sexta-feira, 14 de junho de 2024

Sugestão de Leitura

A revista do Observador traz alguns bons artigos e reportagens.

 

sexta-feira, 7 de junho de 2024

o Desporto e a Guarda e o NDS

(Publicado originariamente na edição do Jornal A Guarda do dia 30 de Maio)

A vida é feita de múltiplas dimensões, de inúmeras realizações, de um sem fim de suposições; tantas vezes contradições. Realizamo-nos em realizações efectivadas: às vezes tentadas e não conseguidas, e não cumpridas! Podemos até, e em instância última, realizarmo-nos em fazer nada (porque o nada já é antes de ser), porque o nada pode ser alavanca e impulso e desejo e sonho futuro que começa agora; nesse nada criativo e auspicioso; nesse sonho futuro que já é passado quando alcançado. Realizamo-nos quando Somos com o Outro.
E o desporto faz-nos ser no outro. Enleva-nos. Transcende-nos. Praticado ou só (como se fosse pouco) assistido empodera-nos, faz-nos crer que os limites estão aquém das capacidades humanas numa vertigem de superação contínua, esperando-se respeituosa. No desporto podemos alcançar o melhor de nós e esperar o superlativo dos outros.
Particularizando, a Guarda conta com um sem número de clubes (associações) que praticam as mais diversas modalidades; umas mais visíveis e massificadas, outras nem tanto. Todas ocupam o seu espaço e importância. Importância que se destaca (e mede) no impacto valorativo na formação global das crianças e jovens. Importa pois apoiar os clubes e as diversas modalidades que aportem um espírito consentâneo com os valores da tolerância, do respeito, da solidariedade, do importar-se com o outro, mesmo que adversário, que desembocam num valor mais abrangente: a fraternidade. E o Desporto na sua essência é fraterno (se o é tantas vezes na prática, é outra questão).
Na Guarda (e em todo o lado) os clubes têm de ter esta visão, logo esta missão de promover uma competitividade fortemente… competitiva, mas profunda e profusamente fraterna. A nossa comunidade e sociedade precisam de gente bem formada, bem orientada na liberdade, na crítica reflexiva, no profundo respeito pelo outro- que começa no profundo respeito por si próprios.
Cabe então ao poder político (local) apoiar fortemente esses clubes que acrescentam, que são mais-valia, seja monetariamente, logisticamente, seja também com o proporcionar espaços condizentes e condignos à respectiva prática. E aqui há muito a fazer; seja nas modalidades de pavilhão ou outras, seja em relação ao desporto mais popular, o futebol. Neste caso, a Guarda não pode ter quase só um campo sintético como o do Zambito: é muito pouco, é querer muito pouco, é não dar, ou pelo menos não reconhecer muito valor a tantos e tantos que estão envolvidos no futebol de formação (note-se a exemplo: a equipa de juvenis do NDS está a participar no campeonato nacional, o Zambito é, por diferença, o pior complexo de todas as equipas!). Pergunta-se: que imagem a Guarda dá de si? E a pergunta primeira: que imagem a Guarda tem de si?!. Urge resolver esta situação que devia estar rematada há décadas (outros resultados desportivos teriam sido alcançados, certamente).
A talho de foice, a formação (também a distrital) no futebol deveria ser canalizada para um único clube sénior (guardense), bem estruturado, superiormente dirigido, com pensamento estratégico de longo prazo: inusitado a nossa cidade não ter um único clube nos nacionais; e mesmo o distrito só teve um representante este ano, que já desceu…
Se existem clubes, e mais uma vez das diversas modalidades, que merecem nomeação e reconhecimento e simpatia, o facto de estarmos mais ligados a uns do que a outros leva-nos a referir aqueles que conhecemos melhor, porque acompanhados com maior proximidade, porque empática e emocionalmente ligados: o NDS (Núcleo Desportivo e Social).
De facto, o NDS tem sido uma referência, ao longo dos anos, em diversas áreas mormente na área da formação no futebol. É justo reconhecê-lo e referenciá-lo como um clube que já deu muito à pólis através dos ensinamentos e valores que transmitiu às contínuas gerações de jovens desde os seus alvores. Aos seus dirigentes, treinadores, colaboradores (apesar de muitos se não conhecerem) antigos e actuais: Obrigado. Aos pais que acompanham os seus filhos, uma saudação, frisando em concreto os pais que este ano têm acompanhado (e convivido) o campeonato nacional de juvenis: um sentido Bem-hajam. A estes atletas a exaltação da sua tenacidade, perseverança e sentido de equipa… que não desiste, persiste e insiste… apesar de tudo.
Ainda e outra vez a talho de foice: a propósito do despropósito da conduta de alguns pais/familiares de muitos e diversos clubes, ressalvar a pertinência de uma análise substantiva a todo o seu comportamento nefasto, deprimente e surreal, por vezes. Temática a merecer reflexão- grave e laboriosa.
O Desporto é (deveria ser) competição, mas ainda e sempre e acima de tudo Fraternidade verdadeiramente… fraterna.

