terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Memórias de Vila Mendo- Victor Brito Moura

Victor Brito Moura- Natural de Loriga- Seia. Residente em Seia. Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra. Foi criança feliz, adolescente assim assim, funcionário público e não público, militar pouco aguerrido. Advogado, Vereador na Câmara Municipal de Seia, Deputado na Assembleia da República. Atualmente, é Presidente do CA da ProSena, S.A.- Escola Profissional da Serra da Estrela.
A sua ligação a Vila Mendo advém do casamento com Maria Alcina da Corte Pissarra. Nas redes sociais só frequenta, por enquanto, o facebook...

A inauguração da luz elétrica em Vila Mendo foi, também a inauguração do meu relacionamento com esta tão peculiar povoação. Do grupo, que de Coimbra se deslocou para este evento, só eu era o estreante. Em compensação fui, desse grupo, excluindo obviamente a anfitriã que nos convidou, o que mais vezes repetiria esse contacto. 
A minha estreia começou, aliás, pelas sensações novas; nunca tinha vivido sem energia elétrica e por isso foi bom ter apreciado a alegria que se espelhava nas pessoas com a chegada deste tão essencial melhoramento. Pena foi que dela estivessem privadas tantos e tantos anos. Só quem experimenta essa carência lhe sente a falta. Daí se entender que a virtude maior do poder local, que Abril instituiu, tenha sido a realização de obras para dotar as povoações de infra-estruturas básicas. Era um mundo novo, com outra luz, esse de poder transformar, com um simples clique, a noite em dia. Era um sonho acalentado que estava à beira da sua concretização. 
O dia da inauguração foi de festa. E as festas portuguesas celebram-se à mesa…desse dia recordo a cerimónia, junto do poste onde estava (e ainda está, creio eu) o transformador e que foi onde o Abílio Curto, Presidente da Câmara da Guarda, moveu o manípulo mágico que fez luz. Nessa cerimónia usou ele da palavra e também, em representação de Vila Mendo, mas sem mandato expresso… a nossa anfitriã. Foi a primeira vez que tive contacto com Abílio Curto, muito justamente cognominado o “Presidene das Aldeias”, pelas obras de infra-estruturas que executou nestes aglomerados do concelho da Guarda. Recordo também a presença do Gandarez em serviço da Rádio Altitude. Depois, cada um dos presentes recolheu às suas casas, levando os convidados para, à volta da mesa, fazerem verdadeiramente a festa! 
Foram tempos deliciosos os que passei em Vila Mendo. Recordo com muita saudade as idas até ao Lanceiro, Chão do Enchido, Eira, Lameira de Touco, atravessar um riacho no trator que o meu sogro conduzia temerariamente, mas com grande perícia. Também foi uma aprendizagem. Nunca tinha andado de trator, nunca tinha presenciado tão de perto as atividades agrícolas, desde a ceifa do centeio, ao armazenamento da palha nas altas “medas” ou em palheiros, da sementeira e apanha da batata… onde tinha enorme prazer de dar uma mais que ineficaz ajuda, que depois se ressentia nas dores de cintura que sentia, na 2ª feira, e que no princípio atribui a uma qualquer crise de rins, que de verdade, nunca tive. Só com o passar do tempo e a experiência adquirida, concluí que era a falta de hábito … é sobretudo desses trabalhos que guardo recordações muito gratas. Porque irrepetíveis. 
O saber-fazer do senhor António Pissarra, meu sogro, permitiam-lhe… nunca estar inativo. Na atividade agrícola estava permanentemente sincronizado e, conhecendo como conhecia os seus segredos, não se permitia desperdício de tempo. Chegado ao local da ação, de imediato tudo mexia…Fosse na sementeira, na rega ou na colheita…ou qualquer outro trabalho de manutenção ou reparação. Mas se fosse de carpintaria de mecânica ou na forja, não era diferente. Não havia pausas, dúvidas ou hesitações: tudo sincronizado e em sequência perfeita. 
Ouvir o rebanho, o cantar dos galos e dos pássaros, as vacas a circularem livremente, sabendo onde se dirigir sem necessidade de guarda/guia, permanecem na minha memória sensorial.
Comprometi-me há muito (mais de 1 ano, seguramente), a escrever algo sobre esta minha memória de Vila Mendo. Hoje, depois de muitas promessas que não cumpri, envio este alinhavado que não é, nem o que tinha idealizado, nem o que, seguramente, de mim esperava quem me fez a solicitação. Os afazeres e responsabilidades assumidas noutros âmbitos não me permitiram outro contributo. Quero no entanto reiterar que este poderá ser um início de colaboração. Não quero deixar de sublinhar que é ditosa a terra que tem um conjunto de jovens que se lhe dedica de alma e coração e, com grande dinâmica, desenvolve atividades que mantêm Vila Mendo no mapa. Ora, a par da proximidade com a Guarda e com a sede da freguesia, traduzida numa razoável ligação rodoviária, que permite contactos rápidos e torna apetecível, por exemplo, viver em Vila Mendo e trabalhar na Guarda. A meu ver, o problema do interior reside, sobretudo, na ausência de gente, de pessoas. Vila Mendo tem todas as condições para fixar pessoas que trabalhem na cidade. Se o fizer, os filhos e outros familiares dessas pessoas podem residir aqui todo o dia de todos os dias. As receitas, as soluções para o interior não são unívocas nem iguais. Nasci numa terra bem maior, com indústria que dava trabalho a muitas centenas de pessoas, que sustentavam 8 salas de aula da instrução primária, com ensino pré-primário… hoje está reduzida a 1 sala e a indústria desapareceu, estando reduzida a 1 fábrica de malhas. Assim as perspetivas, a médio prazo, são bem piores do que as de Vila Mendo, dadas as distâncias a centros populacionais maiores (dista, por ex, 20 kms da sede do concelho com uma estrada de montanha). Os hábitos de vida, ligados à indústria, dificilmente voltarão, sendo a desmotivação muito maior do que em Vila Mendo. E, sobretudo, não tem um núcleo de jovens com a dedicação e a capacidade destes de Vila Mendo.





segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Momentos

Carlos; Tó; Manuel; Sr. Manuel André; Sr. José Soares

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Sugestão de Leitura

Agostinho Lopes- Nascido em Março de 1973, em França.
Filho de emigrantes, naturais de Vila Fernando, que regressam a Portugal no Verão de 1978. Os pais tornam-se pequenos agricultores, ajudados pelos filhos, no cultivo de pequenas propriedades e na criação e exploração pecuária.Frequenta a Escola Primária e a Telescola em Vila Fernando. Prossegue os seus estudos na Escola Secundária Afonso de Albuquerque, na Guarda. Obtém Licenciatura em Professores do Ensino Básico, variante Português/Francês, na Escola Superior de Educação da Guarda.Desde 1996, tem exercido a profissão de professor do 1º Ciclo, nos distritos da Guarda e de Castelo Branco. 
Vive em Vila Fernando.

Livro:
SILVA (Agostinho da).— Diário de Alcestes. Lisboa: Ulmeiro Editores, 1990. ISBN: 972-706-218-0.
Agostinho da Silva é referenciado como um dos principais intelectuais portugueses do século XX. Da sua extensa bibliografia, destacam-se o livro Sete cartas a um jovem filósofo, publicado em 1945. Participou também como colaborador em diversas publicações periódicas.
Uma vez mais, a integralidade do ser humano está presente na reflexão em torno de temas como Sacrifício, Intemporalidade, Lealdade, Tolerância, Justiça, Democracia e Poder, entre outros, que encontramos nesta obra. Reflexão necessária, urgente, num tempo de grandes mudanças, intolerâncias, crises e guerras.    

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Neve na Guarda

                   Na pretérita sexta-feira

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Sugestão de Leitura

Paulo Gonçalves Marcos- Quadro superior do Novo Banco. Professor de Marketing na Universidade Católica. Autor e co-autor de três livros : "Gestão Financeira Bancária", "Gestão Estratégica na Banca" e "Marketing Inovador". Colunista na imprensa económica. Presidente do Sindicato Nacional dos Quadros Bancários. Presidente da AMBA (www.amba.pt) e do LisbonMBA AlumniClub, entre muitas outras coisas.

Livro:
Axilas & outras histórias indecorosas (2016, Sextante Editora/Grupo Porto Editora), PVP: 12 euros (https://www.wook.pt/livro/axilas-outras-historias-indecorosas-rubem-fonseca/12940429)

Autor:
Rubem Fonseca é prémio Camões (2003), o mais importante galardão das letras lusófonas. Ganhou por 5 vezes o prémio Jabuti. É, provavelmente o mais importante escritor de língua portuguesa.

