VILA MENDO-vila fernando-guarda
Vila Mendo... o Mundo... aqui (blogue pessoal)
terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
sábado, 31 de janeiro de 2026
quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
Coisa da Vida
Aos 56 anos, faleceu na França (Bondoufle- Paris) o Virgílio do Nascimento Lopes, mais conhecido em Vila Mendo pelo "Vergil". Filho do José Lopes e neto da Sra. Etelvina. O maior elogio que lhe podemos fazer é que, quando vinha de férias, todos gostavam dele e da sua companhia. Deixa muitas saudades. O funeral será lá.
A toda a família, os nossos sentidos pêsames.
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
sábado, 24 de janeiro de 2026
Sugestão de leitura(s)
(Publicado originariamente na edição do Jornal A Guarda do dia 8 de Janeiro) AQUI
Começa um novo ano. Que de novidade (suposta) só as costumeiras desgraças do mundo; os infortúnios de um Portugal que se nos apresenta- desde quase sempre- embrenhado em crises de crises… E as constantes adversidades de uma Guarda cada vez mais interior, a necessitar e a (des)esperar do (seu) Interior!.. Nada melhor então do que nos darmos ao prazer da leitura e por essa via entregar-nos, não ao esquecimento, mas ao entendimento (se tal for possível!).
Ler é um acto profundamente nosso, profundamente solitário mas, e ao mesmo tempo, profundamente relacional e empático. Ler, leva-nos para dentro de nós e (paradoxalmente, ou não) orienta-nos para fora, para o mundo, para fora do mundo. Faz-nos imaginar. mais. Faz-nos pensar. melhor. Faz-nos imaginar o pensamento. Faz-nos pensar a imaginação. Ler, dá-nos Vida e dá-nos a vida que sonhamos (ainda que por instantes). Empodera-nos e torna-nos mais Eu… no Outro; com o Outro.
Os livros sugeridos não são os preferidos, ou os mais preferidos. São aqueles que têm mais sentido, hoje. Nem sequer ficam divididos por qualquer categoria. Apresentam-se na ordem que advêm ao pensamento, no agora; poderiam ser infinitamente outros. A excepção, o primeiro aqui apresentado, porque o primeiro lido (pelo menos na memória, de um livro lido na totalidade) em Vila Mendo, na escola primária:
Romance da Raposa, de Aquilino Ribeiro- para miúdos e graúdos: um Aquilino que escreve e nos reescreve com a sua dureza e crueza e pureza (pungente), como em Aldeia- Terra, Gente e Bichos. Tolentino Mendonça com, por exemplo, A Leitura Infinita, para nos compreendermos e a o mundo; a bíblia é aquele horizonte onde histórica e culturalmente nos inscrevemos. A História do Silêncio de Alain Corbain, o Silêncio, mais do que mera ausência de ruído... visto como valor filosófico e visto na sua dimensão educativa. Thomas Mann com José e os Seus Irmãos, algumas figuras bíblicas revisitadas e humanizadas; as virtudes e as fraquezas da condição humana neles presentes para poder dar resposta(s) à crueldade humana. James, a partir do clássico de Marck Twain As aventuras de Huckleberry Finn, o autor Percival Everett reinventa essa(s) história(s) e coloca o foco da acção num outro ponto de vista; e da perspectiva do escravo Jim. Luís de Sttau Monteiro e as Redacções da Guidinha, uma leitura humorística pelo olhar ingénuo, mas tremendamente perspicaz, de uma adolescente que nos delicia com um conjunto de crónicas de costumes fazendo-nos pensar das profundas e profusas contradições sociais e da condição humana. Fausto de J.W. Goethe, o pensamento da humanidade (ou pelo menos da civilização europeia e ocidental) é profundamente marcado pelas narrativas (alegorias) da queda (pecado) do Homem causadas pelo conhecimento: a Árvore do Jardim do Éden, a Tragédia Prometaica e o Pacto Fáustico: em Goethe este mito adquire novas possibilidades, novas potencialidades significativas. Moby Dick, um clássico adaptado para banda desenhada; o preto e branco muito bem dominado... fiel à história; a linha ténue entre a tenacidade e a loucura, ou a raiva ou ambas, aqui bem expressa. Trilogia- de Jon Fosse, leitura não-fácil mas depois de alguma estranheza, entranha-se. Paul Celan em Os Poemas, poesia de uma expressividade, de um minimalismo radical; profundamente hermética, quase (ou mesmo, por vezes) que imperscrutável e talvez, e por isso mesmo, de uma beleza... crua, pura e dura; um poeta marcado intimamente pelo holocausto: até ao fim; são poemas... do silêncio... do tempo; do silêncio das palavras; do silêncio entre as palavras. Qualquer livro de George Steiner, crítico literário, pensador de excelência, por exemplo As Artes do Sentido.