quarta-feira, 5 de junho de 2024

NDS- Juvenis- nacional


Nacional de Juvenis: último jogo da época com vitória sobre o Fátima por 3-2.
O Santiago Soares de Vila Mendo.





segunda-feira, 3 de junho de 2024

Procissão

Na pretérita sexta-feira, dia 31 de Maio, no encerramento do Mês de Maria

 

terça-feira, 28 de maio de 2024

sexta-feira, 24 de maio de 2024

AguardaR

(Publicado originariamente na edição do jornal A Guarda do dia 16 de Maio)

Inquietos os tempos. Fugidios os momentos. Impercebíveis os instantes. Impacientes as gentes… que passam no imediato do tempo insensato!
As gentes que passam e não permanecem, não “impressam” uma marca duradoura e reveladora na Memória: numa espécie de desaparição de si; numa desaparição de si nos outros; numa quase não-presença no mundo.
E essas gentes somos quase todos nós- Humanidade. Poucos são aqueles que carregam em si mesmos uma identidade superna que se transcende numa alteridade fraterna. Poucos são aqueles que emitem, transmitem, imprimem uma centelha de imortalidade, uma aura de universalidade.
Neste tempo de apressamento verborreico, as pessoas procuram já não só viver os momentos, mas os instantes (fugazes), numa instantaneidade voraz e incapaz de um enquadramento na vida (toda) de cada qual. E sem este enquadramento dos instantes tudo é passado, nada é presente e o futuro é vazio, porque ilusório. Ficamos como que inebriados no nada dos instantes… que já passaram. Para que possamos dar conteúdo e sentido e fim ao tempo (logo à nossa vida como tal) precisamos de os presentificar- uma presentificação dos instantes- de todos os instantes: os do presente através da atenção crítica, reflexiva (do agora); os do passado pelo lembrar, pelo recordar lúcido e analítico; e os do futuro pela expectativa real (pincelada com um toque emocional).
Todos esses instantes convivem connosco e não devem ser espartilhados, sectorizados. Tudo o que em nós se passa deve ser engobado e analisado… na totalidade de toda a Vida! Se vivermos, se reduzirmos o existir à simples soma de sucessivos instantes sem lhe conferirmos um sentido temporal, ficamos continuamente seus reféns, aprisionados, incapazes de horizontalizar e perspectivar a existência, esquecendo-nos (paradoxalmente) de nós próprios, de Ser verdadeiramente.
Importa então que os instantes se transformem em momentos, e estes se transcendam em realizações significantes e impactantes na vida pessoal e social de cada um.
Importa então sabermos dar valor e cultivarmos O sereno Aguardar: o aguardar que não é passivo, não é desistido, muito menos improdutivo, pelo contrário; o aguardar que espera, sim, mas que acompanha (diligente) o Outro na longa e dura caminhada da vida comum; o aguardar que é justo e que é esperança num tempo melhor.
Colectivamente e tomando como exemplo a nossa Guarda, também ela necessita de um suave aguardar… activo e reflexivo, mas não maldizente; a Guarda precisa de… aguarda… no sentido de uma esperança real, uma esperança que se transforme em acções e concretizações efectivas e afectivas na realidade; a Guarda (e Portugal) precisa de fluxos, de influxos constitutivos que vão além dos constantes (e quase nunca producentes) instantes/momentos que insuflam o espaço mediático e imediato, sem que com isso se vislumbrem mudanças superlativas na comunidade e sociedade.
A Guarda, aguarda. Resta saber que aguardares!

terça-feira, 21 de maio de 2024

Retalhos da Vida

(Sr. Ismael)
Os afazeres da horta principiam com a serenidade e o bem-fazer costumeiros, agora que o tempo- apesar de indeciso- o consente. A gata ronroneira apressa-se ao estorvo; à espera de uns mimos animadores, ou de um qualquer roedor que tenha a desventura de por ali achegar...
Retalhos da Vida... em Vila Mendo.