Ler é prazer. É sonhar, é fazer pensar, é educar. É diversão. E poucos autores o fazem tão bem quanto Rubem Fonseca, um prémio Camões que só recentemente começou a ser editado entre nós. O Brasil é mais, muito mais, que samba e telenovelas. É também o local onde se escreve de forma prodigiosa e autores como Rubem Fonseca dão alegria e som aos seus escritos. Sem pretensões intelectuais, Axilas é uma coletânea de pequenas histórias, que se devoram de um trago! De um só fôlego! Um pequeno grande livro, de episódios do quotidiano das grandes cidades brasileiras, com a sua trama social muito bem narrada. Um livro que nos põe bem dispostos e a querer ler mais!

Avaliação: 92/100

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Entrevista a Jacinto Lucas Pires

©Paulo Goulart
Jacinto Lucas Pires é licenciado em Direito, mas é sobretudo escritor… de romances, contos, peças de teatro, filmes, música. O seu último livro chama-se "Grosso modo", um livro de contos onde não se pode dissociar uma forte componente política e social numa perspectiva de construção do presente. Antes lançou "O Verdadeiro Ator", romance que ganhou o Grande Prémio de Literatura DST 2013 sendo publicado nos EUA pela Dzanc ("The true actor", tradução de Jaime Braz e Dean Thomas Ellis). A sua marca está patente também no teatro, trabalhando com diferentes grupos e encenadores, mas faz parte da companhia “Ninguém”. Da sua incursão pela música destaca-se a sua pertença à banda “Os Quais”. Até há pouco, tinha uma rubrica na Antena 3 denominada Voz Guia. Actualmente tem um debate com o Henrique Raposo, todas as segundas e quartas-feiras pelas 09h20, na Rádio Renascença sobre assuntos da actualidade e é cronista no jornal desportivo O Jogo, demonstrando a sua ampla capacidade criativa em áreas díspares. É editor do Blogue “ O que eu gosto de bombas de gasolina”. Fez também uma incursão pela política na campanha às presidenciais de 2011, sendo mandatário da juventude de Manuel Alegre.
Está ligado, não  propriamente a Vila Mendo, mas a Vila Fernando, através da sua avó Patrocínia Lucas, mãe do seu pai Francisco Lucas Pires que mantinha uma forte ligação a Vila Fernando. Foram várias as férias, foram várias as vezes que Jacinto passou e esteve em Vila Fernando, pelo que o poderemos considerar como um dos filhos da freguesia… e os filhos à casa retornam! Esperamos que este pequeno desafio possa contribuir para outros de maior monta e visibilidade. A Associação de Vila Mendo está preparada para o desafiar


Como se define enquanto criador?
Sou escritor. Trabalho em diferentes territórios (teatro, música, cinema), tudo é escrita.

A cultura como factor de mudança das sociedades. Realidade ou utopia?
A utopia é real. O que é o humano sem sonho, sem desejo, sem querer tornar-se o que é? Nascemos homens e mulheres iguais e livres, temos de nos tornar cada vez mais isso.


Como vê o futuro das comunidades rurais do Interior à luz dos desafios que se colocam a Portugal enquanto povo, e nos desafios que se colocam a Portugal no contexto europeu?
O futuro dessas comunidades faz-se de um equilíbrio difícil, parece-me: como é que podem manter-se vivas sem se falsificarem? É uma questão para o país todo, no fundo — embora com diferentes variantes nuns sítios e noutros. A questão europeia e a dos nossos desafios na Europa é de outro nível: como conseguir mais democracia e mais transparência na União Europeia — o que implicará um salto político, de tipo federalista — num momento de grave crise, uma crise de crises, em que os Estados parecem crescentemente desunidos, as pessoas não se sentem representadas pelos políticos e velhos e novos ódios começam a subir à tona.

Se pudesse alterar alguma coisa na sociedade portuguesa, o que seria?
O cabisbaixismo.

O dia ideal seria…
Hoje.

Uma memória de Vila Fernando…
Pôr moedas nos carris do comboio, jogar basquetebol no terreiro e futebol no campo da bola, encontrar um lacrau nas madeiras.

Um projecto de sonho na sua vida?
O romance que ando a escrever há uns anos.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Próximas publicações

Ao lado, estão descritas algumas das publicações a serem feitas a breve trecho. Amanhã a mini-espécie de entrevista a Jacinto Lucas Pires.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Momentos no Adão

No Adão, ao fim da noite, depois da Festa do Chichorro, Vila Mendo a confraternizar com o Adão

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Jacinto Lucas Pires- Entrevista

Na próxima Sexta-feira, dia 10, uma pequena espécie de entrevista ao escritor Jacinto Lucas Pires.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Olhares de Vila Mendo

          (A Fotografia é do Henrique Nascimento)

A imponência das casas simples, acolhedoras, forjadas na rudeza do granito duro, como dura a vida de quem lá viveu. Lá dentro, histórias de vida emanadas na agrura dos tempos idos. Foram-se as gentes... ficaram as pedras... permanecem as memórias... sempre.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Festa do Chichorro- por Tiago Gonçalves

Ainda na ressaca do Festa do Chichorro, publicamos o artigo que o Tiago Gonçalves escreveu, na pretérita semana,  no jornal Terras da Beira, na coluna "A Frio e a Quente", sobre isso mesmo.

