segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Reportagem Rádio Altitude- Matança do Porco em Vila Mendo

A Rádio Altitude fez uma reportagem, no programa "Casa da Rádio" sobre a a Matança do Porco (Festa do Chichorro). Vale a pena ouvir em www.altitude.fm e no endereço seguinte: https://soundcloud.com/altitudefm/casa-da-radio-05-fev-2016-matanca-do-porco É só carregar.
Já agora, na mesma rádio, no programa "Fórum Altitude" da pretérita quarta-feira, falou-se acerca do Julgamento do Galo no carnaval da Guarda e das tradições associadas nesta altura nas comunidades rurais, nomeadamente em Vila Mendo. À conversa, eu o Acácio Pereira, o José Rui (Director artístico do espectáculo) e o Tiago Pereira (Director musical). Pode ser ouvido AQUI

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Momentos- Festa do Chichorro

Rui Isidro- Director da Rádio Altitude e o Deputado Santinho Pacheco
 Acácio Pereira e Sérgio Costa- Vereador da Câmara da Guarda
 Neca; Mário Maria; Victor Amaral- Vereador da Cultura; Alcides; Armando Neves- Director executivo da FDAJG
Chaves Monteiro- Vice-Presidente da Câmara da Guarda

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Festa do Chichorro

Os derradeiros momentos
 Feitura das Morcelas (Sra. Ana Maria, Sra. Rosária)

 Grupo de Cavaquinhos dos Trinta
 Almoço
 Os "mordomos" 2017 (Nuno e Tiago) com os de 2016(Carlos e Neca)
 Feitura dos Chichorros
 Morcelas
 No Adão- à noite...


sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Festa do Chichorro

Desde tempos imemoriais que o porco assume um papel de primeiro relevo na alimentação e, por consequência, na economia das comunidades rurais, pelas inúmeras possibilidades na feitura dos mais diversos tipos de alimentos, tão importantes ao longo do ano na sobrevivência das famílias. O porco tinha até uma importância capital na teia das relações sociais e nas dinâmicas comunitárias uma vez que, não raras vezes, servia para, de forma silenciosamente ruidosa, estabelecer ou (re)afirmar o estatuto de abastança, logo o estatuto social. Os fluxos migratórios das décadas de 60/70 e inerentemente o contacto com hábitos culturais diferentes, bem como a electrificação das aldeias (Fevereiro de 1979) fizeram com que os hábitos alimentares mudassem sobremaneira. Deste modo a importância do porco na alimentação e nas dinâmicas comunitárias foi gradualmente perdendo visibilidade e, até, viabilidade.
De forma a resgatar esta prática ancestral, a ACR Vila Mendo tem, de há vários anos a esta parte, promovido a Matança do Porco. Nos últimos anos contamos com a particularidade de darmos, em todo o processo, maior ênfase a uma “iguaria” que era feita em todas as matanças: o Chichorro.
Havia duas qualidades: o do coiro, que era constituído, basicamente, pela carne entremeada cortada em pequenos pedaços e o do “Redanho”. Este apenas era constituído pela gordura existente nas massas gordas do animal.
A sua confeção era simples. A carne era introduzida em panelas de ferro diferentes e aí fritos na própria gordura que libertavam. Apenas lhes era acrescentado sal grosso a fim de realçar o seu sabor. Depois de já confecionados, eram então exprimidos para que o excesso de gordura fosse libertado. Depois de arrefecerem eram comidos com uma fatia de bom pão centeio e um melhor copo(s) de vinho tinto. Este constituía um simples mas muito apreciado petisco nesses dias intensos de azáfama mas também de convívio.
Além do Chichorro, este ano damos também importância a outra iguaria: a Morcela. Com a ajuda das gentes mais antigas, vamos encher as morcelas, um dos enchidos mais populares da nossa região.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Resultados eleições Presidenciais- Freguesia de Vila Fernando

Marcelo Rebelo de Sousa- 148 votos; Sampaio da Nóvoa- 25 votos; Marisa Matias- 16; Vitorino Silva-6; Henrique Neto- 2; Maria de Belém-2; Edgar Silva-1; Paulo Morais-1; Cândido Ferreira- 0; Paulo Sequeira- 0; Brancos- 3; Nulos- 4
208 votantes- 523 inscritos 

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Recensão crítica: " Vila Mendo nos anos 60/70"- Revista Praça Velha- Aires Antunes Diniz


O Professor Aires Antunes Diniz elaborou uma recensão crítica sobre o nosso Caderno de Memórias "Vila Mendo nos anos 60/70" na revista cultural e científica Praça Velha, editada pela Câmara da Guarda. A ele, o nosso muito obrigado por tal.

Vila Mendo nos Anos 60/70, Caderno de Memórias nº 1, Edição da Associação Cultural e Recreativa de Vila Mendo com o apoio do Instituto Português do Desporto e Juventude, Dezembro de 2013[1].