 

quarta-feira, 15 de maio de 2024

Exposição- Jornal A Guarda

ExpoEcclesia - Guarda
Exposição “Jornais Centenários do Brasil e de Portugal: Um Legado Cultural
A exposição, intitulada “Jornais Centenários do Brasil e de Portugal: Um Legado Cultural” é inaugurada no Espaço ExpoEcclesia, na Guarda, esta quarta-feira, 15 de Maio, às 18.00 horas. (Jornal A Guarda)

segunda-feira, 13 de maio de 2024

sexta-feira, 10 de maio de 2024

quarta-feira, 8 de maio de 2024

Sugestão de leitura

Para quem gosta de história e nomeadamente do Império Romano, vale a pena ler.
O poder, a glória, a violência sempre presentes. Uma "pax" sem paz: a História da Humanidade...

 

domingo, 5 de maio de 2024

quinta-feira, 2 de maio de 2024

Gentes de Cá

Direção da ACR Vila Mendo 
Beatriz; Rodrigo; Inês; Élio (falta a Vanessa)

 

sexta-feira, 26 de abril de 2024

quinta-feira, 25 de abril de 2024

25 de Abril

O 25 de Abril também se fez por causa de tantas e tantas pessoas que morreram no Ultramar, como o nosso José Lopes Pereira.

 

segunda-feira, 22 de abril de 2024

Actividades do campo

Os trabalhos no campo não esperam; nunca acabam... num eterno (re)começo...

 

quarta-feira, 17 de abril de 2024

Retalhos da vida

Malgrado as gentes já não abundarem, no dia e hora- mais ou menos certa- o merceeiro apita e os fregueses lá se acham...
Retalhos da vida... em Vila Mendo

 

sexta-feira, 12 de abril de 2024

as Eleições e as Soluções e as Dissoluções

(Publicado originariamente na edição do Jornal A Guarda do dia 28 de Março)

