Manuel; Paulo
domingo, 26 de julho de 2026
Gentes de Cá
Fernanda- neta; Patrícia- filha; Andreia- filha; Sra. Eugénia- mãe
A Sra. Eugénia do Nascimento Dias, de 83 anos regressou a a Portugal depois de ter saído de Vila Mendo em 1958, numa viagem de 14 dias até ao Brasil. Foi com o pai José Joaquim do Nascimento (conhecido em Vila Mendo como Zé Parada por ser da aldeia de Parada), a mãe Maria de Lourdes Marques Martins (que este ano completa 100 anos) e os irmãos José Luis, Amílcar, Irene e Fernando; já no Brasil nasceram o Júlio, o Eduardo e a Cecília: formando uma extensa família no Brasil e que levam com certeza, Vila Mendo no coração e na vida como tal.
Em 2019, regressou pela primeira vez a Portugal e visitou Vila Mendo numa terça-feira em que a quietude do dia e das gentes só foi quebrada pelo apito do merceeiro na esperança de vender alguns víveres. Desta vez, esteve cá no dia do Vila coMendo e por tal a experiência do regresso foi diferente.
(Talvez um dia possamos aprofundar a história de vida da Sra. Eugénia...)
Etiquetas:
1; Vila Mendo- Vidas,
Pessoas,
VilaMendonomundo
sexta-feira, 24 de julho de 2026
Sugestão de leitura
Todos os livros de George Steiner são de uma profundidade reflexiva assinalável. Crítico literário de excelência, deixa-nos aqui uma reflexão sobre as interacções e as relações tremendamente complexas, difíceis, inusitadas até entre mestres e discípulos (professores e alunos) que caracterizam as formas mais fundas de pedagogia.
Etiquetas:
Autores; livros; pensamento
quinta-feira, 23 de julho de 2026
(vida-e-morte)- o Valor certo da Vida II
(Publicado originariamente na edição do Jornal A Guarda do dia 16 de Julho)
No pretérito artigo “vida-e-morte” terminámos com a proposição de uma questão: ”qual o valor certo da vida”? A resposta não é evidente, muito menos imediata; até porque no limite não há resposta. Quando muito há um sem fim de possibilidades que nos poderão aproximar (nunca chegar, talvez) a esse tal valor, ainda por cima, certo! Como humanos, gostamos de valores exactos; quantificamos tudo; o mundo de consumo rege-se por valores (entenda-se números) precisos; e se isso sim é uma evidência- porque no modelo de sociedade tudo ou quase é economia (se bem, se mal é todo um outro intrincado assunto) com as vicissitudes que isso nos traz (e nos leva!)- na reflexão que aqui se produz (pretensão) não é desse valor que nos importa… importando.
De facto não se pretende elencar, hierarquizar um conjunto de atitudes boas como de uma receita se tratasse; antes, e no máximo, ponderar (e o verbo aqui pode também não ser o a mais adequado) esse tal valor. E provavelmente nunca conseguiremos passar de uma insuficiente ponderação, quanto mais chegar à certeza desse valor. É… que a vida é… muitas vidas! A Vida são muitas pequenas vidas com que a vivemos e a surpreendemos como tal. São experiências, vivências, relações, emoções, sensações, realidades, percepções, partilhas variadas, ilusões, desilusões… Encontrar aqui um termo médio, um continuum produtivo e producente que, de alguma maneira, nos permita conciliar a quantidade (boa ou nem tanto) de estímulos e desafios com que somos assoberbados ao longo da existência e nos conduzem a contradições, tantas vezes insanáveis, comigo mesmo, e descobrir essa “media res”, e antes disso ter noção (ainda que esquiva) do meio termo de mim mesmo… seria chegar algo perto (na lonjura) do valor certo da Vida. Mas como a mente humana está, desde o início dos tempos, como que formatada para uma lógica competitiva dentro duma lógica de sobrevivência agimos (e reagimos ainda mais) de forma automática e insensata, camuflada por vezes naquilo que se designa por pragmatismo (e que é necessário em muitas situações, sem dúvida); porém quando sistematicamente e sistemicamente experienciamos a vida em binómios: bom ou mau; tudo ou nada; muito ou pouco; forte ou fraco; alegre ou triste, etc. ficamos reduzidos a eternos combates férreos que colectivamente conduzem quase que inevitavelmente a desgraças bastantes.
O valor certo da vida será portanto essa ponderação daquilo que são as múltiplas relações fixadas e multiplicativas ralações associadas que estabelecemos constantemente num processo infindo até ao fim (que é princípio para aqueles que acreditam na eternidade). É na perspectiva (e até na justificativa) de como encaramos os outros (e os outros nos encaram), como nos pomos no seu lugar e nos posicionamos nas interacções surgidas- e idealmente num processo simbiótico, levariam a benefício de todos- que poderemos alcançar um vislumbre fugidio desse valor. Deste modo, não haverá propriamente O valor certo da vida, mas poderá haver caminho… de possibilidades que nos irão (distantemente) aprochegar dele… e nos permitirão amenizar o medo imoderado da morte.
