quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Gentes de Cá

Júlio Pissarra, Victor Soares, Zé Corte Gonçalves, Manuel Marques

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Correio Vilamendense- Crise do Sporting

As últimas incidências, acidências e coincidências na e da comunidade Vilamendense. Qualquer semelhança com a realidade será puro acaso... ou talvez não... 
Correio Vilamendense: um jornal do universo para o mundo!

Crise do Sporting: "Equipa precisa de comer muito chichorro se quiser voltar aos títulos"

A derrota do Sporting ontem em Chaves motivou um enorme desânimo dos adeptos que acompanharam o encontro em Vila Mendo e que no final do jogo mostraram a sua desilusão com o afastamento da Taça de Portugal.
No final do jogo Manuel Joaquim, adepto leonino que assistiu à primeira parte do jogo em Vila Fernando e à segunda Vila Mendo, referiu ao nosso jornal: "Pior do que o Sporting não ganhar hoje é nem termos feito aqui uma tainada em Vila Mendo. Agora estes gajos parece que não têm aquela garra do leão, não sei o que se passa.".
"Aqueles jogadores precisam é de comer umas boas merendas para ganharem força, se lá apanhassem uns bons chichorros se calhar tinham outra energia.", dizia Armando Neves enquanto Ângelo Furtado lhe enchia o copo de vinho empenhado em esquecer rapidamente o mau resultado.
José Fonseca do Nascimento, conhecido adepto benfiquista também concorda: "Ah, um bom chichorro antes de irem para o jogo dava-lhes outra potência. Assim, o Sporting está como uma vinha geada, f....-se para 2 anos!"
Outro adepto sportinguista Élio Pereira mostrava-se tão desanimado que nem sequer declarações quis prestar abandonando o bar da associação cabisbaixo.
                                                                                    Tiago Gonçalves

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Correio Vilamendense- Marcelo Rebelo de Sousa visita Vila Mendo

Damos início a uma nova rubrica, assinada por Tiago Gonçalves, em que se darão a conhecer as últimas incidências, acidências e coincidências na e da comunidade Vilamendense. Qualquer semelhança com a realidade será puro acaso... ou talvez não...
Correio Vilamendense: um jornal do universo para o mundo!

Marcelo Rebelo de Sousa visita aldeia de Vila Mendo

O Presidente da República visitará a aldeia no próximo dia 28 de Janeiro no âmbito da já conhecida "Festa do Chichorro" a qual inclui a tradicional matança do porco.
Em comunicado a Presidência da República informa que o Presidente pretende chamar a atenção para a necessidade de se valorizarem as tradições gastronómicas rurais e contribuir para uma discussão acerca dos benefícios para a saúde do "Chichorro".
Marcelo Rebelo de Sousa revela-se entusiasmado com a possibilidade de provar essa iguaria beirã "feita na panela de ferro" sob as ordens dos prestigiados chefes Júlio Pissarra, Luís Costa e Mário Maria com os quais ainda não teve oportunidade de tirar uma "selfie".
A chegada do Presidente está prevista para a hora de almoço. Durante a tarde jogar-se-á à sueca sendo que Marcelo Rebelo de Sousa já escolheu como parceiro José Albino, o conhecido matador de porcos da aldeia, como forma de reconhecimento dessa sua atividade.
A Associação de Vila Mendo congratula-se com esta visita e promete que o seu Presidente terá a barba cortada por ocasião da visita do sr. Presidente da República.
                                                                                 Tiago Gonçalves

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Gentes de Cá

 Sra. Rosária, Sr. Manuel André, Sr. Ismael, Sra. Lurdes

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Momentos

Conversas cruzadas, vivências partilhadas, relações maturadas no decurso indelével do tempo que teima em não parar... Momentos... simples.