Festa do Chichorro
Este espaço é dado a estados de alma. Uns saem para a escrita a frio e após longa ponderação e outros a quente, uma escrita mais próxima do coração. O de hoje sai com a assumida emoção de quem escreve sobre as suas raízes profundas e com o profundo orgulho de quem procura contribuir, ano após ano, para que as mais ancestrais tradições gastronómicas das nossas aldeias não sejam votadas ao esquecimento.
O Chichorro, conhecido em muitas outras paragens como torresmo, não é um alimento da moda nem tem como se encaixar em nenhuma nouvelle cuisine nem como aspirar a conseguir a denominação de gourmet. Não é light, nem fit, nem diet. E essa é a suprema preocupação do chichorro pois não pertence à categoria dos alimentos procurados nesta era moderna!
Mas o chichorro é nosso, é genuíno, é puro e rural. Como o são os enchidos com a Morcela da Guarda à cabeça. E correm todos risco de desaparecimento se seguirmos à risca os ditames do politicamente correto por não estarem em concordância com os cânones modernos que olham para estes produtos como nocivos. 
Desde tempos imemoriais que o porco assumiu um papel primordial nas comunidades rurais, sobretudo pelo relevo que tinha na alimentação e sobrevivência das famílias. Devido às parcas condições económicas o aproveitamento do porco tinha que ser feito com parcimónia e preocupação de que nada fosse deixado ao acaso. E assim surgiram produtos e petiscos de fazer crescer água na boca e que muitos dos que lêem este texto certamente se recordam.
No que ao chichorro diz respeito havia duas qualidades: o do coiro, que era constituído, basicamente, pela carne entremeada cortada em pequenos pedaços e o do “redanho” apenas constituído pela gordura existente nas massas gordas do animal.
A sua confeção era simples. A carne era introduzida em panelas de ferro diferentes e aí frita na própria gordura que libertava. Apenas era acrescentado sal grosso a fim de realçar o seu sabor. Depois de confecionados, eram então espremidos para que o excesso de gordura fosse libertado. Depois de arrefecerem os chichorros eram finalmente comidos com uma fatia de bom pão centeio acompanhada de um melhor copo de vinho tinto.
É esta forma simples, genuína e assumidamente rural que de há alguns anos a esta parte temos procurado recuperar na aldeia de Vila Mendo. E por isso, uma vez mais, no próximo sábado a tradição estará viva com o reviver de toda a gastronomia associada à matança. Desde a prova dos miúdos antes de almoço, à fritura do chichorro durante a tarde, passando pela “miga” (composta de pão, sangue, azeite e alho) os sabores ancestrais que cresceram com muitos de nós estarão à mesa sendo por alguns momentos enaltecidos como merecem. 
É também uma oportunidade de recordarmos os nossos antepassados, a festa que faziam nestes dias, a abastança que por um dia festejavam e que fazia esquecer as agruras e dificuldades dos outros dias. É tempo de recordar e sobretudo de impedir que caia no esquecimento o que nos trouxe até aqui.
                                                                                           Tiago Gonçalves

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Momentos- Festa do Chichorro

 Joaquim Carreira (Vereador da oposição); Chaves Monteiro (Vice-presidente da Câmara da Guarda); Rui Isidro (Director da Rádio Altitude); Albino Bárbara ( Presidente do Centro Cultural da Guarda)
Sérgio Costa (Vereador); Arquitecto Carreira; Engenheiro Aragão

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Festa do Chichorro

 Depois da Matança, a "Panca"  
 Feitura dos Chichorros
Cavaleiros D. Sancho e Ângelo Brás
 Almoço

 Vicente "e amigos"
 Jantar

No baile do Adão para manter a tradição

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Presidente da Câmara em Vila Mendo

O Presidente da Câmara, Álvaro Amaro, o Vereador Sérgio Costa, trabalhadores do SMAS e outros estarão amanhã, quinta-feira, a almoçar em Vila Mendo, na Associação, pelas 13h.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Correio Vilamendense- Vaga de frio: DGS alerta para a necessidade de consumir Chichorro

As últimas incidências, acidências e coincidências na e da comunidade Vilamendense. Qualquer semelhança com a realidade será puro acaso... ou talvez não... 
Correio Vilamendense: um jornal do universo para o mundo!