Curioso este tempo seguinte às eleições legislativas. Impensado por tantos; pressentido por muitos; desconsiderado por outros. Os resultados permitem análises inúmeras e quase sempre descoincidentes. Aventam- se possibilidades e infinidades. Alguns cidadãos- comuns- alvitram cenários e futuros, não escondendo lamentos e tormentos; outros cidadãos- comuns- não enjeitam os contentos e as esperanças. Todos os cidadãos quererão um amanhã melhor, sem dúvida: “claro que com os Meus; com os Teus, não, com os Meus; nada disso, com os Vossos, pior, com os Nossos!..” É pois nesta lógica-ilógica que se posicionam os diferentes partidos!
De facto, a cultura de confronto e de dualismo puro e duro e agressivo- a sempre eterna defrontação esquerda/direita- está aí mais do que nunca, numa deriva prolixa, logo inconsequente. Bem sabemos que o ser humano para se organizar precisa de hierarquias e de um sentimento de pertença que um determinado grupo de congéneres lhe oferece, mas daí a agir sempre em função dele, quase que cegamente, vai um passo do tamanho do nosso Portugal. Os partidários como que ficam formatados num determinado registo de pensamento e de lá não saem, mesmo perante qualquer evidência, e mundividência.
As soluções apresentadas (quando acontece!) pelos partidos são só deles e não podem ser conjugadas, como se a verdade fosse só a sua verdade: a verdade de cada qual. Teiam-se alianças de blocos para se oporem a outros blocos e os consensos producentes tão necessários para os destinos pátrios esboroam-se na tessitura da dialéctica ferina. Encenam-se poses e tons que desembocam, uma e outra vez, nos bons e sabedores contra os maus e desconhecedores. E tantas ideias superlativas, que podiam operar na realidade concreta das pessoas, são anatematizadas pelo outro lado. Outras mais são como que cativadas pelas partes, como se fossem de sua propriedade exclusiva.
Veja-se e reflicta-se numa questão concreta (poderiam ser outras e em sentidos diversos): a votação do orçamento; como os partidos se posicionaram ainda antes de ser apresentado e conhecido… numa tónica de que, da outra banda, nada de novo ou recomendável!..
Aos poucos, os partidos falam cada vez mais para os seus eleitorados e menos para o país. Falam de si para si numa circularidade inoperante (até castrante), e quando o não fazem menosprezam os adversários farsantes. No seu pensar bem delimitado (ainda que ilimitado) crêem que só eles e os seus são capazes das maiores façanhas e resenhas: dos outros só a errância do caos que virá fatidicamente. No fundo, pensam que a alternância democrática- benigna e benéfica (algo elementar, desejável e saudável da democracia) só a deles próprios…
Vivemos tempos desafiantes e desafiados… o excesso de ideologia, o excesso de presença, o excesso comunicacional conduzir-nos-ão inexoravelmente (como que um pré-destino) a populismos absorventes e malfazentes, a conflitos permanentes e pungentes.
Talvez e ainda precisemos dos partidos enquanto garantes do normal funcionamento da democracia como tal e das instituições que lhe dão o respirar vital; mas não precisamos dos partidos que se entrincheiram em lutas viscerais (e numa espécie de demanda autofágica) que irá desmoronar a sociedade como a vivemos e entendemos, agora.
O importante e tão em falta Bom-senso levaria com certeza, a consensos moderados operantes, carregados de silêncios actuantes e significantes; e Portugal, e todos nós, ganharíamos com tal.
Almejamos ardentemente soluções! Inutilmente e… caminhamos para dissoluções!..


quarta-feira, 10 de abril de 2024

Gentes de Cá

Élio; Telmo; Beatriz; Inês; Vanessa; Rodrigo

 

sábado, 6 de abril de 2024

terça-feira, 2 de abril de 2024

quinta-feira, 28 de março de 2024

terça-feira, 26 de março de 2024

quinta-feira, 21 de março de 2024

Identerioridades

(Fotografia de Arménio Bernardo)
Em Agosto de 2022, o projecto teatral da ACR Vila Mendo, na estreia em Vila Mendo.
Em Agosto de 2024, um conjunto de espectáculos já programados...

 

terça-feira, 19 de março de 2024

sexta-feira, 15 de março de 2024

as Eleições e os Partidos e a Democracia

(Publicado originariamente na edição do Jornal A Guarda do dia 7 de Março)

