Momentos de confraternização.
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024
terça-feira, 27 de fevereiro de 2024
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024
não te metas Nisso- deixa lá Isso
(Publicado originariamente na edição do Jornal A Guarda do dia 15 de Fevereiro)
Há uns tempos largos, Miguel Esteves Cardoso no Público intitulava a sua pequeníssima crónica diária de “Não te metas nisso!” e dissertou sucinta, mas brilhantemente, sobre aquilo que ele designa o “conselho mais português de sempre”.
De facto, se nos detivermos um pouco, quem nunca proferiu já esse tão douto conselho?!. Quem não iniciou ou finalizou uma conversa desta maneira tão eloquente!! Quem não utilizou todo o seu arsenal argumentário para convencer alguém a “não se meter nisso”?! Quem não deu por finda uma temática, uma simples palra, desta forma, ou (na sua versão mais suave) desta maneira: “deixa lá isso”?!. Seja o neste “isso” o que for: do assunto mais importante e decisivo, até ao mais básico e inócuo- dá para tudo! Se o “não te metas nisso” pode pressupor uma explanação mais ou menos aturada das imprudências “disso”; o “deixa lá isso” configura uma quase preguiça de quem não quer dar grandes justificativas sobre tal aconselhamento: o conselho basta por si próprio e não são precisas delongas!..
No fundo, são o mesmo, e se umas vezes são genuínos porque se pensa realmente que o outro não vai beneficiar nada com “isso”; tantas vezes servem para mascarar uma certa inveja maldizente, quando o “isso” é algo benéfico para outrem, e tal nos remói; outras tantas servem para disfarçar a impaciência de que estamos assolados com a presença, ou pelo menos com o assunto do interlocutor.
Este “conselho-amigo” (tão português, tão guardense, tão vilamendense… tão identitário?) teria evitado, por certo, tantas desgraças, tantas tristezas e agruras, tantos males e lamentares se fosse acatado!.. É que nunca se dá ao engano porque nunca falha, e vem- não raras vezes- seguido, a posteriori do acontecido, do invariável e sobranceiro: “eu bem te avisei… para não te meteres nisso”; e em jeito de conclusivo remate e de impossível rebate de tão sabidos pareceres- incompreendidos e incumpridos- ainda proferimos a derradeira sentença: “bom. olha. agora… não ligues a isso… deixa lá isso”!!! E pronto. Que estas sapientíssimas palavras são para ser escutadas e rematadas… para bem dos outros… e de nós próprios, diga-se de passagem!
E na esfera destes aconselhamentos, ainda há o proeminente, quase sempre presente: “eu preferia não me meter nisso"! Quando o outro teima, por todas as artes e manhas, envolver-nos de alguma forma e feitio nas questiúnculas dele; e à falta de prosápia que valha para o convencimento de que a nossa envoltura não será do melhor remedeio, atiramos- qual flecha lancinante- o tal “preferia não me meter nisso”. Assunto arrumado. Para provável amuo e arrelia de alguém mais ou menos conhecido, mais ou menos considerado. Nada que uns copos bem bebidos, refira-se e sublinhe-se, não ajudem a resolver, se for o caso… que a vida são dois dias e o carnaval são três!..
Mas… e vale a pena metermo-nos Nisso?!.
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terça-feira, 20 de fevereiro de 2024
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024
Sugestão de leitura
Com uma escrita escorreita, vale a pena perceber melhor as lutas trágicas que os portugueses encetaram com os franceses nas invasões e como se revoltaram contra eles próprios e os poderes instituídos.
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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024
o Homem e a Confiança e o Confiar
(Publicado originariamente na edição do Jornal A Guarda do dia 1 de Fevereiro)
A humanidade evoluiu na senda do conflito, da guerra, da opressão, do ódio, do menosprezo: físico e mental. E sobreviveu, apesar disso. E sobreviveu porque nesse e neste caos sempre houve a esperança (real ou nem tanto), a crença (fundada ou não), o desejo (tangível ou nem por isso) de que novos tempos novos viriam para aproximar as gentes e as comunidades, numa inaudita senda de prosperidade e paz. No fundo, uma fé- a Fé- com fé: Confiando. E a espaços e nos entretantos da História, a humanidade tem tido esse e esses tempos de confiança que lhe permitem as maiores resenhas e façanhas.