Vaga de frio: DGS alerta para a necessidade de consumir Chichorro!

Em conferência de imprensa realizada ao início da tarde de hoje, Francisco George, Diretor Geral de Saúde alertou para os perigos decorrentes da vaga de frio ártico que assola o nosso país.
Entre os cuidados a ter nesta situação Francisco George destacou especialmente os que devem ser tidos com a alimentação recomendando a inclusão de produtos calóricos com especial destaque para o chichorro.
"O chichorro pelo seu alto valor nutricional e calórico deve ser tomado em quantidades mais elevadas nesta altura de modo a dotar o corpo de mecanismos de defesa contra o frio", defendeu o Diretor Geral de Saúde.
Francisco George anunciou ainda ter recomendado ao Governo a introdução de chichorro na dieta escolar, nomeadamente no lanche do meio da manhã e do meio da tarde. Questionado pelo nosso jornal o Ministro da Educação anunciou ter criado um grupo de trabalho para estudar o impacto da medida, pese embora a acolha com manifesto agrado numa primeira impressão.
Em Vila Mendo há muito que são conhecidas as propriedades do chichorro no combate ao frio. "Naqueles dias de geada a sério em que até os pelos do cu batem palmas não há nada como um bom chichorro logo depois de sair da cama para ganhar coragem" referiu um cidadão que prefere não ser identificado.
                                             Tiago Gonçalves

domingo, 22 de janeiro de 2017

Matança do porco

Nesta altura do ano, as matanças fazem parte do quotidiano nas nossas aldeias. Em Vila Mendo várias famílias ainda mantêm a tradição. No sábado a Associação faz o mesmo.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Correio Vilamendense- Chichorro de Vila Mendo na tomada de posse de Donald Trump

As últimas incidências, acidências e coincidências na e da comunidade Vilamendense. Qualquer semelhança com a realidade será puro acaso... ou talvez não...
Correio Vilamendense: um jornal do universo para o mundo!

Chichorro de Vila Mendo na tomada de posse de Donald Trump

Segundo informações recolhidas pelo nosso jornal Donald Trump terá encomendado 25 kg de chichorro do redanho para ser servido na receção que se seguirá à sua tomada de posse que se realiza hoje, sexta-feira.
Donald Trump terá começado por encomendar míscaros à famosa apanhadora vilamendense Sra. Rosária conforme a mesma confirmou: "o senhor Donald pediu-me uma saca de míscaros mas eu disse-lhe que nesta altura já não é o tempo deles. Então lembrei-me de lhe dizer se não queria chichorro que nesta altura das matanças é o que há mais. Ele ficou de pensar e agora já ouvi para aí dizer que encomendou mesmo".
De facto nos últimos dias as movimentações em Vila Mendo são notórias conforme afirmam dois cidadãos que preferem manter o anonimato. Aproveitando o facto de estarem a decorrer as obras tendo em vista o abastecimento de água à população alguns elementos dos serviços secretos norte americanos ter-se-ão disfarçado de trabalhadores do SMAS e estão a garantir total segurança e monitorização à confeção do Chichorro que está a ser orientada pelos 3 grandes chefes de Vila Mendo.
Um desses cidadãos disse mesmo ao nosso jornal que: "suspeitei logo porque ver os gajos do SMAS a falar estrangeiro e sempre para a frente e para trás do chafariz até à escola não é normal".
Certo é que todo o processo estará a correr sobre o maior secretismo garantindo o efeito surpresa que Donald Trump desejará.
Não será alheio a esta encomenda o recente telefonema entre Donald Trump e Marcelo Rebelo de Sousa - que como se sabe este ano participará na Festa do Chichorro no dia 28 de Janeiro - e no qual o Presidente da República terá elogiado o produto beirão convencendo finalmente Donald Trump a formalizar a encomenda.
                                                          Tiago Gonçalves

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Gentes de Cá

Júlio Pissarra, Victor Soares, Zé Corte Gonçalves, Manuel Marques

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Correio Vilamendense- Crise do Sporting

As últimas incidências, acidências e coincidências na e da comunidade Vilamendense. Qualquer semelhança com a realidade será puro acaso... ou talvez não... 
Correio Vilamendense: um jornal do universo para o mundo!