A poucos dias das eleições seria da mais elementar salubridade democrática que as comunidades e a sociedade portuguesa andassem empolgadas, concentradas e esperançadas num presente melhor, num futuro maior. Seriam desejáveis as fartas expectativas, os superiores créditos pelos debates… de ideias estruturantes, de posicionamentos disruptivos mas sensatos, de personalidades simples mas inspiradas e inspiradoras. Poderia ser esse o caso… mas o acaso em que sempre se encontra Portugal faz-nos pensar um ocaso impátrio!
De facto, as crises e recrises sistemáticas e sistémicas levam-nos a uma descrença, desconfiança, desconsideração pelas elites e eleitos; tanto mais grave porque até deixam de ser (só!) maldizentes para se tornarem indiferentes: pior do que dizer mal é nada dizer; como se aqueles fossem… uma não existência! Essa indiferença que não constrói e ainda por cima corrói as relações e as interacções da e na sociedade democrática portuguesa.
A inconfiança nas estruturas de poder (elas próprias desconfiadas de toda a estrutura social que as alimenta) não gera acções transformativas na comunidade que garantam um ganho de credibilidade que possibilitem essas mesmas acções regeneradoras. É um ciclo vicioso e pernicioso. Seja individual ou colectivamente, sem uma Confiança-do-Outro é impossível alcançar uma sociedade plural, justa, equilibrada e dinâmica; uma sociedade que não se teie no emaranhado de questiúnculas, de casos e casinhos, de invejas mesquinhas, de ânsia de poder e poderes mal-intencionados e pior operados.
Os partidos políticos (ainda garantes do sistema democrático) enredados e fechados sobre si mesmos não vão de encontro às necessidades e aspirações da gente comum. Promovem-se e promovem os seus numa lógica de circularidade fechada que não prima, tantas vezes, pela lógica da competência e da capacitação. Não admira o afastamento das pessoas da causa pública.
E as eleições que deveriam proporcionar tempos de reflexão e planeamento activo e construtivo, tornam-se num quase tormento; tanto é o ruído mediático e imediato. As querelas partidárias infindáveis, poucas vezes substantivas. Todos têm soluções para tudo, repetindo as receitas de sempre. Os chavões, os mesmos: esquerda/direita, extremistas/moderados, estabilidade/instabilidade, contas certas/deficit, etc.! As promessas, mais do que muitas, como hábito. Os temas repetem-se uma e outra vez sem que se vislumbrem resoluções efectivas: saúde, educação, habitação, imigração… (a política externa, a defesa nacional e a cultura, estranhamente, parecem arredados das preocupações). Uns acenam com isto, outros com aquilo e mais isso e o outro e… e nós é que não “apanhamos a cena”, já que os acenos e o cenário estão bem coreografados e montados. E os debates que poderiam ser esclarecedores, não o são; pelo contrário, ensurdecedores.
Aliás, este tipo de debates (para além de serem uma demonstração de teatralidade, com frases feitas e preparadas, poses, tons, nuances e semblantes) é também uma espécie de digladiação, um duelo em que cada um ataca com o que pode no tempo estabelecido. E a democracia já não é (ou deveria ser) isto. Opiniões diferentes, divergentes não têm de dar aso a conflitos imanentes e pungentes, como se a vida se esgotasse nessas “lutas”. Este fazer da política uma espécie de jogo de futebol em que os Meus têm de ganhar aos Teus por todos os meios e feitios (porque somos melhores, está claro) começa a não ter lógica neste tempo e modo civilizacionais em que nos encontramos. Os partidários nem se apercebem que eles próprios contribuem de sobra para a degradação democrática: na óptica deles o seu partido teria de ganhar ad aeternum e por isso escudam- no até ao limite do insano, votam sempre nele o que, em última instância, levaria- e se todos agissem como eles desejariam- à existência de um só partido- Único: o deles! É a coerência da incoerência!
Os partidos e logo nós (quer queiramos quer não, até porque ainda não se encontraram alternativas e formas e fórmulas a este sistema democrático) estamos numa encruzilhada. O modelo civilizacional ocidental (de matriz judaico-cristão é preciso dizê-lo) está a ser acossado por outras visões e imposições que, inusitadamente, são também fomentadas a partir de dentro (o wokismo anda por aí…) querendo minar esta herança cultural e com isso destruir (ou pelo menos desconstruir (intencionalmente ou não) este nosso modo de vida e de estar perante ela mesmo…
Além de tudo isto, a Democracia está e permanecerá em crise sempre que a degradação moral e de valores, a estupidificação constante e crescente, a simplificação bacoca, as soluções instantâneas e milagrosas, a mentira descarada, o engano propositado, a omissão sonsa, o bem-comum menorizado, o poder inebriado e endeusado… forem, todas elas, características e modos de actuar identitários dos partidos: os seus representantes e representados falam de mais; ouvem de menos e fazem… o que fazem! E parece que, historicamente, não há maneira de melhor fazerem!
Para onde vais Democracia? Para onde vamos nós; Todos?!.

quinta-feira, 14 de março de 2024

terça-feira, 12 de março de 2024

Torneio de Sueca

Organizado pelos mordomos da festa de Sto. André.

 

domingo, 10 de março de 2024

sexta-feira, 8 de março de 2024

Sugestão de leitura

Um conjunto de crónicas sobre geopolítica que nos ajudam a entender o nosso tempo.