De facto, o acto de confiar impele imediatamente para a colocação do Outro ao nível do Eu. Propõe logo uma derivação empática que prefigura relações (ou pelo menos interacções) baseadas no respeito actuante e não dissonante. O confiar (e a sua acção traduzível), primeiramente individual e depois colectiva, levaria a que as diferenças entre comunidades, povos, sociedades fossem mais facilmente distendidas, dirimidas e resolvidas no tempo. Seguramente evitariam a fatalidade do desprezo pragmatizado nas mais inúmeras violências, nos séculos dos séculos.
Em Portugal (obviamente na Guarda) a inconfiança colectiva (marca identitária?) é, primordialmente, causa dos sucessivos atrasos históricos, das sucessivas crises e recrises, dos incessantes insucessos; causa das euforias inebriantes e logo das mais fundas turbações, dos sonhos idílicos e logo dos desânimos paralisantes. A falta de confiança mina toda a sociedade, projectando-a numa espécie de rolo compressor que quer expor e expor- tudo e todos- numa missão salvífica pela verdade que o que consegue, muitas vezes, é a exponenciação da mentira, do “disse-que-disse”, num ciclo vicioso de contínuo descrédito das instituições e pessoas.
Realmente, a confiança é o cimento primeiro que une e preconcebe as sociedades para um fim comum, partilhado e responsabilizado e esperançado. É através dela que podemos alcançar a excelência individual e colectiva. Sem confiar, não podemos operar realizações verdadeiramente transformativas no nosso país e na nossa cidade. Quem não confia, não se entrega, não dá mais de si, não espera muito do próximo. Um Portugal e uma Guarda superlativos necessitam desta quase que graça, de dar o melhor de si e esperar o melhor dos outros.
A política é sempre o exemplo: as pessoas não confiam nos governos e políticos em geral; estes parecem não ter em boa conta os cidadãos, pelo que ao milagre do surgimento da identidade pátria junta-se agora o milagre da sua continuação no hoje e no amanhã. A nossa contínua história “assolavancada” poderia ser suavizada se este desígnio de confiança fosse trabalhado e apurado. Sem confiar, o bem- estar social global tarda muito mais. Custa muito mais. Se chegar, algum dia…
Individualmente a confiança (agora aqui muito ligada à auto-estima) é fundamental para nos superarmos. Ela pressupõe um espírito forte, audaz capaz de operar na realidade mesmo correndo riscos. Mas (e se quisermos) este tipo de confiança não basta por si só para as tais transformações produtivas da sociedade. É preciso uma “exoconfiança”, uma Confiança-do-Outro; sermos capazes (sem ser ingénuos) de fiar-nos nas outras pessoas. É nesta relação umbilical de confiar em Mim e confiar no Outro que se geram realizações que irão transformar objectivamente as comunidades e o seu bem-estar.
A desconfiança produz indivíduos amargos, frios; induz medo, soturnidade, uma lugubridade existencial geradora (não raras vezes) de conflitos vários imanentes e permanentes; impõe o queixume maldizente, a inveja absorvente (outra marca identitária do português e guardense?); torna-nos profundamente vigilantes numa vigilância infeliz, ineficaz e improdutiva em todas as nuances da Vida.
Paradoxalmente, esta desconfiança generalizada na e da sociedade, não se apercebe que até os mais desconfiados confiam em pequenas coisas do dia-a-dia: confiamos nos alimentos e bebidas que ingerimos, nos medicamentos que nos curam, nos transportes que nos levam… e em tantas e tantas outras minudências. Não pensamos muito nisso, mas estas acções só são possíveis porque outras pessoas o proporcionam e ainda assim confiamos: será uma espécie de confiança-inconsciente, que doutro modo tornaria a vida num suplício, impossível de aguentar; e temos de a tornar consciente e… racional, levá-la a ocupar um papel central na nossa existência.
No confiar sopra o vento que nos guia para a frente, corajosamente, rijos apesar das provações do Caminho. Sopra a suave brisa da perseverança tenaz que nos possibilita uma audácia criativa, determinada neste mundo duro, por vezes deprimente; neste nosso mundo interior pungente…
Confiemos!
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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024
quarta-feira, 31 de janeiro de 2024
Sugestão de leitura(s)
(Publicado originariamente na edição do Jornal A Guarda do dia 18 de Janeiro.)
Começa um novo ano; que de novidade só a costumeira tragédia-comédia-farsa com que Portugal se nos apresenta desde quase sempre, embrenhado em crises de crises… Nada melhor então do que nos darmos ao prazer da leitura e por essa via entregar-nos, não ao esquecimento, mas ao entendimento (se tal for possível!).