Numa noite de Outono, na última campanha eleitoral, a Rádio Altitude promoveu um debate em Vila Mendo e para lá me dirigi para assistir e provavelmente participar no debate na fase de perguntas, o que não aconteceu. Importante para mim foi a oferta que me foi feita do livro monográfico que agora analiso.
Coordenado por Luís Filipe Soares e com prefácio do atual Vereador da Cultura, teve ilustrações de Catarina Tavares e revisão linguística de José Monteiro, contando com a colaboração de Acácio Pereira, António Pereira, Arlete Conde, Carlos Fonte, José Eduardo, José Domingos, Júlio Pissarra, Manuel Corte e Manuel Silva.  
Os onze temas tratados foram a Escola e a Comunidade, a Mulher, a Alimentação, Vestuário e Habitação, a Vida no Campo, o Forno, o Comércio, os Vendedores ambulantes e outros Viandantes, Os Divertimentos, A religiosidade, Emigração, finalizando com o tema o Desfiar da Memória.
Ficamos assim com um bem completo quadro geral da vida económica e social de Vila Mendo, faltando só uma descrição das suas ligações com os lugares vizinhos e da sua inserção num universo político concentracionário, que lhe retirou capacidade de evoluir no espaço em que decorre a sua vida social e económica nos anos 60-70.
Começando pelo primeiro tema, que é a Escola e a Comunidade, era necessário inserir o processo cruel, em que se insere a Educação, que o Estado Novo impôs ao Povo Português, onde o principal objetivo foi formatar e restringir a educação básica a uma limitada literacia, que era desde logo também mutilada pela fraca formação profissional dos agentes de ensino. Fizeram-no a partir do fecho de matrículas das Escolas Normais, preparando a degradação da preparação científica, cultural e pedagógica dos professores primários. 
Não admira que Vila Mendo como comunidade se empenhe na criação da sua escola como lugar de aprendizagem limitada, que não foi contudo capaz de mudar os modos de uso da terra e de permitir alterações nos diversos aspetos da sua vida social e económica. Foi o que inevitavelmente provocou como saída a emigração, que permitiu a muitos dos seus habitantes fora das fronteiras nacionais uma melhoria substancial das suas vidas.
Sendo sem sombra de dúvidas um trabalho muito meritório dos que realizaram este trabalho de recolha de memórias de práticas sociais de Vila Mendo, este esforço deve ser alargado à análise dos fatores que impediram o seu possível e necessário desenvolvimento e conduziram ao seu esvaziamento populacional.
A pesquisa deve por isso inserir-se na análise comparada da diversidade das dinâmicas locais de cada lugar e freguesias para, assim, encontrarmos as razões das diversas transformações nas aldeias do nosso Interior.  
Convidamos por isso todos a seguir o exemplo de Vila Mendo.

Aires Antunes Diniz



[1] Ver acrvilamendo.blogspot.pt.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Pequenas anotações em jeito de balanço

É fim de ano e, portanto, é um tempo propício a balanços. Não vou discorrer acerca do que feito (quem nos acompanha aqui ou presencialmente nas actividades que fazemos sabe das dinâmicas criadas), tão só referir que se tivéssemos melhores apoios institucionais, faríamos certamente mais, certamente melhor. Contudo estamos certos, porque estamos a trabalhar para tal, que 2016 será um ano com mais actividade e com melhor actividade. Constrangimentos económicos não nos deixaram realizar duas actividades previstas (marcantes). Este ano queremos (vamos) realizá-las. Brevemente colocarei aqui o Plano de Actividades a realizar e que já foi candidatado ao IPDJ e à Câmara da Guarda.
Aproveitamos também para agradecer a todos aqueles que nos ajudam, apoiam e incentivam; bem-hajam.
Um agradecimento ao IPDJ pelo apoio (tão importante) concedido anualmente. Ainda que o apoio tenha sido menos significativo, agradecemos o apoio da Câmara da Guarda. Uma referência para FDAJ (Federação Distrital de Associações Juvenis) sempre pronta a colaborar e a aconselhar. Agradecimento também à Junta de Freguesia de Vila Fernando.
Um ano repleto de coisas boas para todos os que são nossos amigos, para todos os que são amigos de Vila Mendo. Bom ano.

sábado, 26 de dezembro de 2015

Fogueira de Natal

 Os "acendedores"- Armando e Carlos

Élio; Armando; Carlos; Zé Albino

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Pequenos retalhos da Vida... em Vila Mendo