Crise do Sporting: "Equipa precisa de comer muito chichorro se quiser voltar aos títulos"

A derrota do Sporting ontem em Chaves motivou um enorme desânimo dos adeptos que acompanharam o encontro em Vila Mendo e que no final do jogo mostraram a sua desilusão com o afastamento da Taça de Portugal.
No final do jogo Manuel Joaquim, adepto leonino que assistiu à primeira parte do jogo em Vila Fernando e à segunda Vila Mendo, referiu ao nosso jornal: "Pior do que o Sporting não ganhar hoje é nem termos feito aqui uma tainada em Vila Mendo. Agora estes gajos parece que não têm aquela garra do leão, não sei o que se passa.".
"Aqueles jogadores precisam é de comer umas boas merendas para ganharem força, se lá apanhassem uns bons chichorros se calhar tinham outra energia.", dizia Armando Neves enquanto Ângelo Furtado lhe enchia o copo de vinho empenhado em esquecer rapidamente o mau resultado.
José Fonseca do Nascimento, conhecido adepto benfiquista também concorda: "Ah, um bom chichorro antes de irem para o jogo dava-lhes outra potência. Assim, o Sporting está como uma vinha geada, f....-se para 2 anos!"
Outro adepto sportinguista Élio Pereira mostrava-se tão desanimado que nem sequer declarações quis prestar abandonando o bar da associação cabisbaixo.
                                                                                    Tiago Gonçalves

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Correio Vilamendense- Marcelo Rebelo de Sousa visita Vila Mendo

Damos início a uma nova rubrica, assinada por Tiago Gonçalves, em que se darão a conhecer as últimas incidências, acidências e coincidências na e da comunidade Vilamendense. Qualquer semelhança com a realidade será puro acaso... ou talvez não...
Correio Vilamendense: um jornal do universo para o mundo!

Marcelo Rebelo de Sousa visita aldeia de Vila Mendo

O Presidente da República visitará a aldeia no próximo dia 28 de Janeiro no âmbito da já conhecida "Festa do Chichorro" a qual inclui a tradicional matança do porco.
Em comunicado a Presidência da República informa que o Presidente pretende chamar a atenção para a necessidade de se valorizarem as tradições gastronómicas rurais e contribuir para uma discussão acerca dos benefícios para a saúde do "Chichorro".
Marcelo Rebelo de Sousa revela-se entusiasmado com a possibilidade de provar essa iguaria beirã "feita na panela de ferro" sob as ordens dos prestigiados chefes Júlio Pissarra, Luís Costa e Mário Maria com os quais ainda não teve oportunidade de tirar uma "selfie".
A chegada do Presidente está prevista para a hora de almoço. Durante a tarde jogar-se-á à sueca sendo que Marcelo Rebelo de Sousa já escolheu como parceiro José Albino, o conhecido matador de porcos da aldeia, como forma de reconhecimento dessa sua atividade.
A Associação de Vila Mendo congratula-se com esta visita e promete que o seu Presidente terá a barba cortada por ocasião da visita do sr. Presidente da República.
                                                                                 Tiago Gonçalves

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Gentes de Cá

 Sra. Rosária, Sr. Manuel André, Sr. Ismael, Sra. Lurdes

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Momentos

Conversas cruzadas, vivências partilhadas, relações maturadas no decurso indelével do tempo que teima em não parar... Momentos... simples.

domingo, 8 de janeiro de 2017

Ciclo de Entrevistas- Élio Pereira Alves

Élio Pereira Alves, 27 anos, Engenheiro Civil
Habilitações: até 4º ano escola primária de Vila Mendo, 5º e 6º ano Telescola de Vila Fernando, do 7º ao 9º Escola C+S de S.Miguel, do 10º ao 12º Escola Secundária da Sé, posteriormente licenciatura em Engenharia Civil no Instituto Politécnico da Guarda, por fim Mestrado em Construções Civis também no Instituto Politécnico da Guarda.
Gosto do barulho das motas. Sempre quis ser piloto da força aérea, mas no ano de entrada no secundário acabei por desistir de ir para a academia militar, pois a exigências físicas não me permitiam (a nível maxilar e costela e etc.)
Tive oportunidade ir longe no futebol e não aproveitei, uma das coisas que mais me arrependi na vida. Fiz duas pré-épocas nas camadas jovens da académica de Coimbra, não acreditei que fosse possível, não dei o meu melhor. Como era o ano de transição para sénior… caiu tudo por terra.

Quando e onde tiraste o teu curso?
Depois de todo o percurso descrito anteriormente, posso dizer que terminei a minha licenciatura no ano 2013 no Instituto Politécnico da Guarda. Contudo achei que poderia ir um pouco mais além e ingressei no Mestrado em Construções civis que acabei por terminar em 2015. É sempre uma mais valia subir mais um patamar na nossa carreira, mas infelizmente neste momento na minha área, a nível nacional, ser licenciado ou ter mestrado não tem de todo muita importância.