domingo, 8 de janeiro de 2017

Ciclo de Entrevistas- Élio Pereira Alves

Élio Pereira Alves, 27 anos, Engenheiro Civil
Habilitações: até 4º ano escola primária de Vila Mendo, 5º e 6º ano Telescola de Vila Fernando, do 7º ao 9º Escola C+S de S.Miguel, do 10º ao 12º Escola Secundária da Sé, posteriormente licenciatura em Engenharia Civil no Instituto Politécnico da Guarda, por fim Mestrado em Construções Civis também no Instituto Politécnico da Guarda.
Gosto do barulho das motas. Sempre quis ser piloto da força aérea, mas no ano de entrada no secundário acabei por desistir de ir para a academia militar, pois a exigências físicas não me permitiam (a nível maxilar e costela e etc.)
Tive oportunidade ir longe no futebol e não aproveitei, uma das coisas que mais me arrependi na vida. Fiz duas pré-épocas nas camadas jovens da académica de Coimbra, não acreditei que fosse possível, não dei o meu melhor. Como era o ano de transição para sénior… caiu tudo por terra.

Quando e onde tiraste o teu curso?
Depois de todo o percurso descrito anteriormente, posso dizer que terminei a minha licenciatura no ano 2013 no Instituto Politécnico da Guarda. Contudo achei que poderia ir um pouco mais além e ingressei no Mestrado em Construções civis que acabei por terminar em 2015. É sempre uma mais valia subir mais um patamar na nossa carreira, mas infelizmente neste momento na minha área, a nível nacional, ser licenciado ou ter mestrado não tem de todo muita importância.

No momento, qual a tua actividade profissional?
Neste momento exerço a minha profissão, como Engenheiro Civil claro, na Empresa Manuel J.A. Gomes Lda, uma empresa bastante conceituada no distrito da Guarda a nível de Estruturas Metálicas.

Que expectativas tens a nível profissional?
Estando na fase inicial da carreira, as minhas expectativas passam por permanecer na empresa onde estou actualmente. Estruturas metálicas é cada vez mais um ramo da Engenharia Civil que tem vindo a crescer. Estruturas metálicas estão presentes em todas as grandes obras pelo mundo fora. 
O meu objetivo, quer a nível profissional quer a nível pessoal, passa por ajudar a melhorar o mundo que nos rodeia. Desta forma, penso estar em condições para o fazer; a M.J.A.G. tem vindo a apostar numa equipa jovem e dinâmica para dar resposta aos muitos trabalhos que tem vindo a realizar, quer a nível nacional quer a nível internacional. 

Continuar na Guarda está nos teus horizontes?
Para já sim. Dando um pouco de continuidade aquilo que falei anteriormente, neste momento estou concentrado no meu trabalho. Tive esta oportunidade tenho de a aproveitar. 
Contudo, metendo-me eu no lugar de muitos amigos/familiares que tenho, penso que uma pessoa que consiga construir/equilibrar a sua vida fora da nossa cidade jamais pensará em regressar, pelo menos num futuro próximo. Não posso descartar a ideia de sair da nossa cidade, no futuro e no tempo ninguém manda! A cidade da Guarda está num ciclo monótono, sem grandes soluções. Isso reflecte-se na área de Engenharia civil, uma das áreas mais afectadas no nosso país. Portugal parou na construção, a cidade da Guarda não tem nenhum ponto de atracção para incentivar as empresas a investir. É triste mas é a realidade.

Como vês a actual situação política no que concerne ao emprego e futuro dos jovens?
Como jovem e como Engenheiro que sou, aquilo que eu vejo é uma "degradação" continua na permanência dos jovens no nosso país. Penso que toda a gente tem noção do actual estado do nosso país no que toca à empregabilidade dos jovens. É extremamente urgente reformular a estratégia de formação/emprego para os nossos jovens. Portugal tem qualidades e tem demonstrado que consegue formar pessoas com grande potencial e é pena que não haja condições para os segurar por cá.
Mas também é importante referir que muitos dos jovens não fazem um bocadinho de esforço para permanecerem. Não se preocupam em arranjar soluções, é sair à primeira oportunidade que lhes apareça. E com isto também queria fazer um apelo aqueles que o tencionam fazer: não pensem em deixar a nossa cidade e o nosso país só porque todos o fazem, façam-no só em último recurso.