E agora mais apressadamente, mas não menos recomendáveis: Obra Completa de Arthur Rimbaud, poesia/prosa. De António Vieira O tempo e o sagrado- Deuses do deserto e deuses da floresta; e O perceber do Mundo- O Ser e o Saber. Nós, filhos de Eichmann de Gunther Anders. Tomás de Kempis com a Imitação de Cristo. Eduardo antes de ser Lourenço- textos de juventude. As sete últimas palavras de Timotthy Radcliffe OP. De Martim Puchner Cultura- uma nova história do mundo. Nuno Montemor com Rapazes e Moças da Estrela, Maria Mim, ou A Maior Glória. O Espaço Interior de José Gil. A Biografia de Hannah Arendt, por Thomas Meyer. Na Banda Desenhada, Paco Roca com O Farol, O Jogo Lúgrube ou Trilhos do Acaso. E os Astérix, nomeadamente o último, na Lusitânia… Os autores recentes da nossa cidade, ficarão (mais uma vez!) para outra momento quando forem lidos os seus últimos trabalhos.
Os jornais, todos (embora uns mais que outros…). Os da Guarda: Jornal A Guarda e O Interior, está claro. O Público com o seu suplemento Ípsilon, o Jornal de Letras, a revista Ler, a revista Electra são boas opções; e A Bola ou o Record também se podem assomar de quando em vez.
Enfim, um conjunto de sugestões que poderão interessar. Ou não. Leamos.
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quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
Festa do Chichorro
O Chichorro no Jornal A Guarda, AQUI
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terça-feira, 20 de janeiro de 2026
segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
o(s) Presente(s)
(Publicado originariamente na edição do Jornal A Guarda do dia 25 de Dezembro)
O pensamento do Homem (porventura, excessivamente funcionalizado) pensa, ou melhor, percepciona o tempo ou os tempos- passado, presente, futuro- como compartimentos estanques e bem delimitados e bem delineados. Mas o tempo define-se, caracteriza-se por tal? Segmentado nesses três momentos diferentes e que se consideram diferenciados e mais ou menos distantes? Porventura, tal não sucede. Quiçá, não haja divisão entre passado, presente e futuro: pois entrelaçam-se, mesclam-se, confundem-se e confundem-nos em percepções de percepções, tantas vezes erradas e erróneas. Talvez, o passado seja presente que já foi; o presente seja passado que já é; e o futuro… o futuro, talvez não seja, porque nunca foi! O futuro é (?) um presente-outro, são presentes outros.
E talvez seja aqui que nos devemos ou podemos situar como humanidade: no presente- sempre eterno. Passível de ser moldado, melhorado e explorado de maneira superlativa pelo ser humano: com uma vontade que nos interpela a agir no agora para que possamos ter outros agora- producentes, idealmente- mas diferentes da Vontade pura, chamemos-lhe assim, postulada nalgum pensamento filosófico que pressupõe que o mundo é no princípio e no fim somente vontade, traduzida no voluntarismo, no domínio avassalador e “vassalador” sobre o mundo; no fundo, no triunfo da vontade total como tal, cujos resultados últimos (senão primeiros) são as guerras, os confrontos e os conflitos permanentes, sempre latentes e sempre pungentes.
Muitas vezes, vivemos afincadamente numa espécie de passado, assoberbados com uma espécie de futuro, e o presente, esse, deixamo-lo ir… sem rumo ou destino que nos ampare e nos prepare para os tantos “quês”, nos inúmeros porquês, e sem vislumbre dos “para quês”. Vivemos como que numa realidade-ilusória do antes, que se projecta uma e outra vez para o depois em saltos “quânticos”, que nunca está no agora, no hoje; no que importa; se é que importa!.. E passamos o tempo importando formas e fórmulas que nos preparem para o que há-de ser (martirizados pelo que foi); e deixamos de ser; porque nos esquecemos de ser-agora…
Neste tempo de renascimento, de (re)união, de (re)esperança que é o Natal, talvez devamos tentar o Aqui. Deixar o ontem (sem o esquecer) e o amanhã (sem o perder!) e: parar. e esperar. e valorizar. o outro. que sou eu. também…
E no presente, o melhor presente é estarmos presentes na Vida; e na vida de todos aqueles que nos consideram. É estarmos presentes nas relações (e nas ralações) de todos os que gostamos. E de quem não gostamos tanto! Mas isso… é somente isso. Que é tudo, ou quase!..
Boas Festividades.
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
Sugestão de leitura
Anders reflexiona o seu tempo- intimamente ligado ao Holocausto- e como as monstruosidades do passado se podem repetir na ausência de respeito, compaixão e responsabilidade...
