 de Julho de 2014

Formação- Aplicação de Produtos Fitofarmacêuticos- horário

Como já referido, e a pedido da Junta de Freguesia de Vila Fernando, a Associação vai ceder a parte do salão para a realização da Formação denominada " Aplicação de Produtos Fitofarmacêuticos " ( a que vulgarmente se chamam "caldas" e que se utilizam regularmente na agricultura para combater diversas pragas prejudiciais a vários tipos de culturas). Numa lógica de serviço público e de apoio à comunidade apoiamos assim esta iniciativa. O horário será o seguinte:  
 28 de Julho de 2014 - início do curso - das 19h às 22:30 m
 30 de Julho     - 19h às 22:30 m
 01 de Agosto  - 19h às 22:30 m
 04 de Agosto  - 19 h às 22:30 m
 06 de Agosto  - 19h às 22:30 m
 08 de Agosto  - 19h às 22:30 m
 09 de Agosto  - 09h às 17h
 11 de Agosto  - 19h às 22:30 m
 13 de Agosto  - 19h às 22:30 m

segunda-feira, 7 de Julho de 2014