Sei de um rio…
do rio da minha inocência
presente e constante
no pular de um menino,
inquieto.
Sei de um rio…
do rio da minha juventude
doce e suave
nos amores à sua beira,
consumados.
Sei de um rio…
do rio da minha existência
choroso e queixoso
no destino calhado,
maculado.
Sei de um rio…
do rio do meu amanhã,
ditoso
na memória da gente.
Sei- te Noéme!
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segunda-feira, 6 de dezembro de 2021
terça-feira, 10 de abril de 2018
Prémio Guarda-rios 2018
O blogue "Crónicas do Noéme" (Márcio Fonseca- Rochoso) concorre ao Prémio Guarda-Rios 2018, promovido pela associação ambientalista Geota.
Para votar é só ir AQUI até 19 de Abril. Vamos votar!
sexta-feira, 9 de março de 2018
O Chá do Noéme- por Zé Vieira
José Afonso Vieira filho das nossas terras (Vila Fernando) preocupado com a desgraça que se abateu sobre o nosso rio Noéme, escreveu (há 6 anos!) uma
estória/história sobre ele. Faz-nos reflectir sobre como tratamos os recursos
naturais e, mais grave ainda, como tratamos as pessoas a expensas de um
pretenso desenvolvimento. Impõe-se a pergunta: e o rio, car****?..
O "Chá
do Noéme" por Zé Vieira.
Zé Chibas.
Carrancudo, de cigarro de enrolar ao beiço, pau de amieiro entalado no
antebraço, pastor de cabras, desde os 12. E já lá vão 40!
Ele por ali anda, com 7 bichos cabrinos, magros, sebentos, e com as caganitas
prezas nas patas traseiras, que fazem a vez de badalos. Apenas não
chocalham.
Há um moinho ao longe, podre, velho, sem telhado e sem roda. Em vez de pão e
moleiro, tem como companhia pedras caídas, telhas partidas, e
silvas.
É Janeiro, e um lençol branco percorre a veiga, rente ao verde acastanhado da
erva.
Faz um frio seco.
As Silvas e as giestas fazem de raids a um caminho de terra batida, principal
via da aldeia, no tempo do Rei D. Sancho. Que por aqui andou também. Não a
guardar cabras, mas de mula, a delimitar o concelho da Guarda. Dizem. Não sei
se é verdade.
O caminho, dado a antigas realezas, serve agora para as cabras, algumas vacas,
ciclistas citadinos e teenagers endiabrados montados em mulas mecânicas.
Ainda serve.
Quem não serve são as águas do Noéme, que se colam e serpenteiam o
caminho.
- O Rio desta cor só nas enxurradas.... desta cor só nas enxurradas
..e era quando as havia. – Vocifera o Zé Chibas, apagando a beata molhada com a
ponta do pau de amieiro, na erva branca da geada.
- Anda cá, só para veres.
Vou, mais obrigado, que por livre vontade.
Galgamos umas silvas, uns juncos, uma bosta de vaca a fumegar, e paramos ao pé
da água, que corre branda, espumosa e gorda.
O Zé agacha-se e com a cova da mão e leva a água ao meu nariz. – Cheira,
cheira, e depois diz-me se tenho, ou não, razão.
Cheiro. Viro a cara para o lado. O odor é intenso. Uma mistura de tripas
podres, químicos, curtumes, vísceras, carne putrefacta. Tudo banhado numa água
de cor castanha avermelhada.
- Os filhos dum c..... Deviam chafurdar aqui e obrigá-los a beber este
cházinho! - remata o Zé guardador de cabras e não de sonhos.
-Pois…. digo eu.
O pastor afasta-se com passos longos e alavancados pelo cajado.
Olha o rio com um ar desafiador e impotente.
Junta-se ao rebanho.
Assobia.
Três cabritos e uma cabra com tetas ovais vão ter com ele.
Todos, olham-me como um estranho, apesar de já conhecer o Zé há muito tempo.