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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
Reditos
Numa sala onde as pessoas defendem, unânimes, uma conspiração de silêncio, uma palavra de verdade soa como um tiro de pistola- Czeslaw Milosz
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quinta-feira, 8 de janeiro de 2026
Coisas da Vida
Sra. Piedade
Depois do falecimento do seu marido Sr. José Bragança em Novembro, eis que parte a Sra. Piedade. Mulher simpática, afável e comunicativa. Vila Mendo cada vez mais pobre. Aos filhos Cristina e Joaquim, os nossos sentidos pêsames.
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terça-feira, 6 de janeiro de 2026
esperar o Esperar
(Publicado originariamente na edição do Jornal A Guarda do dia 4 de Dezembro)
O pensamento da humanidade (pelo menos o ocidental) está profundamente ancorado à morte de Cristo (e de Sócrates). No nosso inconsciente colectivo ecoa seminalmente esse momento, esses momentos de sofrimento do Criador- também ele criado- às mãos da criatura: o Homem. Considerando metaforicamente a jornada da humanidade balizada entre a Sexta-feira (da Paixão), o Sábado e o Domingo (da ressurreição), encontramo-nos na longa caminhada do dia de Sábado; aprisionados entre a dor, as desgraças, as ignomínias que ocorrem a todo o tempo e em todo o tempo- que é Sexta-feira- e a Utopia (?) do Domingo em que todas as nossas aspirações e preocupações, efabulações e manifestações de toda a índole já não terão lógica ou necessidade pela realização plena com Ele.
Esta tal longa caminhada de Sábado em que nos encontramos, é caracterizada por um longo esperar. Uma espera nesse Domingo que há-de vir (e com ele o sonho da libertação, do renascer, dum tempo de felicidade total), mas que nunca chega; e nos desespera e nos angustia e nos revolta. Um estado contínuo de desilusão com que somos assolados por não chegarmos… E uma paciência aflora, ou tem de aflorar para que o imenso Sábado se não eternize e se veja o vislumbre do Domingo. Todas as nossas apreensões, figurações, representações… no puzzle da imaginação (?) metafísica ganham (algum) sentido com essa paciência que emerge, talvez, a partir da arte e das artes como tal, que nos permite suportar o sofrimento, a solidão, a perda inexplicável ao longo de todos os tempos, como seres simplesmente humanos. E não mais; Mas, não menos do que isso…
E esta espera exige. Exige silêncio e atenção. Exige uma constante e dura luta mental: onde os pequenos pensares supérfluos e inúteis (?) dominam amiúde o pensamento e, não raras vezes, a acção. Talvez, tenhamos de esperar pela Palavra, por outra (?) Palavra (de Deus) que ainda não foi dita; ou se dita, ainda não escutada- muito menos compreendida: se calhar, porque a linguagem humana ainda a não consegue proferir… e esperá-la no silêncio do mundo, surgido a partir do silêncio de nós. Trabalho árduo e desgastante, portanto.
Num tempo de apressamento voraz que não se satisfaz, se impacienta e não se silencia com nada nem com tudo; teremos de querer compreender o todo (como se tal fosse possível!) para que o Sábado seja uma simples (complexa) passagem- que é (?). Teremos de voltar a colocar a espera no nosso querer. Teremos de esperar o Esperar: para que a Sexta-feira seja pretérito mais-que-perfeito; o Sábado pretérito; e o Domingo, presente eterno…
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sábado, 3 de janeiro de 2026
terça-feira, 30 de dezembro de 2025
Reditos
Tenho momentos de melancolia, dos quais apenas consigo sair através da reflexão- Hannah Arendt
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segunda-feira, 29 de dezembro de 2025
terça-feira, 23 de dezembro de 2025
Sugestão de leitura
Se queremos compreender o mundo e até a nós próprios, a bíblia é aquele horizonte onde histórica e culturalmente nos inscrevemos. O cardeal Tolentino Mendonça, demonstra-nos e explica-nos isso mesmo de forma clara, simples, mas com uma profundidade de realçar.
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2025
Reditos
Não se trata de impôr ao texto (Bíblia) a nossa capacidade finita de compreensão, mas de se expôr ao texto e de receber dele um eu mais vasto- Paul Ricoeur
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segunda-feira, 15 de dezembro de 2025
sexta-feira, 12 de dezembro de 2025
quarta-feira, 10 de dezembro de 2025
terça-feira, 9 de dezembro de 2025
Gentes de Cá
Augusta; João; Cristina; Rodrigo; Quim; Júlio; Acácio; Luís Filipe; Maria dos Anjos; Manuel Joaquim; Tó Terras; Vanessa
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sexta-feira, 5 de dezembro de 2025
o Homem criador (e o Criador)
(Publicado originariamente na edição do Jornal A Guarda do dia 20 de Novembro)
Talvez o Homem seja profundamente complexado; que advém (?) de impulsos, ou de um impulso (inconsciente) de provar e de se provar como ser arquitector, construtor, fazedor face à sua condição de criatura, portanto criada e feita. E, por tal, busca e deseja ardentemente por todos os meios ser fazedor; criador, porque não se criou, não se originou a ele próprio. Será essa a causa da instabilidade urgente e sempre presente e sempre pungente do mundo? No fundo, uma desenraização com que somos assolados e atolados e dela nãos nos podemos livrar como humanidade; ou podemos? Uma instabilidade (já enraizada) que culmina, uma e outra vez, nas maiores desgraças, nas maiores monstruosidades ao longo da história.