Como vês o futuro da Guarda e do interior como tal?
Muito resumidamente e indo de encontro aquilo que já foi dito, penso que a Guarda será cada vez mais no seu futuro, uma cidade mais pobre se não conseguirem/conseguirmos inverter a situação. 
Grande parte dos jovens depois de concluírem os seus estudos não querem permanecer e isto, caso se mantenha por alguns anos, terá um grande impacto no que toca à densidade populacional da cidade da Guarda e toda a sua região.
Como grande parte de nós sabemos, a Guarda (interior) antigamente vivia da agricultura. Na minha opinião, deveria haver a curto prazo uma forte aposta neste sector para que se pudesse usufruir daquilo que é o "nosso" forte. É triste olhar em redor e ver como tudo se vai perdendo, desde destruição de florestas, terrenos ao abandono, aldeias desertificadas etc.. 
Vejo a Guarda com grande potencial para se puder investir na agricultura. Sei que não é fácil, mas há que arriscar, e quem sabe daqui a uns anos não fosse a Guarda uma cidade mais "rica" e com uma porta aberta para o estrangeiro.

Um projecto, uma ideia, um sonho, enfim… uma utopia para Vila Mendo?
Gostaria de um dia olhar para Vila Mendo e ver mais crianças a jogar à bola, andar de bicicleta, correr, saltar etc.. É uma coisa que me deixa bastante angustiado, ano após ano sentir Vila Mendo mais pobre. Vila Mendo será cada vez mais um ponto de encontro para as famílias que residem aqui na região da Guarda e um local de paragem para aqueles emigrantes que vêm passar férias a Portugal.
Era muito importante que a nossa gente não deixasse de vir com regularidade a Vila Mendo, só assim conseguiremos manter de pé a nossa terra.
Tem sido fundamental a criação de várias atividades pela ACR de Vila Mendo, já pensaram o que seria Vila Mendo sem a associação?.. É neste sentido também que tenho vindo a tentar implementar mais uma atividade anual, a realização de um convívio ou uma prova motocross. Penso que é sempre importante impor a Vila Mendo algum movimento, ou seja, sempre é mais um fim-de-semana em que teremos mais alguns jovens a dar alguma dinâmica à terra. 
Gostava de ver Vila Mendo com mais casas reconstruídas. Os proprietários deveriam repensar melhor nesse aspecto: ou fazer uma reconstrução básica para não deixar cair ou simplesmente pensarem em vender barato. Desta forma talvez despertasse um pouco mais de interesse a alguns jovens, como já aconteceu aliás, embora depois alguns tenham acabado por desistir por isso mesmo. E digo isto porquê? De que vale ter uma casa que nunca vai ser habitada e que mais tarde acabará por cair? De que vale ter uma casa numa aldeia sem habitantes?.. 
A este ritmo, vejo e tenho a certeza que Vila Mendo daqui por duas ou três décadas será uma aldeia completamente desertificada. Será esta uma situação irreversível? Precisaremos de ajuda de todos para inverter esta situação.



sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Momentos

Vila Mendo On Tour 2016- uma parte do grupo em Salamanca

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Gentes de Cá

  Júlio, Ema, Eufrázia, Santiago, Paula, Salvador, Fausto

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Novo ano

No começo de 2017, queremos agradecer a todos aqueles que, de forma individual e dentro das suas possibilidades, nos têm ajudado a que a Associação... aconteça. Queremos agradecer a todos aqueles que, de forma colectiva, nos ajudam a ultrapassar dificuldades, ainda que a diferentes níveis (Instituto Português da Juventude, Federação de Associações Juvenis do Distrito da Guarda, Câmara municipal da Guarda, Junta de Freguesia de Vila Fernando). A todos o nosso Bem-haja. 

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Obras- água e saneamento

 
Continuam a decorrer as obras da água e do saneamento. Todavia, parece que o saneamento não vai ser ligado e (digo eu) se não for agora, duvido que mais alguma vez seja. Ainda assim o pavimento das ruas parece que será em paralelos; uma boa notícia sem dúvida e que irá conferir mais beleza à nossa terra.


terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Lançamento Caderno de Memórias

O lançamento do Caderno "Gentes da nossa Terra"
  
 O Presidente da Câmara e o Vereador da Cultura (em baixo)
 
 Jantar  e um momento musical com o Pe. José Dionísio

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Lançamento Caderno de Memórias: Gentes da Nossa Terra

Será amanhã o lançamento do Caderno de Memórias, pelas 21h.