 

quarta-feira, 6 de março de 2024

Agência Ecclesia

 A propósito das eleições, uma pequeno artigo reflexivo AQUI

segunda-feira, 4 de março de 2024

Gentes de Cá

Rita; Afonso; Sra. Ana Maria; Maria dos Anjos

 

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

não te metas Nisso- deixa lá Isso

(Publicado originariamente na edição do Jornal A Guarda do dia 15 de Fevereiro)

Há uns tempos largos, Miguel Esteves Cardoso no Público intitulava a sua pequeníssima crónica diária de “Não te metas nisso!” e dissertou sucinta, mas brilhantemente, sobre aquilo que ele designa o “conselho mais português de sempre”.
De facto, se nos detivermos um pouco, quem nunca proferiu já esse tão douto conselho?!. Quem não iniciou ou finalizou uma conversa desta maneira tão eloquente!! Quem não utilizou todo o seu arsenal argumentário para convencer alguém a “não se meter nisso”?! Quem não deu por finda uma temática, uma simples palra, desta forma, ou (na sua versão mais suave) desta maneira: “deixa lá isso”?!. Seja o neste “isso” o que for: do assunto mais importante e decisivo, até ao mais básico e inócuo- dá para tudo! Se o “não te metas nisso” pode pressupor uma explanação mais ou menos aturada das imprudências “disso”; o “deixa lá isso” configura uma quase preguiça de quem não quer dar grandes justificativas sobre tal aconselhamento: o conselho basta por si próprio e não são precisas delongas!..
No fundo, são o mesmo, e se umas vezes são genuínos porque se pensa realmente que o outro não vai beneficiar nada com “isso”; tantas vezes servem para mascarar uma certa inveja maldizente, quando o “isso” é algo benéfico para outrem, e tal nos remói; outras tantas servem para disfarçar a impaciência de que estamos assolados com a presença, ou pelo menos com o assunto do interlocutor.
Este “conselho-amigo” (tão português, tão guardense, tão vilamendense… tão identitário?) teria evitado, por certo, tantas desgraças, tantas tristezas e agruras, tantos males e lamentares se fosse acatado!.. É que nunca se dá ao engano porque nunca falha, e vem- não raras vezes- seguido, a posteriori do acontecido, do invariável e sobranceiro: “eu bem te avisei… para não te meteres nisso”; e em jeito de conclusivo remate e de impossível rebate de tão sabidos pareceres- incompreendidos e incumpridos- ainda proferimos a derradeira sentença: “bom. olha. agora… não ligues a isso… deixa lá isso”!!! E pronto. Que estas sapientíssimas palavras são para ser escutadas e rematadas… para bem dos outros… e de nós próprios, diga-se de passagem!
E na esfera destes aconselhamentos, ainda há o proeminente, quase sempre presente: “eu preferia não me meter nisso"! Quando o outro teima, por todas as artes e manhas, envolver-nos de alguma forma e feitio nas questiúnculas dele; e à falta de prosápia que valha para o convencimento de que a nossa envoltura não será do melhor remedeio, atiramos- qual flecha lancinante- o tal “preferia não me meter nisso”. Assunto arrumado. Para provável amuo e arrelia de alguém mais ou menos conhecido, mais ou menos considerado. Nada que uns copos bem bebidos, refira-se e sublinhe-se, não ajudem a resolver, se for o caso… que a vida são dois dias e o carnaval são três!..
Mas… e vale a pena metermo-nos Nisso?!.


segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

Sugestão de leitura

Com uma escrita escorreita, vale a pena perceber melhor as lutas trágicas que os portugueses encetaram com os franceses nas invasões e como se revoltaram contra eles próprios e os poderes instituídos. 

 

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

o Homem e a Confiança e o Confiar

(Publicado originariamente na edição do Jornal A Guarda do dia 1 de Fevereiro)