Ler é um acto profundamente nosso, profundamente solitário mas, e ao mesmo tempo, profundamente relacional e empático. Ler, leva-nos para dentro de nós e (paradoxalmente, ou não) orienta-nos para fora, para o mundo, para fora do mundo. Faz-nos imaginar. Mais. Faz-nos pensar. Melhor. Faz-nos imaginar o pensar. Faz-nos pensar o imaginar. Ler, dá-nos Vida e dá-nos a vida que sonhamos (ainda que por instantes). Empodera-nos e torna-nos mais Eu… no Outro; com o Outro.
Os livros sugeridos não são os preferidos, ou os mais preferidos. São aqueles que têm mais sentido, hoje. Nem sequer ficam divididos por qualquer categoria. Apresentam-se na ordem que advêm ao pensamento, no agora; poderiam ser infinitamente outros. A excepção, o primeiro aqui apresentado, porque o primeiro lido (pelo menos na memória, de um livro lido na totalidade) em Vila Mendo, na escola primária:
Romance da Raposa, de Aquilino Ribeiro- para miúdos e graúdos. Um Aquilino que escreve e nos reescreve com a sua dureza e crueza e pureza (pungente), como em Aldeia- Terra, Gente e Bichos. Primo Levi, com os seus três livros sobre a sua experiência e sobrevivência nos campos de concentração na segunda guerra: Se isto é um Homem; A Trégua; Os que Sucumbem e os que se Salvam; que nos mostram a inumanidade da humanidade e o Mal como acção e substância. Albert Camus (entre outros escritos) Conferências e Discursos com a sua preocupação para alcançar a felicidade (ou pelo menos o entendimento) … entre povos. Domínio- de Tom Holland e o modo como o Cristianismo moldou (e molda) o pensamento ocidental e da Humanidade, de um autor que não é propriamente crente. O Dever de Deslumbrar- Filipa Martins, uma biografia de uma poeta de excelência, Natália Correia. A Entrevista- de António Vieira (ainda no princípio da leitura), uma auto-entrevista de um pensador com âmago. José Gil com o seu último livro, Morte e Democracia, não lido ainda, mas na senda de outros bons escritos deste filósofo, recomenda-se à priori. Manuel da Fonseca com o seu Cerromaior, de um realismo a toda a prova. A Segunda Guerra Mundial- de Antony Beevor, um historiador de Guerra notável. Na Banda Desenhada, Paco Roca com O Farol, O Jogo Lúgrube ou Trilhos do Acaso é uma opção recomendada. Os Astérix também. Miguel Esteves Cardoso com Amores e Saudades de um Português Arreliado, crónicas desarmantes que nos retratam enquanto povo (e pessoas). A Norte do Futuro- Homenagem poética a Paul Celan com organização e prefácio de Maria Teresa Dias Furtado, um autor desconcertante, tantas vezes imperscrutável, uma linguagem de uma radicalidade expressiva que o torna de difícil tradução. Trilogia- de Jon Fosse, leitura não-fácil mas depois de alguma estranheza, entranha-se. Qualquer livro de George Steiner, crítico literário, pensador de excelência, por exemplo A Poesia do Pensamento. Da Guarda, o incontornável Eduardo Lourenço, entre outros e o mais conhecido, talvez, Labirinto da Saudade e Nuno Montemor com Rapazes e Moças da Estrela, Maria Mim, ou A Maior Glória. Os autores recentes da nossa cidade, ficarão para outra vez quando forem lidos os seus últimos trabalhos.
Os jornais, todos (embora uns mais que outros…). Os da Guarda: Jornal A Guarda e O Interior, está claro. O Público com o seu suplemento Ipsilon, o Jornal de Letras e a revista Ler, são boas opções.
Enfim, um conjunto de sugestões que poderão interessar. Ou não.
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terça-feira, 30 de janeiro de 2024
segunda-feira, 29 de janeiro de 2024
Festa do Chichorro
Performance teatral
Gaiteiros da Chulada de Ponte Velha/ Concertinas Pêra do Moço
Concerto Cotovia Arisca
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quinta-feira, 25 de janeiro de 2024
quarta-feira, 24 de janeiro de 2024
segunda-feira, 22 de janeiro de 2024
quarta-feira, 17 de janeiro de 2024
sábado, 13 de janeiro de 2024
sexta-feira, 12 de janeiro de 2024
terça-feira, 9 de janeiro de 2024
Coisa da Vida
Aos 87 anos, faleceu o Sr. Raúl. Homem de um humor notável, contava histórias e estórias delirantes e factos interessantes que ainda havemos de aproveitar. Mais um vilamendense que parte e deixa memória.