No âmbito de preservar as memórias das nossas gentes, das nossas comunidades, a ACR Vila Mendo vai publicar um segundo Caderno de Memórias, depois do " Vila Mendo nos anos 60/70" em 2013. Deste modo, a temática deste novo caderno serão as "Gentes da Nossa Terra", no caso concreto não só de Vila Mendo, mas também de Vila Fernando, Quinta de Cima, Quinta de Meio, Quinta de Baixo, Adão e Marmeleiro.. Pretendeu-se retratar um pouco a vida de alguém que pelas suas características  e peculiaridades sejam interessante de dar a conhecer. Inerentemente, pretendeu-se, de igual forma, fazer uma contextualização do tempo ou de um tempo específico em que ela (a pessoa) viveu. Portanto, através dessa Figura também se darão a conhecer as dinâmicas das comunidades à época... 

Ficha Técnica
Coordenação: Luís Filipe Soares
Intróito: Victor Amaral
Prefácio: José Dionísio
Revisão Linguística; Edição e Poema: Daniel Rocha
Ilustrações: Catarina Tavares
Design e fotografia de capa: Edgar Silva
Pessoa fotografada: Francisco dos Santos Barbas
Posfácio: Luís Filipe Soares
Autores: Agostinho Lopes; António Pereira; Berta Carreira; Carlos Canelas/Cristina Canelas; Emanuel Carreira; Francisco Barbeira; Júlio Pissarra; Luís Nunes; Lurdes Alves; Manuel Silva Gonçalves; Sila Monteiro

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Gentes de Cá

Augusta; Eufrásia; Cristina; Zé "Albino"

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Gentes de Cá

Judite; Eufrásia; Lurdes; Sra. Ana Maria; Sra. Teresinha

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Lançamento Caderno de Memórias

Sábado, por volta das 21h, será lançado pela Associação mais um Caderno de Memórias intitulado "Gentes da nossa Terra". Antes o Jantar de Natal pelas 19h.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

20º Encontro de Associações Juvenis do Distrito da Guarda

"O programa incluirá sessões plenárias no Centro Cultural de Celorico da Beira, workshop’s, mostra associativa, visitas guiadas a diversos pontos de interesse do concelho e muito mais iniciativas.
As inscrições, limitadas a quatro elementos por associação, e num total máximo de 150 participantes
A inscrição contempla a participação em todas as atividades, alojamento de sexta e sábado e respetivo pequeno almoço, jantar de sexta (até às 21 horas), almoço e jantar de sábado e finalmente almoço de domingo. Todos os participantes terão direito a certificado, bem como a escolher os workshop’s a que pretendem assistir, bem como a participar ativamente na Mostra Associativa.
Tendo presente a importância desta atividade para o movimento associativo juvenil do distrito e as parcerias estabelecidas, a FAJDG anunciou que garantiu os apoios necessários que possibilitam a inscrição dos participantes em representação das diversas associações com um custo simbólico de 12,50€.
A organização conta receber as contribuições no que respeita à participação na Mostra Associativa, pelo que, os participantes deverão assinalar esse interesse na ficha de inscrição, referindo o material necessário para a sua apresentação.
Mais informações sobre o evento podem ser acompanhadas na página oficial do Facebook ou no site em www.fajdg.org dando sugestões e opiniões."

