quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Curiosidades

Os Portugueses sempre foram conhecidos pela capacidade de inovação e... de desenrasque. Os Vilamendenses não lhes ficam atrás! Agora que praticamente já não há burros para puxar as carroças, adaptam-se estas à modernidade... nada se perde, tudo se transforma...

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Momentos- Tabernas do Entrudo


"As Velhas" do Aquilo Teatro ao pé de um dos grandes cortadores de presunto da nossa praça... uma técnica, uma precisão e uma tenacidade de realçar. Começou-o e acabou-o.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Agradecimento

Queremos agradecer às quase 30 pessoas que directa e indirectamente colaboraram na preparação e efectivação na actividade das Tabernas do Entrudo. Um envolvimento comunitário significativo para uma associação que provém da aldeia com o mais baixo número de habitantes, pensamos. Além do tempo, muitos ainda ofereceram vários produtos para o efeito. Uma abnegação e uma entrega de realçar. Bem-hajam. 

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Vila Mendo nas Tabernas do Entrudo



 O chefe das Forças Armadas, General Pina Monteiro

 Presidente da Câmara, Vereador Sérgio Costa e o Director da Rádio Altitude


segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Tabernas do Entrudo

De Sexta a Domingo, vamos estar nas Tabernas do Entrudo inseridas nas festividades carnavalescas "GuardaFolia". Apesar de nos exigir bastantes recursos humanos e disponibilidade de tempo, participamos por considerarmos que a actividade em si está dentro do espírito de acção da nossa Associação. Esperemos que corra bem.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Festa do Chichorro

 A Panca
 Grupo de Concertinas Estrelas do Jarmelo


 Almoço

 Os Vereadores Victor Amaral e Sérgio Costa e uma nova tocadora, Graça


 Cecília Amaro e Catarina Tavares
 Alexandra Isidro, Rui Isidro, Neca
 Acordeonistas Costa e Vicente e o Zé Albino

 Jantar

No Adão, ao final da noite, para cumprir a tradição

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Correio Vilamendense- Vaga de frio: DGS alerta para a necessidade de consumir Chichorro

As últimas incidências, acidências e coincidências na e da comunidade Vilamendense. Qualquer semelhança com a realidade será puro acaso... ou talvez não... 
Correio Vilamendense: um jornal do universo para o mundo!

Vaga de frio: DGS alerta para a necessidade de consumir Chichorro!

Em conferência de imprensa realizada ao início da tarde de hoje, Graça Freitas, Diretora Geral de Saúde alertou para os perigos decorrentes da vaga de frio ártico que assola o nosso país.
Entre os cuidados a ter nesta situação, Graça Freitas, destacou especialmente os que devem ser tidos com a alimentação recomendando a inclusão de produtos calóricos com especial destaque para o chichorro.
"O chichorro pelo seu alto valor nutricional e calórico deve ser tomado em quantidades mais elevadas nesta altura de modo a dotar o corpo de mecanismos de defesa contra o frio"- defendeu a Diretora Geral de Saúde.
Graça Freitas anunciou ainda ter recomendado ao Governo a introdução de chichorro na dieta escolar, nomeadamente no lanche do meio da manhã e do meio da tarde. Questionado pelo nosso jornal o Ministro da Educação anunciou ter criado um grupo de trabalho para estudar o impacto da medida, pese embora a acolha com manifesto agrado numa primeira impressão.
Em Vila Mendo há muito que são conhecidas as propriedades do chichorro no combate ao frio. "Naqueles dias de geada a sério em que até os pelos do cu batem palmas não há nada como um bom chichorro logo depois de sair da cama para ganhar coragem"- referiu um cidadão que prefere não ser identificado.
                                                 Tiago Gonçalves

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Momentos

Alcina Silva; Rui Silva; Luís Costa; Luís Filipe Soares; Sra. Rosária; Sr. Manuel André
Em Dezembro, no dia do Cozer do Pão.

domingo, 21 de janeiro de 2018

Tabernas do Entrudo- reunião de preparação

Reunimos, ontem, para operacionalizar e efectivar a participação nas Tabernas do Entrudo na Guarda, nos próximos dias 9, 10 e 11.


terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Reunião- Tabernas do Entrudo