Do
canto do olho vejo-o retirar uma garrafa de vinho do bolso do casaco e beber um
trago, limpando os beiços à manga da camisa.E, lá, ao longe, na neblina da veiga, enchendo os pulmões com bafo de cabra e de nevoeiro, elevando o cajado o Zé ainda grita:
- Eu ainda me amanho com o tintol, e as cabras, caralho?
Uma nuvem, amedrontada, afasta-se e deixa brilhar um sol ajaneirado, de cor de
vaca jarmelista.
Desta vez, talvez por nojo, ou por respeito ao pastor, o sol não se amanhou com
o Noéme.
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quinta-feira, 8 de março de 2018
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
sexta-feira, 12 de junho de 2015
Desafio Fotográfico " À volta do Rio Noéme"- Querqus
"O Desafio tem por objectivo evidenciar o estado de poluição do rio Noéme que se mantém incessantemente há vários anos com elevados prejuízos para o ambiente e para as comunidades locais residentes nas margens dos rios Diz e Noéme.
Deste Desafio resultará no fim uma exposição a realizar ainda no corrente ano. As inscrições poderão ser feitas através de e-mail para guarda@quercus.pt ou guarda.maca@gmail.com, através do telemóvel 931 104 568 e ainda directamente na sede do MACA (todos os dias das 9h-13h e das 14h-18h, Avenida Comandante Salvador Nascimento n.º1).
O Regulamento pode ser consultado emhttp://www.quercus.pt/images/N_GUARDA/Documentos/Regulamento_Desafio_Fotogr%C3%A1fico.pdf
Mais informações através através dos contactos 931 104 568 ou guarda@quercus.pt."
Bruno Almeida- dirigente da Querqus- Guarda
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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
Rio Noéme- por Henrique Nascimento
Pena é termos o rio (a ribeira, como lhe chamamos,) completamente poluído e abandonado. Até quando?
Podem ver e olhar mais fotos, bonitas, do Henrique nos seguintes endereços:
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segunda-feira, 21 de julho de 2014
segunda-feira, 7 de abril de 2014
O Rio da minha aldeia- Tiago Gonçalves
O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele está só ao pé dele.
Alberto Caeiro
Quem está ao pé dele está só ao pé dele.
Alberto Caeiro
O poema deste heterónimo de Fernando Pessoa é, para mim, um dos maiores paradoxos que vivo. Quem me conhece sabe o fascínio que sinto relativamente aos rios, ao ruído constante e natural, como gosto de me deixar ficar simplesmente a fitar a corrente que passa.
Se há algo que me fascina nos rios e nos locais que por eles são banhados é a confluência das pessoas e das aldeias para o rio, a vida que gira em torno dele. O rio é, nesses casos, um verdadeiro propulsor da atividade económica em todos os locais por que passa mas também um espaço de contacto com a natureza no seu estado mais puro permitindo, a cada passo, uma vivência e uma sensação diferentes determinadas pela diversidade da sua fauna e da sua flora.
Quis o destino que crescesse a ouvir histórias de um rio. Um rio em que as pessoas se banhavam alegremente no Verão; em que se podia pescar; em que as mulheres se juntavam para lavar a roupa ou as tripas aquando das matanças; um rio que era fonte inesgotável da riqueza agrícola e em que os melhores terrenos se situavam todos nas suas margens.
Cresci a ouvir histórias que, infelizmente, nunca vivi. E como gostava de as ter vivido. Talvez seja por esse motivo que adoro rios e invejo todas as localidades que têm um rio.
Um dia gostava de ensinar um filho meu a pescar num rio, gostava de o ver brincar às escondidas por entre a densa flora que o esconde e que com ele serpenteia os espaços por onde ele passa, gostava de me banhar alegremente nesse rio e sentir como o rio é parte do que todos somos enquanto comunidade.
Não sei se esse dia vai chegar, sei apenas que desejo com todas as minhas forças que chegue.