Em Vila Mendo, tal como na maior parte das aldeias, é costume os padeiros, merceeiros e outro tipo de comerciantes irem vender os seus produtos. Aliás já têm dias determinados para o efeito; assim as pessoas durante todos os dias da semana, à excepção do Domingo, sabem, mais ou menos, quem é e o que vêm vender. Contudo o apito, com que se fazem anunciar, ainda constitui motivo de alguma incerteza e traz uma certa agitação e curiosidade que vem quebrar o lento respirar dos dias: “- Este apito deve ser o padeiro do Marmeleiro.”; “- Então hoje o padeiro de Pêga ainda não veio?”; “- Este apito não é o do Silvino, mas hoje é Quinta-feira?”; “- O Dias já chegou.”… Às vezes chegam a juntar-se no Largo do Chafariz (antigamente Largo da Amoreira) mais do que um vendedor. São momentos intensos, de conversas cruzadas, em que as pessoas (normalmente as mulheres) trocam argumentos a favor de uma causa, lamentam-se pelas maleitas que teimam em surgir em catadupa, esgrimem previsões acerca do tempo que vai beneficiar ou prejudicar as hortas, fazem dois ou três comentários sarcásticos e altamente corrosivos acerca deste ou daquela e falam... falam… e zangam-se, por vezes… e falam… e vão-se embora… e voltam… de novo para principiar do princípio mais um dia surpreendente e previsível; mais um momento enfático e frívolo… para simplesmente… a existência dos dias demorados ter… sentido… o seu sentido… o seu próprio sentido… São retalhos pequenos de uma vida… da vida em Vila Mendo… da Vida…

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

A (im)perfeição dos dias- livro de poesia de José Manuel Monteiro

O Professor José Manuel acabou de editar um livro de poesia. Ainda o não adquiri e por isso não posso fazer qualquer tipo de consideração mais concreta e objectiva, mas conhecendo o Professor como conheço ( fui seu aluno de Latim e Português no Seminário da Guarda) é com certeza um livro de qualidade que recomendo vivamente. Costuma publicar alguns dos seus poemas no blogue "Ar da Guarda" que recomendamos aqui no blogue. Colaborou também no nosso Caderno de Memórias. O Professor é próximo das nossa Terra, dos Prados, freguesia das Panoias. Neste momento dá aulas na Escola Secundária Afonso de Albuquerque (Liceu) na Guarda.
Em meu nome, e em nome da Associação de Vila Mendo, as nossas saudações por este desiderato. 

"A obra reúne 77 poemas de José Manuel Monteiro, que aponta no Prefácio a "busca da perfeição" como "condição de todo o ser humano". José Manuel Monteiro assinala as palavras como "alimento do espírito" e faz radicar na figura dos pais a educação para o domínio da linguagem, paralelamente à construção da identidade, repartindo também com eles a autoria e o mérito destes poemas."- Blogue Exppressão

" Um livro é uma casa onde cabem muitas vozes. E como há casas grandes, médias e pequenas assim também acontece com os livros. Este é um livro modesto e quer apenas ser o eco de múltiplas vozes que o rodeiam e o tornaram possível. Que o fizeram respirar. Que o fizeram pulsar. Que o fazem permanecer vivo.
Que vozes são essas?
1. a voz da poesia: atraente, sedutora, simbólica, maviosa, denunciadora, laudatória, musical. Os poemas acontecem, como dizia Fernando Pessoa e Sophia Andresen. Surgem, insinuam-se, crescem e amadurecem nas folhas límpidas dos livros. A poesia é a voz da vida.
2. a voz das raízes: somos o que somos porque alguém nos ensinou a ser, a estar, a enfrentar a vida. Somos o que somos porque alguém nos deu a vida e a fala. No sangue, no seio alimentador, no puxão de orelhas na hora certa ficou a marca de quem nos precedeu, de quem nos alimentou a alma e nos ofertou o exemplo a seguir. Quem diz raízes, diz família. 
3. a voz dos poetas: que lemos, que nos deliciam ou nos arranham o espírito para nos fazer despertar. A clareza de Sophia, a genialidade de Pessoa, o rigor de Eugénio, o cheiro a urze e a terra molhada de Torga. E quantas mais vozes que continuamente nos arrebatam, nos empolgam, nos levam para o mundo da fantasia poética e literária.
4. a voz da cidade: no frio, na neve, no prosaísmo dos pardais a saltitar, no ruído das ruas a empalidecer com os últimos raios de um sol poente. Nas leituras de Augusto Gil e de Nuno de Montemor, de Vergílio Ferreira e Manuel António Pina, nas memórias de Eduardo Lourenço e de Bonito Perfeito, de Manuel Poppe e de Virgílio Afonso.
5. a voz das pessoas: dos colegas que nos animam, dos alunos que puxam por nós, dos amigos que nos incentivam a registar para o futuro as palavras que mastigamos.
6. a voz da lua: seja ela quem for ou o que for. Ignota e persistente inspiração umas vezes fértil e fluente, outras infértil e perra. Umas vezes em lua cheia de plenitude, outras lua nova desaparecida.
7. a voz da música: as harmonias fecundas que enredam as palavras no doce sabor das ideias.
E mais vozes haveria a enumerar, mas fundamentalmente são estas que percorrem as páginas (cheias) deste livro. Que sejam alívio e conforto nas alegrias ou nas tristezas da vida. Com alegrias e tristezas nasceram porque elas também são a vida. Como a poesia é a vida." José Manuel Monteiro- (05/12/2015)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Santo André

Hoje, 30 de Novembro, é dia Santo André, Padroeiro de Vila Mendo. Haverá Eucaristia pelas 19h. É o dia em que os mordomos deste ano passam o testemunho aos novos mordomos e apresentam as contas da Festa.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Vendedores ambulantes

  Venda de pão- Sr. Virgilio, Padeiro do Marmeleiro