À esposa, Sra. Ester; aos filhos, Luís, Fausto, Zé; aos netos: Paula, Sandra, Inês, Sandrina, Fernanda, Marlene e também aos bisnetos, os nossos pêsames.
Ficará hoje em Vila Mendo e amanhã, dia 10, será o funeral em Vila Fernando, pelas 13h30.
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quinta-feira, 4 de janeiro de 2024
quarta-feira, 3 de janeiro de 2024
sexta-feira, 29 de dezembro de 2023
o Homem e o(s) Hábito(s)
(Publicado originariamente na edição do Jornal A Guarda do dia 21 de Dezembro.)
O Homem é um ser profundamente relacional. Existe em relação. Não poderia Existir se assim não fosse. E as relações são ralações constantes: podem ser profícuas ou improdutivas ou ambas; podem ser sinónimas ou antagónicas ou ambas; podem ser boas ou más ou ambas. Estar em relação é um compromisso pessoal e social, social e pessoal. É nesses compromissos que criamos Hábito e hábitos.
Criamos (o) Hábito (aqui entendido com o nosso modo de Ser, o estado desse nosso ser) quando nesses compromissos nos damos ao outro, recebemos do outro, quando recebemos de nós próprios. O Hábito que criamos e recriamos numa eterna (re)definição do Ser e da Substância). Na infinitude da teia de relações (nem todas produtivas, muito menos superlativas) afirmamo-nos como somos (ou pelo menos como queríamos ser), estabelecemos o modo como estamos e reorientamos o estado do nosso estado interior. Definimo-nos. E nessa definição ajudamos (contribuímos) para que o outro se defina (para melhor ou nem tanto!). As relações criam Hábito; o Hábito cria relações numa reciprocidade permanente, consequente, tantas vezes pungente.
Já a criação de hábitos (mais ou menos corriqueiros, mais ou menos estruturantes) é como que um vício que começa desde a nascença até ao último suspiro. Criamo-los por tudo e por quase nada. Criamo-los para nos sentirmos seguros, porque queremos previsibilidade (num tempo altamente imprevisível); porque queremos ter controlo e até controlar; porque o desconhecido nos afecta e nos afasta e é reconfortante pisarmos terrenos óbvios, sem as agruras do enfrentamento do velado.
Habituamo-nos aos hábitos de tal forma que até os hábitos se habituam a nós! Depois de criados como que ganham asas próprias e o criador (Eu) quase que pode deixar de ter mão na criação: a criação empodera-se e pode subjugar o criador. Não admira pois a errância que vemos em sectores vastos da sociedade, enredados que estão em hábitos pouco conducentes, que se replicam e implicam uma e outra vez (a política e os políticos são pródigos).
De facto (e decerto a outro nível), todos temos os nossos hábitos, transversais e universais. Basta pensarmos no dia-a-dia: dos mais assertivos e unitivos até aos mais inusitados e desinteressados- são as rotinas e as regras que lhe subjazem, elementais na estruturação da personalidade. Per si, os hábitos ajudam as relações e as relações ajudam os hábitos. O problema residirá na altura em que nos tornamos excessivamente dependente deles, o que terá impacto tremendamente nefasto nos relacionamentos e no relacionamento connosco mesmos: problematização idêntica àqueles que não têm hábitos quase nenhuns!
Se todos temos os nossos hábitos, pessoas há que querem, persistem em fugir deles, das rotinas; e passam a vida nisso, a inventar formas e fórmulas (consubstanciadas ou só mentais) de lhes resistir: no fundo como que uma fuga à realidade e seus ditames, pensando que ao se mudar recorrentemente de espaço e de eventos se muda de tempo- do tempo real e suas contradições, que não serão mais do que as contradições próprias. Não se apercebendo que estão a criar o hábito de mudar, de fugir dos… hábitos. E isso pode constituir a criação de um Hábito complexo!..
Os hábitos. Quem os não tem?
O hábito dos hábitos, sem habituação excessiva, sublima o Hábito!
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quinta-feira, 28 de dezembro de 2023
à Guarda
brame
a luz esperançada.
resiste
a névoa calada,
que não queremos
do Amanhã e
Vila Mendo. há-
de luzir. à
Guarda
segunda-feira, 25 de dezembro de 2023
aGuarda-te
e um alvo manto envolve e
aconchega-
nos
numa lisura pura.
Altaneira,
a Guarda
lança a sua vetustez aos
confins.