Porque esse rio de que falo é apenas a maior chaga poluente que o nosso distrito conhece. A suprema vergonha de quem tendo responsabilidades na matéria nada fez para evitar a lenta degradação a que o mesmo foi sujeito durante mais de 25 anos. 25 anos!! O suficiente para destruir toda a fauna e toda a flora, o suficiente para tornar os terrenos mais férteis absolutamente improdutivos, o suficiente para destruir a memória e a esperança de uma comunidade.
Diz o poeta que o rio da sua aldeia não o faz pensar em nada, que quem está ao pé dele, está só ao pé dele. Sorte a desse poeta e sorte a dessa aldeia.
No rio da minha aldeia isso é impossível! O rio da minha aldeia chama-se Noéme.
Tiago Gonçalves
( Crónica publicada no jornal Terras da Beira da pretérita semana.)
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terça-feira, 18 de março de 2014
Caminhada pelo Noéme
Uma excelente iniciativa. A ver se as autoridades competentes resolvem a questão da poluição da "nossa ribeira" de uma vez por todas.
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quarta-feira, 26 de setembro de 2012
"A propósito do Rio Noéme"
A propósito do post publicado na pretérita Quinta-feira, dia 20, sobre o Rio Noéme o Pereira enviou a seguinte opinião/sugestão abaixo transcrita:
"Pois é, até quando?!. E desde quando está assim?!! Pois ainda há bem pouco tempo (mas como se costuma dizer: no tempo da outra senhora!!!) foram efectuados trabalhos de limpeza no rio Noéme (em Vila Fernando junto à ponte) mas ao que parece esta junta não lhe quis dar continuidade. É pena porque foi ali gasto bastante dinheiro, e penso que não seria assim tão dispendioso para a junta, todos os anos, efectuar pequenos trabalhos de limpeza, sem o deixar chegar à situaçao actual (miserável!!!). Sr. Presidente, gostaria de poder ver a foto (do rio Noéme) que lhe enviei para que as pessoas possam comparar e, que ao mesmo tempo, possa contribuir para que algo seja feito, no rio e pelo rio (no mínimo naquele local)."
Pereira
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quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Rio Noéme- Vila Fernando
Rio Noéme, num destes dias, no centro de Vila Fernando. Continua feio, abandonado... moribundo... Até quando?!.
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sexta-feira, 25 de maio de 2012
Rio Noéme
A Câmara da Guarda anunciou esta sexta-feira, dia 25, o início do processo de construção de uma estação elevatória de águas residuais para despoluir o rio Noéme. A ser verdade que as obras vão efectivamente começar é uma excelente notícia. Agora só falta que Vila Mendo tenha acesso ao abastecimento de água e ao saneamento básico!.. Quanto tempo mais iremos esperar?!.
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segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Rio Noéme
Segundo o blogue Crónicas do Noéme "foi aprovado em reunião de Câmara a abertura do concurso para a construção da estação elevatória e do emissário que reencaminhará os detritos que poluem o rio Noéme." Se isso se vier mesmo a concretizar a curto prazo é uma óptima notícia. Será que poderemos ver a nossa Ribeira (como lhe chamamos) finalmente limpa? Tenhamos Fé...
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domingo, 11 de setembro de 2011
Rio Noéme
No passado dia 15 de Junho fizemos uma caminhada, como já devem saber, pelos domínios de Vila Mendo e um dos lugares por onde passámos foi, precisamente, pelo Rio Noéme por um sítio denominado por Cavadas. Várias pessoas recordaram-se de como o rio era importante para a agricultura, para o divertimento (pesca, natação) e até para os namoricos. O rio, contam, estava limpo e saudável; hoje, constatamos, está sujo e doente. Não é muito perceptível nas fotografias, mas aquele local estava mesmo muito sujo e com um cheiro nauseabundo, aliás como todo o rio. O blogue Crónicas do Noéme, do qual somos leitores atentos, tem alertado para o problema e tentado sensibilizar quem de direito para resolver esta situação insustentável que a todos nos envergonha enquanto comunidade. Nós estamos unidos a esta causa: a despoluição, rápida, do Rio Noéme.