No momento, qual a tua actividade profissional?
Neste momento exerço a minha profissão, como Engenheiro Civil claro, na Empresa Manuel J.A. Gomes Lda, uma empresa bastante conceituada no distrito da Guarda a nível de Estruturas Metálicas.

Que expectativas tens a nível profissional?
Estando na fase inicial da carreira, as minhas expectativas passam por permanecer na empresa onde estou actualmente. Estruturas metálicas é cada vez mais um ramo da Engenharia Civil que tem vindo a crescer. Estruturas metálicas estão presentes em todas as grandes obras pelo mundo fora. 
O meu objetivo, quer a nível profissional quer a nível pessoal, passa por ajudar a melhorar o mundo que nos rodeia. Desta forma, penso estar em condições para o fazer; a M.J.A.G. tem vindo a apostar numa equipa jovem e dinâmica para dar resposta aos muitos trabalhos que tem vindo a realizar, quer a nível nacional quer a nível internacional. 

Continuar na Guarda está nos teus horizontes?
Para já sim. Dando um pouco de continuidade aquilo que falei anteriormente, neste momento estou concentrado no meu trabalho. Tive esta oportunidade tenho de a aproveitar. 
Contudo, metendo-me eu no lugar de muitos amigos/familiares que tenho, penso que uma pessoa que consiga construir/equilibrar a sua vida fora da nossa cidade jamais pensará em regressar, pelo menos num futuro próximo. Não posso descartar a ideia de sair da nossa cidade, no futuro e no tempo ninguém manda! A cidade da Guarda está num ciclo monótono, sem grandes soluções. Isso reflecte-se na área de Engenharia civil, uma das áreas mais afectadas no nosso país. Portugal parou na construção, a cidade da Guarda não tem nenhum ponto de atracção para incentivar as empresas a investir. É triste mas é a realidade.

Como vês a actual situação política no que concerne ao emprego e futuro dos jovens?
Como jovem e como Engenheiro que sou, aquilo que eu vejo é uma "degradação" continua na permanência dos jovens no nosso país. Penso que toda a gente tem noção do actual estado do nosso país no que toca à empregabilidade dos jovens. É extremamente urgente reformular a estratégia de formação/emprego para os nossos jovens. Portugal tem qualidades e tem demonstrado que consegue formar pessoas com grande potencial e é pena que não haja condições para os segurar por cá.
Mas também é importante referir que muitos dos jovens não fazem um bocadinho de esforço para permanecerem. Não se preocupam em arranjar soluções, é sair à primeira oportunidade que lhes apareça. E com isto também queria fazer um apelo aqueles que o tencionam fazer: não pensem em deixar a nossa cidade e o nosso país só porque todos o fazem, façam-no só em último recurso.

Como vês o futuro da Guarda e do interior como tal?
Muito resumidamente e indo de encontro aquilo que já foi dito, penso que a Guarda será cada vez mais no seu futuro, uma cidade mais pobre se não conseguirem/conseguirmos inverter a situação. 
Grande parte dos jovens depois de concluírem os seus estudos não querem permanecer e isto, caso se mantenha por alguns anos, terá um grande impacto no que toca à densidade populacional da cidade da Guarda e toda a sua região.
Como grande parte de nós sabemos, a Guarda (interior) antigamente vivia da agricultura. Na minha opinião, deveria haver a curto prazo uma forte aposta neste sector para que se pudesse usufruir daquilo que é o "nosso" forte. É triste olhar em redor e ver como tudo se vai perdendo, desde destruição de florestas, terrenos ao abandono, aldeias desertificadas etc.. 
Vejo a Guarda com grande potencial para se puder investir na agricultura. Sei que não é fácil, mas há que arriscar, e quem sabe daqui a uns anos não fosse a Guarda uma cidade mais "rica" e com uma porta aberta para o estrangeiro.