Vila Mendo. aguarda- te
sexta-feira, 22 de dezembro de 2023
Alvor
Alvoreja o dia e um silêncio enevoado atravessa as cercanias da nossa cidade alva. Vila Mendo, acobertada, aguarda pelo luzir que a Guarda lhe há- de prover.
quinta-feira, 21 de dezembro de 2023
sexta-feira, 15 de dezembro de 2023
quarta-feira, 13 de dezembro de 2023
segunda-feira, 11 de dezembro de 2023
sábado, 9 de dezembro de 2023
quinta-feira, 7 de dezembro de 2023
o Homem e a(s) Memória(s)
(Publicado originariamente na edição do Jornal A Guarda do dia 30 de Novembro.)
A nossa identidade está plasmada na nossa memória. A nossa memória é a nossa identidade, a nossa personalidade. Somos o que somos pelo que fomos! Seremos o que somos: quando lá chegarmos, iremos ser da forma como lá chegarmos, numa continuidade ad aeternum…
De facto, só uma pequeníssima parte do nosso passado opera no nosso pensamento- pequenos fogachos e às vezes espartilhados- mas é com todo o nosso passado inteiro, indizível que desejamos, queremos e agimos. A memória define-nos e a forma como memoriamos define-nos ainda mais.
As memórias podem ser distorcidas na nossa mente, podem ser acrescentados pontos, retirados outros, alterados, misturados de forma que o lembrado pode não ter tanto que ver com o acontecido.
Amiúde, a memória lembrada corresponde às percepções (não sempre completamente objectivas) sobre a realidade dos factos, sobre como víamos o mundo nessa altura e como ele nos via a nós; corresponde, tantas vezes, à interpretação que fazemos, agora, sobre essas mesmas percepções. Como resultado, as memórias sobre os mesmos acontecimentos podem ser bastante diferentes entre várias pessoas. Conseguimos como que apagar o que não nos interessa e ressaltar o que nos convém.
Importa então sermos, ou tentarmos ser imparciais perante a nossa própria memória fazendo uma análise profunda às nossas percepções e interpretação delas mesmas. Doutro modo, pode acontecer que toda uma experiência possa ser recordada partindo de um ou poucos simples factos e submeter e subjugar todas as vivências a ele(s): afirmativa ou negativamente!
Realmente, sem as memórias e sem as histórias e sem as estórias que elas nos contam e recontam, um sem fim de vezes, seríamos uns meros viventes, ausentes da vida e quase que de vida.
Elas carregam-nos! Levam-nos e abandonam-nos. Sustêm-nos! Frustram-nos e surpreendem-nos. Orientam-nos! Dizem-nos e calam-nos. Estruturam-nos! Reprimem-nos e motivam-nos. Esperançam-nos! Desiludem-nos e alegram-nos. Vivem em nós e nós vivemos nelas.
A existência- esperançada, mas real- caminha nesta linha ténue estreita mas escorreita de perceber se são as memórias que vivem mais em nós, se somos nós que vivemos mais nas memórias; se somos nós que construímos mais (e a todo o momento) as memórias, se são elas que nos constroem mais (e a cada passo) a nós: e por tal só capazes de viver o vivido, de modo que o vivido não nos deixa viver o agora; só capazes na incapacidade de nos livrarmos das memórias- sem delas nunca nos podermos livrar completamente.
Como que uma sina, ou uma graça, as memórias revisitam-nos uma e outra e outra vez. A forma como nos condicionam depende de nós… e depende delas e… de nós (como se pudéssemos dissociar o Eu da Memória!).
Aliás ou talvez, o processo de pensamento inicia-se nas memórias; funde-as, infunde-as, projecta-as, e todo um mundo de possibilidades (reais ou surreais) se nos afigura... O pensamento será memória. A memória é pensamento.
Memória: quem a não valoriza, vive somente. A quem lhe importa, existe verdadeiramente.
Memoriemos- sem nos desmemoriar!
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terça-feira, 5 de dezembro de 2023
segunda-feira, 4 de dezembro de 2023
EDAJ- Vila Mendo
Rita; Élio; Ricardo; Marina; Rodrigo; Beatriz; Vanessa; Júlio; Joana; Guilherme; Inês; Afonso
A presença Vilamendense no Encontro Distrital de Associações Juvenis, e cuja Federação comemorou 25 anos de existência.
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Associativismo,
EDAJ,
FAJDG- Associações Juvenis
quarta-feira, 29 de novembro de 2023
terça-feira, 28 de novembro de 2023
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