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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Petição pelo Noéme
Está a decorrer uma Petição Pública, para sensibilizar quem de direito, para a poluição que atinge o nosso rio. O dinamizador é o autor do blogue "Crónicas do Noéme". A petição pode ser assinada através do blogue: cronicas-do-noeme.blogspot.com
Estamos unidos, como sempre, a esta causa para solucionar um problema que nos envergonha a todos, enquanto cidadãos.
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sábado, 12 de junho de 2010
Caminhada pelo Noéme
Amanhã, Domingo, vai realizar-se uma caminhada ao longo do rio Noéme para, segundo o promotor, "sensibilizar as entidades competentes e a população em geral do grave problema que se verifica e exigir a suspensão de todas as descargas poluentes." A partida está marcada para as 08:30 junto à Estação da CP da Guarda. O pequeno-almoço será na Gata. Passagem em Vila Fernando e almoço no Rochoso. A ideia, segundo o autor da iniciativa é "muita gente a passear junto ao Noéme num domingo de manhã para ver a poluição."
Mais informações no blogue crónicas do Noéme.
Estamos completamente unidos a esta causa.
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domingo, 6 de setembro de 2009
Rio Noéme I
O blogue Crónicas do Noéme apresenta os cartazes de duas das candidaturas à Câmara da Guarda, modificando as suas mensagens: “Em nome de um Noéme saudável” ou “ A Guarda quer o Rio Noéme limpo” são alguns exemplos daquilo que o autor gostaria que, efectivamente, fosse um compromisso por parte das duas candidaturas. Desejo esse, partilhado por tantos e tantos que vêem um recurso natural ser completamente destruído e depauperado como se de um couto privado se tratasse. O rio é de todos e a todos deve ser devolvido (Bom, agora também nos é devolvido!.. com mer…) Não se percebe com em pleno século XXI, isto ainda é possível e permitido. (Falando em impossibilidades: como se explica Vila Mendo não possuir saneamento básico nem água canalizada, quando uma conduta passa a cem metros da aldeia?!. Pois é… Não se explica…) Enfim… Vamos ter Fé e esperar (mais ainda!) que quem de direito resolva esta e outras situações, que em nada dignificam a nossa região, as nossas terras, as nossas gentes.
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terça-feira, 11 de agosto de 2009
Rio Noéme
Existe um blogue que denuncia a poluição a que o Rio Noéme tem sido sujeito de há mais de vinte anos a esta parte. Crónicas do Noéme é o seu nome. O endereço: cronicas-do-noeme.blogspot.com Diz o autor: “ Tenho esperança que este espaço sirva de denúncias, desperte consciências e seja consequente na resolução deste grave problema ambiental que afecta o nosso concelho.E quanto à razão do nome ("Crónicas do Noéme")? muito simplesmente porque, numa atitude positiva e de lembranças, este seja um lugar onde todos possam deixar o seu Testemunho, as suas Memórias e as suas "Estórias" do Rio que é de todos”.
De facto, o Rio Noéme passa nos “domínios” de Vila Mendo, a 1km e pouco do centro da aldeia, pelo que as gerações mais velhas tiveram um contacto privilegiado com ele, numa relação íntima de trabalho ou de diversão. Não raras vezes, ouço contar como o rio era um espaço de convívio, um espaço onde se cimentavam relações, onde surgiam os primeiros namoricos, enfim.. e como é perceptível a nostalgia daqueles que vivenciaram todos esses momentos e o seu desgosto pela actual situação, miserável, do Noéme.
Estamos unidos a esta causa.
De facto, o Rio Noéme passa nos “domínios” de Vila Mendo, a 1km e pouco do centro da aldeia, pelo que as gerações mais velhas tiveram um contacto privilegiado com ele, numa relação íntima de trabalho ou de diversão. Não raras vezes, ouço contar como o rio era um espaço de convívio, um espaço onde se cimentavam relações, onde surgiam os primeiros namoricos, enfim.. e como é perceptível a nostalgia daqueles que vivenciaram todos esses momentos e o seu desgosto pela actual situação, miserável, do Noéme.
Estamos unidos a esta causa.
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