Sábado, dia 20 pelas 17h, vamos realizar uma reunião aberta para podermos operacionalizar a participação de Vila Mendo nas Tabernas do Entrudo, na Guarda, nos dias 9, 10 e 11 de Fevereiro. Agradecemos a presença de quem quiser ajudar.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Momentos

Momentos... singulares, espontâneos que congregam tantos numa causa, reforçando os laços, inalienáveis, de comunhão e sentimento de pertença à Nossa Mui Amada Vila Mendo. 
(Festa de Santo André 2017)

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

por CAMINHOS vilamendenses

Caminhos…  que nos guiam…  nos orientam e amparam quando as neblinas da vida irrompem por entre os dias solarengos da nossa existência. Sós ou acompanhados, percorreremos milhares deles, esperando que, no ocaso, tenhamos sabido trilhar e discernir aquele(s) mais profícuo(s) e mais conducente(s) à nossa própria felicidade como tal…

domingo, 7 de janeiro de 2018

Momentos

Quim Gonçalves; António Júlio; Victor Silva; Paulo Soares; José Manuel (veterinário)

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Almoço- restauro do Santo André

Dia 13 (Sábado), faremos um almoço com o intuito de angariar fundos para o restauro do Santo André que precisa ser reparado. A ementa será feijoada de javali e terá um custo de "8 andrés".

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Momentos

Num fim de tarde qualquer... instantes... despretensiosos...

domingo, 31 de dezembro de 2017

Bom ano

No fim de 2017, queremos agradecer a todos aqueles que, de forma individual, nos têm ajudado a que a Associação... aconteça. Queremos agradecer a todos aqueles que, de forma colectiva, nos ajudam a ultrapassar dificuldades, ainda que a diferentes níveis (Instituto Português da Juventude, Federação de Associações Juvenis do Distrito da Guarda, Câmara Municipal da Guarda, Junta de Freguesia de Vila Fernando). A todos o nosso Bem-Haja. 
Bom ano.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

A Freguesia de Vila Fernando no séc. XVI (1575-1600)

Graça Maria Garcia Soares Calçada Sousa nasceu na Guarda em 1963. As suas origens provêm de Vila Fernando, Quinta do Meio e Monte Carreto. Na infância, e sobretudo nas férias e fins de semana, Vila Fernando acolheu as suas brincadeiras (inesquecíveis) com primos e vizinhos. Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas na Universidade de Coimbra e é Mestre em Ciências da Educação pela Universidade Católica. É professora do 3º Ciclo e Secundário.
Recolheu as informações abaixo publicadas quando, há uns anos, decidiu investigar e construir a árvore genealógica da sua família, quer do lado paterno, quer do lado materno, recorrendo à consulta de livros, documentos e microfilmes no Registo Civil da Guarda e no Arquivo Distrital da Guarda. É o segundo contributo dela aqui. Ficamos, expectantes, a aguardar mais contributos, mais curiosidades...

A Freguesia de Vila Fernando no séc. XVI (1575 – 1600)

Os registos de batismos, casamentos e óbitos da freguesia de Vila Fernando começaram a ser escritos em 1575 e são fundamentais para conhecermos pormenores sobre a vida dos nossos antepassados.
Os primeiros assentos são difíceis de decifrar: folhas rasgadas, páginas manchadas, tinta esbranquiçada, frases aparentemente sem sentido, palavras ilegíveis, informações incompletas, desorganização cronológica e a certeza de que muito ficou por registar, impedindo-nos de “ver” melhor essas (nossas) gentes que habitaram a freguesia.
A igreja de Vila Fernando parecia ter sob a sua alçada um grande número de quintas e pequenos lugares: Adão, Albardo, Monte Carreto, Monte de S. Pedro, Monte Sardinha, Pombais, Pousafoles [ó / do] Roto, Quinta da Caravela, Quinta das Lameiras, Quinta de Afonso Fernandes, Quinta de Baixo, Quinta de Cima, Quinta de João Dias, Quinta de João Lopes, Quinta de Vale dos Carros, Quinta do Meio, Vila Fernando e Vila Mendo.
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®BATISMOS
- Ao longo dos últimos 25 anos do séc. XVI, na freguesia de Vila Fernando, foram registados 497 batismos, correspondendo a 263 rapazes, 224 raparigas e 10 casos sem informação.