A humanidade evoluiu na senda do conflito, da guerra, da opressão, do ódio, do menosprezo: físico e mental. E sobreviveu, apesar disso. E sobreviveu porque nesse e neste caos sempre houve a esperança (real ou nem tanto), a crença (fundada ou não), o desejo (tangível ou nem por isso) de que novos tempos novos viriam para aproximar as gentes e as comunidades, numa inaudita senda de prosperidade e paz. No fundo, uma fé- a Fé- com fé: Confiando. E a espaços e nos entretantos da História, a humanidade tem tido esse e esses tempos de confiança que lhe permitem as maiores resenhas e façanhas.
De facto, o acto de confiar impele imediatamente para a colocação do Outro ao nível do Eu. Propõe logo uma derivação empática que prefigura relações (ou pelo menos interacções) baseadas no respeito actuante e não dissonante. O confiar (e a sua acção traduzível), primeiramente individual e depois colectiva, levaria a que as diferenças entre comunidades, povos, sociedades fossem mais facilmente distendidas, dirimidas e resolvidas no tempo. Seguramente evitariam a fatalidade do desprezo pragmatizado nas mais inúmeras violências, nos séculos dos séculos.
Em Portugal (obviamente na Guarda) a inconfiança colectiva (marca identitária?) é, primordialmente, causa dos sucessivos atrasos históricos, das sucessivas crises e recrises, dos incessantes insucessos; causa das euforias inebriantes e logo das mais fundas turbações, dos sonhos idílicos e logo dos desânimos paralisantes. A falta de confiança mina toda a sociedade, projectando-a numa espécie de rolo compressor que quer expor e expor- tudo e todos- numa missão salvífica pela verdade que o que consegue, muitas vezes, é a exponenciação da mentira, do “disse-que-disse”, num ciclo vicioso de contínuo descrédito das instituições e pessoas.
Realmente, a confiança é o cimento primeiro que une e preconcebe as sociedades para um fim comum, partilhado e responsabilizado e esperançado. É através dela que podemos alcançar a excelência individual e colectiva. Sem confiar, não podemos operar realizações verdadeiramente transformativas no nosso país e na nossa cidade. Quem não confia, não se entrega, não dá mais de si, não espera muito do próximo. Um Portugal e uma Guarda superlativos necessitam desta quase que graça, de dar o melhor de si e esperar o melhor dos outros.
A política é sempre o exemplo: as pessoas não confiam nos governos e políticos em geral; estes parecem não ter em boa conta os cidadãos, pelo que ao milagre do surgimento da identidade pátria junta-se agora o milagre da sua continuação no hoje e no amanhã. A nossa contínua história “assolavancada” poderia ser suavizada se este desígnio de confiança fosse trabalhado e apurado. Sem confiar, o bem- estar social global tarda muito mais. Custa muito mais. Se chegar, algum dia…
Individualmente a confiança (agora aqui muito ligada à auto-estima) é fundamental para nos superarmos. Ela pressupõe um espírito forte, audaz capaz de operar na realidade mesmo correndo riscos. Mas (e se quisermos) este tipo de confiança não basta por si só para as tais transformações produtivas da sociedade. É preciso uma “exoconfiança”, uma Confiança-do-Outro; sermos capazes (sem ser ingénuos) de fiar-nos nas outras pessoas. É nesta relação umbilical de confiar em Mim e confiar no Outro que se geram realizações que irão transformar objectivamente as comunidades e o seu bem-estar.
A desconfiança produz indivíduos amargos, frios; induz medo, soturnidade, uma lugubridade existencial geradora (não raras vezes) de conflitos vários imanentes e permanentes; impõe o queixume maldizente, a inveja absorvente (outra marca identitária do português e guardense?); torna-nos profundamente vigilantes numa vigilância infeliz, ineficaz e improdutiva em todas as nuances da Vida.
Paradoxalmente, esta desconfiança generalizada na e da sociedade, não se apercebe que até os mais desconfiados confiam em pequenas coisas do dia-a-dia: confiamos nos alimentos e bebidas que ingerimos, nos medicamentos que nos curam, nos transportes que nos levam… e em tantas e tantas outras minudências. Não pensamos muito nisso, mas estas acções só são possíveis porque outras pessoas o proporcionam e ainda assim confiamos: será uma espécie de confiança-inconsciente, que doutro modo tornaria a vida num suplício, impossível de aguentar; e temos de a tornar consciente e… racional, levá-la a ocupar um papel central na nossa existência.
No confiar sopra o vento que nos guia para a frente, corajosamente, rijos apesar das provações do Caminho. Sopra a suave brisa da perseverança tenaz que nos possibilita uma audácia criativa, determinada neste mundo duro, por vezes deprimente; neste nosso mundo interior pungente…
Confiemos!