Um projecto, uma ideia, um sonho, enfim… uma utopia para Vila Mendo?
Gostaria de um dia olhar para Vila Mendo e ver mais crianças a jogar à bola, andar de bicicleta, correr, saltar etc.. É uma coisa que me deixa bastante angustiado, ano após ano sentir Vila Mendo mais pobre. Vila Mendo será cada vez mais um ponto de encontro para as famílias que residem aqui na região da Guarda e um local de paragem para aqueles emigrantes que vêm passar férias a Portugal.
Era muito importante que a nossa gente não deixasse de vir com regularidade a Vila Mendo, só assim conseguiremos manter de pé a nossa terra.
Tem sido fundamental a criação de várias atividades pela ACR de Vila Mendo, já pensaram o que seria Vila Mendo sem a associação?.. É neste sentido também que tenho vindo a tentar implementar mais uma atividade anual, a realização de um convívio ou uma prova motocross. Penso que é sempre importante impor a Vila Mendo algum movimento, ou seja, sempre é mais um fim-de-semana em que teremos mais alguns jovens a dar alguma dinâmica à terra. 
Gostava de ver Vila Mendo com mais casas reconstruídas. Os proprietários deveriam repensar melhor nesse aspecto: ou fazer uma reconstrução básica para não deixar cair ou simplesmente pensarem em vender barato. Desta forma talvez despertasse um pouco mais de interesse a alguns jovens, como já aconteceu aliás, embora depois alguns tenham acabado por desistir por isso mesmo. E digo isto porquê? De que vale ter uma casa que nunca vai ser habitada e que mais tarde acabará por cair? De que vale ter uma casa numa aldeia sem habitantes?.. 
A este ritmo, vejo e tenho a certeza que Vila Mendo daqui por duas ou três décadas será uma aldeia completamente desertificada. Será esta uma situação irreversível? Precisaremos de ajuda de todos para inverter esta situação.



sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Momentos

Vila Mendo On Tour 2016- uma parte do grupo em Salamanca

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Gentes de Cá

  Júlio, Ema, Eufrázia, Santiago, Paula, Salvador, Fausto

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Novo ano

No começo de 2017, queremos agradecer a todos aqueles que, de forma individual e dentro das suas possibilidades, nos têm ajudado a que a Associação... aconteça. Queremos agradecer a todos aqueles que, de forma colectiva, nos ajudam a ultrapassar dificuldades, ainda que a diferentes níveis (Instituto Português da Juventude, Federação de Associações Juvenis do Distrito da Guarda, Câmara municipal da Guarda, Junta de Freguesia de Vila Fernando). A todos o nosso Bem-haja. 

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Obras- água e saneamento

 
Continuam a decorrer as obras da água e do saneamento. Todavia, parece que o saneamento não vai ser ligado e (digo eu) se não for agora, duvido que mais alguma vez seja. Ainda assim o pavimento das ruas parece que será em paralelos; uma boa notícia sem dúvida e que irá conferir mais beleza à nossa terra.


terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Lançamento Caderno de Memórias

O lançamento do Caderno "Gentes da nossa Terra"
  
 O Presidente da Câmara e o Vereador da Cultura (em baixo)
 
 Jantar  e um momento musical com o Pe. José Dionísio

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Lançamento Caderno de Memórias: Gentes da Nossa Terra

Será amanhã o lançamento do Caderno de Memórias, pelas 21h.

No âmbito de preservar as memórias das nossas gentes, das nossas comunidades, a ACR Vila Mendo vai publicar um segundo Caderno de Memórias, depois do " Vila Mendo nos anos 60/70" em 2013. Deste modo, a temática deste novo caderno serão as "Gentes da Nossa Terra", no caso concreto não só de Vila Mendo, mas também de Vila Fernando, Quinta de Cima, Quinta de Meio, Quinta de Baixo, Adão e Marmeleiro.. Pretendeu-se retratar um pouco a vida de alguém que pelas suas características  e peculiaridades sejam interessante de dar a conhecer. Inerentemente, pretendeu-se, de igual forma, fazer uma contextualização do tempo ou de um tempo específico em que ela (a pessoa) viveu. Portanto, através dessa Figura também se darão a conhecer as dinâmicas das comunidades à época... 

Ficha Técnica
Coordenação: Luís Filipe Soares
Intróito: Victor Amaral
Prefácio: José Dionísio
Revisão Linguística; Edição e Poema: Daniel Rocha
Ilustrações: Catarina Tavares
Design e fotografia de capa: Edgar Silva
Pessoa fotografada: Francisco dos Santos Barbas
Posfácio: Luís Filipe Soares
Autores: Agostinho Lopes; António Pereira; Berta Carreira; Carlos Canelas/Cristina Canelas; Emanuel Carreira; Francisco Barbeira; Júlio Pissarra; Luís Nunes; Lurdes Alves; Manuel Silva Gonçalves; Sila Monteiro

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Gentes de Cá

Augusta; Eufrásia; Cristina; Zé "Albino"

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Gentes de Cá

Judite; Eufrásia; Lurdes; Sra. Ana Maria; Sra. Teresinha