- Desde 1575 até 1587, houve uma média de 30 batismos por ano mas, de 1589 a 1596, essa média baixou para 10, descendo até 0 em três anos consecutivos – 1597 a 1599. Em 1600, os valores voltaram a subir. Estas oscilações coincidiram com momentos em que os párocos se sucederam com alguma frequência.

- Os batismos ocorreram, com alguma regularidade, ao longo dos doze meses do ano, apresentando, no entanto, maior incidência nos meses de setembro (64), abril (50) e outubro (49). Junho foi o mês com menor número de registos (17). Como, naquela época, o intervalo entre os nascimentos e os baptismos era muito curto, estes valores devem praticamente coincidir.

 Os assentos dizem respeito, na sua maioria, aos lugares e quintas que parecem ter tido mais população – Adão (104), Albardo (88), Vila Fernando (82), Vila Mendo (44), Quinta de João Lopes (29), Pousafoles (27), Monte Carreto (21) –, sendo em número mais reduzido no resto da freguesia: Monte Sardinha (14), Quinta dos Pombais (13), Quinta de Cima (11), Quinta de Vale dos Carros (10), Monte de S. Pedro (7), Quinta de João Dias (3), Quinta da Caravela (3), Quinta de Afonso Fernandes (2), Quinta das Lameiras (1), Quinta do Meio (1). Relativamente a 37 dos 497 registos, não é possível perceber a que local se referem por insuficiência de informação.

- Quanto aos nomes, as famílias optaram por alguns que se foram repetindo e que continuam, na sua maioria, a ser usados atualmente: para os rapazes, António (51), Domingos (48), Francisco (43), João (26), Pedro (17) e Diogo (15); para as raparigas, Maria (65), Catarina (42), Isabel (39), Domingas (16), Beatriz (9) e Ana (9).
No caso dos rapazes, também apareceram Manuel, Gonçalo, André, Gaspar, Jorge, Miguel, Antão, Sebastião, Lourenço, Baltasar, Simão, Tomé, Bartolomeu, Matias, Jerónimo, Marcos, Mateus, Amador, Salvador, José, Aleixo, Estevão e Amaro. Para as raparigas, também foram escolhidos Clara, Antónia, Margarida, Bárbara, Guiomar, Joana, Eufémia, Leonor, Bernarda, Branca, Helena, Luzia, Marta, Inês, Águeda, Lourença e “Bartoleza”.

® CASAMENTOS
 Nesses últimos 25 anos do séc. XVI, e segundo os registos, houve um total de 104 casamentos. Os anos com maior número foram 1576 (14), 1580 (11), 1586 (10) e 1587 (10). Em contrapartida, em 1590, 1592, 1593 e 1597 não houve qualquer assento. (Não terão existido realmente casamentos nesses anos ou os párocos não teriam achado importante fazer o registo?)

  Esses casamentos dizem respeito, sobretudo, a Vila Fernando (31), Adão (17), Vila Mendo (14) e Albardo (13) e realizaram-se, principalmente, nos meses de fevereiro (13), maio (13), janeiro (12) e setembro (12). Março (1) e dezembro (2) foram os meses menos escolhidos.

  Dos 104 noivos (e retirando 9 casos cuja informação é inexistente ou ilegível), apenas 45 pertenciam à freguesia de Vila Fernando. Os restantes 50 tinham origens diversas: Cairrão, Carvalhal Meão, Arrifana, Pousade, Rabaça, Gata, Sete Carvalhos, Pêro do Moço, Penalobo, Rochoso, Panoias, Água de Figueira, Penedo da Sé, Monte Brás, Águas Belas, Pessolta, Marmeleiro, Gonçalo Bocas, Seixo do Coa, Benespera, Vila do Touro, Carapito, Perobolso… Quanto às 104 noivas, 94 eram da freguesia de Vila Fernando, 4 eram de fora e de 6 casos não há dados.

  Os apelidos que surgem com mais frequência, no caso dos noivos, são Fernandes (19), Gonçalves (18), Martins (9) e Pires (7); no caso das noivas, Gonçalves (26), Fernandes (20) e Dias (11).

  A igreja de Vila Fernando é designada por Igreja de Santa Maria de Vila Fernando nalguns assentos.