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Cozer do Pão




 Distribuição do Pão pelas pessoas de Vila Mendo


sexta-feira, 25 de novembro de 2016

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Ciclo de Entrevistas- Rodrigo Costa

Era uma noite quente de verão, quando de madrugada os meus pais me receberam ao mundo. Era dia 6 de julho de 1991. Sou o 5º de uma longa lista de netos da família Corte Gonçalves. Filho de Luís Manuel Rodrigues Costa e de Mariana da Conceição Corte Gonçalves Costa. Aos meus dois anos e meio recebi a notícia de que ia ser o irmão mais velho da Inês Costa. Neto de José Gonçalves e Lídia Engrácia Corte, Joaquim Costa e Maria de Lurdes Costa, a minha infância sempre se dividiu entre as aldeias vizinhas, Vila Fernando e Vila Mendo. Natural de Vila Fernando, onde residi até aos meus seis anos de idade. Com o início do meu 1º Ciclo à vista, vim viver para a cidade da Guarda, local onde resido actualmente. Foi aqui que completei o Ensino Secundário na Escola da Sé, tendo antes passado pelas Escolas de Santa Zita e de Santa Clara, onde concluí o 1º e 2º ciclo respectivamente. Praticar desporto é o meu hobby preferido e uma das minhas paixões. Pratiquei natação desde o ano de 1998 até ao ano de 2011, onde em 2007 fui atleta fundador do Clube de Natação da Guarda. Passei ainda pelo futebol de 11, decorria o ano de 2014. Gosto de ver filmes e séries, ouvir música, e não dispenso um bom encontro com as pessoas que para mim são importantes.

Quando e onde tiraste o teu curso?
Fui estudar para a cidade vizinha, a Covilhã, onde ingressei na licenciatura de Ciências do Desporto na Universidade da Beira Interior – decorria no ano de 2009. Após a conclusão da licenciatura segui para o mestrado em Ensino de Educação Física na Universidade de Coimbra, tendo terminado esta etapa na UBI em Novembro de 2015.

No momento, qual a tua actividade profissional?

Apesar de ser professor de Educação Física, encontro-me a desempenhar funções de nadador salvador nas Piscinas Municipais da Guarda. Dou ainda aulas de Atividade Física e Desportiva no Agrupamento de Escolas da Sé, na Guarda e no Rochoso. Complemento a minha atividade profissional como treinador de futebol do escalão de Traquinas, no Núcleo Desportivo e Social (NDS) da Guarda.

Que expectativas tens a nível profissional?
As minhas expectativas a nível profissional passam por exercer o cargo de professor. A paixão em acompanhar e ensinar crianças e jovens, vendo-as progredir, dando-lhes motivação para desenvolverem as suas capacidades cognitivas e motoras de maneira a que estas tenham na prática desportiva, um aliado para o seu bem-estar quer a nível físico quer a nível psicológico. Um professor é alguém capaz de incutir valores, transmitir conhecimentos e passar ideias que se devem preservar ao longo dos tempos.
Embora ser-se professor em Portugal não seja fácil, idealizo num futuro próximo, atingir este meu grande objectivo.

Continuar na Guarda está nos teus horizontes?

O futuro o ditará. Permanecer da Guarda é algo que quero muito, mas sei que, com a profissão que tenho, que posso ser colocado tanto no Algarve como em Trás-os-Montes. Como se costuma dizer, a vida de professor é feita sempre com a casa às costas e terei que estar disponível e com mente aberta para todas as situações que me possam aparecer. 
É uma cidade que tem perdido muita gente, que se desloca quer para as grandes cidades em Portugal, quer para o estrangeiro. Eu espero poder ficar por cá, pois é cá que tenho as pessoas que amo, os locais que amo e esta é a cidade que me viu crescer.

Como vês a actual situação política no que concerne ao emprego e futuro dos jovens?

Portugal é um país, que na minha opinião não aposta no emprego jovem. O que mais podemos verificar no nosso país, tendo em conta o pessoal jovem a iniciar a sua vida de trabalho, o pouco que se oferece são os chamados estágios profissionais, ou então os jovens chegam a “pagar para trabalhar”, pois aquilo que muitas vezes se sujeitam a receber não dá nem sequer para os gastos. O país está envelhecido, há demasiada mão-de-obra para poucos lugares e muitos dos jovens que agora têm uma licenciatura ou até mesmo um mestrado, exercem outro tipo de actividade sem ser aquela para a qual andaram anos a estudar ou então optam pela emigração. Na minha opinião, penso que deviam existir mais oportunidades para os jovens demonstrarem o seu valor, pois os jovens são o futuro do país. Se não derem um futuro aos jovens, o país não terá futuro também, certamente. 