E, numa reviravolta um tanto ou quanto assombrosa na análise, qual o valor certo da Guarda (ou de Portugal ou de Vila Mendo ou…)?
Etiquetas:
jornal A Guarda,
opiniões,
reflexões
quarta-feira, 22 de julho de 2026
terça-feira, 21 de julho de 2026
domingo, 19 de julho de 2026
Ausência
6 anos; Ontem.
e
apetece dizer.
nada. e
apetece dizer.
tudo. e
fica o silêncio,
da tua ausência:
presença-viva-vivida.
abraço. Nosso
Tiago.
quinta-feira, 16 de julho de 2026
Momentos
Este sentido (que é uma sensibilidade) de comunidade-fraterna que nos impele a ir mais além; nos exorta a ser mais alguém... e nos dá a Vida: Vila Mendo.
Etiquetas:
1; Vila Mendo- Vidas,
Pessoas
quarta-feira, 15 de julho de 2026
segunda-feira, 13 de julho de 2026
Reditos
Despertar noutro ser humano poderes e sonhos além dos seus; induzir nos outros um amor por aquilo que amamos; fazer do seu presente interior o seu futuro: eis uma tripla aventura como nenhuma outra- George Steiner em "As Lições dos Mestres" (a propósito da vocação do professor)
Etiquetas:
Autores; livros; pensamento
sábado, 11 de julho de 2026
Respiros
Desponta o dia. Gélido. Os animais buscam uma réstia de aconchego sob os auspícios do sol. Mas nem assim. O vento cortante e penetrante convida ao sossego, possível. O calor abrasador ainda é uma memória distante. Há-de vir. Implacável. Para nos recordar que a natureza nos sujeita impiedosamente...
Etiquetas:
1,
pensamentos,
reflexões
quarta-feira, 8 de julho de 2026
vida-e-morte
(Publicado originariamente na edição do Jornal A Guarda do dia 25 de Junho)
Aquilo que temos de mais certo (se de alguma coisa deriva certeza) é a de que quando nascemos já estamos a morrer. Aquando da juventude não pensamos, não queremos ou não sabemos pensar sobre a morte; e pressupõe-se natural: quando estamos no auge físico, inundados de sonhos, ávidos de descobertas até ela parece vencível. Talvez no inconsciente da humanidade ecoe um desejo, que é mais do que isso; uma esperança, e que não é só isso; quiçá uma vontade pura e dura e férrea de querermos ser imortais. Nessa aspiração (que tem pouco de inspirada) encontramos facilmente os predicados (os bons, claro!) que sustentariam a nossa ansiada e merecida imortalidade!.. Se quisermos ser frios, pragmáticos, racionais (?) antes de nascermos não fazíamos falta a ninguém na “terrinitude”; surgimos e fazemos falta a alguns- e às vezes só a espaços- e depois da morte faremos falta a uns quantos e só por algum tempo: posteriormente, o esquecimento perpétuo para a maioria da humanidade.
A religião (cristianismo-catolicismo) emerge muito deste querer ser imortal, deste querer ser lembrado; e oferece-nos a imortalidade-da-alma e a recordação (e já agora a salvação) eternas. E acreditando mais, ou nem tanto, ou não acreditando sequer o que importa é o (re)conforto- quando pensamos seriamente nestas questões existenciais- de podermos ter essa possibilidade de eternidade (ainda que não física) que preencherá o vazio do nada que carregamos desde o início dos tempos (simétrico à predisposição de plenitude do divino?).
De facto a ideia de futuridade está incrustada na nossa mente (mitológica)- e se tal não constituirá a priori algo de negativo, pelo contrário, se e bem entremeada com a ideia de presente (alicerçada no passado)- o que pode de algum modo levar a desvalorizarmos sobejamente o agora, na esperança suposta de um tempo novo, de coisas boas e só boas. Ainda assim, são muitos aqueles para quem só o hoje conta, pouco o passado, e o depois da vida não é. Como seres humanos somos muito assim: o tudo ou o nada. E na questão da morte será muito isso: para uns a certeza da sua ultrapassagem, para outros a certeza de que tudo termina com ela (e para tantos, depende dos dias e das disposições). Contudo, nos dois (três) casos o que poderá ser comum é o medo. O medo de a enfrentar. A dor em nós. A dor no outro. Temos medo de morrer. Temos medo daqueles que nos são próximos morram. Temos um medo imoderado da morte. E talvez para o ultrapassar, ou pelo menos para o suavizar, para o suportar só com o encontrar (provavelmente “encontrar” não seja aqui o termo, o verbo certo) o valor certo da Vida: trabalho de uma vida, portanto! Consequentemente (ou não!) a pergunta que se impõe, e que aqui somente se propõe é: e qual o valor certo da vida?
Etiquetas:
jornal A Guarda,
opiniões,
reflexões
terça-feira, 7 de julho de 2026
segunda-feira, 6 de julho de 2026
sábado, 4 de julho de 2026
Subscrever:
Mensagens (Atom)

