® ÓBITOS
  Entre 1575 e 1600, foram feitos 280 registos de óbito relativos à freguesia de Vila Fernando (correspondendo a 133 pessoas do sexo masculino, 139 do sexo feminino e 8 sem qualquer informação) cujos apelidos eram, maioritariamente, Gonçalves (61), Fernandes (21), Afonso (21), Dias (18), Pires (17). Foram sepultados dentro da igreja 115 dos defuntos.

  Tal como acontece nos assentos de batismo e de casamento, também o número de óbitos é maior no Adão (57), em Vila Fernando (47), em Vila Mendo (36), em Albardo (34) e na Quinta de João Lopes (18), tendo sido outubro (57) e setembro (41) os meses durante os quais mais gente morreu.

  Os valores totais oscilaram muito ao longo dos anos e, mais uma vez, ficamos sem saber se foram os párocos que se esqueceram de fazer os registos (ex: 1591 – 0; 1584 – 1; 1585 – 2) ou se, de facto, houve poucos óbitos. Seguindo a mesma linha de pensamento, ignoramos se houve razões graves para uma maior mortandade nalgumas épocas (1595 – 25; 1580 e 1600 – 24; 1575 – 22, em quatro meses).

  Antes de morrer, muitas pessoas (186) deixaram, oralmente ou por escrito, as suas últimas vontades. Isso podia ser feito sob a forma de “testamento”, “manda” ou “manda verbal”. Eis aqui um excerto de um desses textos em que foram registadas as últimas vontades de uma Catarina Dias, de Vila Mendo, falecida em 1600.
“… mandou seu corpo fosse enterrado dentro da Igja com sua missa de prezente, e q[ue] lhe gastassem per sua alma dous mil e quinhentos rs [= reis] em q[ue] emtrava oferta e o mais até onde chegar e as [= às] confrarias a cada hũa [=uma] seu testam (=tostão) .§. a [= à] do Santo Sacramto, nome de Jhs, e nossa Snar do rosairo…” 
No mesmo ano, um André Lourenço, de Albardo, “… mandou seu corpo fosse enterrado na Igja deste lugar [V. Fernando] fora junto amoreira, mandou conforme ao dito das tas [= testemunhas] se lhe gastasse per sua alma mil e quinhentos rs [= reis] em q[ue] emtrava tudo, e as [= às] confrarias se lhe dessem sinquo [= cinco] meios de pam [= pão] .§. a [= à] do espirito santo dalbardo hũ [=um] alqueire e has [= às] deste lugar [V. Fernando] a cada hũa seu mº q[ue] sam(?) tres (?)...”
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Outras informações:
  Ao longo dos registos, e para distinguir mais facilmente alguns intervenientes com nomes semelhantes, foram acrescentadas as alcunhas por que eram conhecidos (o velho, o moço, o branco, o preto, o manso, o moreno, o direito, o doce, o burel, carapuço, do cimo, da fonte, da quelha) ou, mais raramente, as profissões (ferreiro, pedreiro, moleiro, monteiro, cardador, sapateiro, mercador). Ainda relativamente a esses intervenientes, surgem-nos nomes invulgares ou com uma grafia curiosa: Bastião, Sistre, Teodósio, Mécia, Violante, Lucrécia, Ellena, Pellonia, Bartoleza.

  Entre 1575 e 1586, o Pe Manuel Tavares parece ter sido o pároco da freguesia. Foi ele que realizou a maioria das cerimónias, que redigiu os assentos e que deu autorização a outros padres para o substituírem nalgumas situações. Nos anos seguintes foram vários os padres que estiveram na freguesia de Vila Fernando e por curtos períodos de tempo – por exemplo, o Pe Jerónimo Rodrigues, o Pe Manuel Fernandes, o Pe António Maldonado, o Pe Jorge de Sá, o Pe António Fernandes Pereira e, no final do século, o Pe Cunha. O Pe Manuel Tavares e o Pe Cunha são identificados como “curas” da igreja de Vila Fernando. É também visível a presença pontual de alguns padres, vindos de outras freguesias expressamente para uma ou outra dessas cerimónias.

   Nalguns assentos (ex: batismos de 28-4-1575 e de 27-9-1575), as designações de “Quinta de Cima” e “Quinta de João Lopes” foram usadas como se se referissem ao mesmo local, o mesmo acontecendo em relação à “Quinta de João Dias” e à “Quinta de Baixo”.




quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Momentos

Afonso e Armando
Gerações diferentes cruzam-se na Associação.