Como vês o futuro da Guarda e do interior como tal? 
Urge a necessidade de se reformarem ideias a fundo. A Guarda, das cidades do interior é das que tem perdido mais população. O facto de haver pouco desenvolvimento, pouca aposta em inovação, a falta de emprego, tudo isso contribui para este fenómeno. Devendo-se também a isso por ex: a perda da UBI para a cidade da Covilhã – que até há uns anos atrás era bem mais “atrasada” que a Guarda. Todas estas situações fazem com que a Guarda, infelizmente perca muita da gente que cá nasceu. Espero que no futuro as políticas mudem. A Guarda tem uma colocação geográfica que se pode vir a tornar muito importante para muitas empresas que façam transportes nacionais e internacionais. A cidade está pertíssimo da fronteira com a vizinha Espanha. 
É da minha opinião que, se dá mais importância à zona litoral ao invés do nosso interior. Julgo que deveriam existir as mesmas oportunidades para quem mora no interior, tal como existem no litoral, mesmo que para isso fosse necessário gastar-se um pouco mais nestas cidades, recorrendo-se a incentivos fiscais, aumentos de ordenados para quem morasse no interior, prémios de natalidade, etc. Enfim uma panóplia de ideias que me ocorrem de momento, mas que infelizmente, esperando contudo estar enganado, que estas não vão avante. Para além disso a nossa cidade, precisa dos jovens estudantes que vêm todos os anos para cá. Precisa da vivacidade que as instituições públicas de ensino dão à cidade. Apostar numa melhoria do ensino, numa melhoria das condições de vida da cidade, numa aposta no desporto, nas mais variadas modalidades, tendo uma equipa capaz de singrar a nível nacional, tal como as cidades vizinhas mais próximas têm. A câmara da Guarda é imprescindível a todos os níveis para que isto seja possível, fornecendo apoio às instituições que ainda lutam pelo bem e pelo reconhecimento da cidade.

Um projecto, uma ideia, um sonho, enfim… uma utopia para Vila Mendo? 

Para Vila Mendo, há muitas ideias que me passam pela cabeça. A nível pessoal, o desporto está sempre presente. A criação de uma equipa de futsal com o apoio da Associação de Vila Mendo, da Junta de Freguesia de Vila Fernando, das empresas que se situam na nossa freguesia e não só. Penso que esse poderia vir a ser uma realidade, de modo a poder participar-se numa fase inicial no campeonato distrital da Guarda.
A criação de um festival de verão é outra das "loucuras" que me passam pela cabeça. Vila Mendo teria capacidade, com os devidos apoios de criar um festival na aldeia, tal como acontece em várias regiões do nosso país. 
Um desejo mais real passaria pela instalação de esgotos, água canalizada nas casas e pela melhoria da pavimentação quer na aldeia, quer nas estradas que ligam a aldeia com as restantes terras vizinhas ( Vila Mendo - Vila Fernando, Vila Mendo - Santana d' Azinha).
Muitas outras ideias e projetos tenho na minha mente, mas essas por agora manter-se-ão no segredo dos deuses.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Entrevistas

Amanhã mais uma espécie de entrevista. Rodrigo Costa, de seu nome.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

II Encontro Micológico




              Showcooking do Chef Miguel Veiga


sexta-feira, 11 de novembro de 2016

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Acidentes de tractor- Adão

Têm sido frequentes os acidentes com tractores, atingindo pessoas com mais e menos idade, com mais e menos experiência. É de vital importância que quem utiliza este tipo de máquina perceba que há precauções e cautelas a tomar, sempre. Vem isto a propósito de mais um acidente do género, na segunda-feira, e que vitimou mais uma pessoa (e experiente) no uso deste tipo de maquinaria: o Beto do Adão. Ainda hoje, um dos cafés do Adão (e apesar de já não lhe pertencer) é conhecido com café "do Beto". É opinião geral que era uma pessoa boa e é, também opinião geral, que a comunidade do Adão vai sentir a sua falta. O funeral foi hoje de manhã. Tinha 56 anos. Os pêsames à família.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016