Nesta “complexação-instável” (que será também uma vergonha-enredada) a técnica- a tecnologia agora- assume, ou poderia ou quereria assumir, porventura, um papel de estabilização no pensamento-acção do Homem. E consegue-o?
Talvez na tentativa de compensar e ultrapassar esse complexo, a humanidade tem utilizado a técnica e a tecnologia a uma escala que, hoje, está num patamar tão incrível que no amanhã será imensurável. A quantidade de dispositivos e produtos tecnológicos associados que nos auxiliam, quiçá sejam uma forma de o Homem se compensar a ele próprio pela sua não participação no surgimento primeiro; por não se ter planeado a ele mesmo e à sua natureza, a partir da razão… E se muitas vezes a tecnologia nos ajuda e nos permite a tal estabilidade, globalmente e numa análise mais fina, mais funda, ela é (também) responsável pela desestabilização do mundo (que já esteve mais longe de ser absoluta). Nessa perspectiva, como que nos diluímos nos artefactos criados. E deixamos de ser nós sem nunca sermos os artefactos. Ficamos como que numa terra de ninguém, num limbo sem referências ou inferências que nos respaldem como seres simplesmente (!) humanos.
Se atentarmos, por exemplo, na inteligência artificial tão premente e tão preocupante pelas possibilidades que (já) se vêem e pelas imensidades que se antevêem, há como que um paradoxo-primeiro: a inteligência artificial- a coisa criada, chamemos-lhe assim- torna-se criadora. Ora, se ecoa seminalmente no inconsciente da humanidade uma vergonha, pela nossa natureza não fabricada pela razão; e se sempre quisemos ultrapassar (até mesmo “matar”) Deus- o Criador- agora, criamos uma coisa que nos vai recriar. Nunca conseguimos fugir da sombra do Criador e na ânsia de lhe escaparmos originamos algo que vai suplantar quem lhe deu origem (o Homem): a criatura supera o próprio criador, algo que o Humano nunca conseguiu com o seu Autor… Será que à conta de tal, iremos assistir num amanhã a que a Criação origine uma reCriação que se tornará descriação- total, fatal?
Não sabemos bem o que nos espera, mas já sabemos o que nos desespera: o pensar na possibilidade do ser humano na Criação (portanto no mundo de todos os seres vivos) ser um seu excesso! E como tal, os excessos tendem a ser eliminados. E o que nos angustia ademais, é prever/saber que será o excesso a eliminar-se a si mesmo, em movimentos-evoluções autofágicos… Tormento rumoroso no silêncio de nós.
Pessimismo azucrinante? Eventualmente. Mas ainda e sempre com uma esperança ardente de que o Criador (se for o caso) “compareça” e se compadeça…
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quarta-feira, 3 de dezembro de 2025
terça-feira, 2 de dezembro de 2025
segunda-feira, 1 de dezembro de 2025
sexta-feira, 28 de novembro de 2025
quarta-feira, 26 de novembro de 2025
segunda-feira, 24 de novembro de 2025
Reditos
Fazer o bem sempre e em silêncio- Teresa de Saldanha
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sexta-feira, 21 de novembro de 2025
quarta-feira, 19 de novembro de 2025
Sugestão de leitura
O Astérix é sempre um clássico a ler. Desta vez a história passa-se na nossa Lusitânia. Se é verdade que aqui estão espelhados bastantes clichés, não nos envergonham ("ó pá"); até porque como povo somos tudo isso e nada disso. A piada inteligente, a ironia (e a auto-ironia) mordaz estão lá, e bem. No final, queremos (e cremos!) mais e ficamos... com Saudade... do que foi e com fome do que há-de vir!
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segunda-feira, 17 de novembro de 2025
sexta-feira, 14 de novembro de 2025
o Homem e a(s) Ausência(s)- Pe. Zé- Pe. Quim Tó- Tiago
(Publicado originariamente na edição do Jornal A Guarda do dia 23 de Outubro)
A vida é princípio do fim. Fim que é princípio para aqueles que acreditam na eternidade da existência.
A vida é viagem. É destino. Mas importa a viagem se não há (ou não se vislumbra) destino? Importa o destino se a viagem é incerta, dura, trágica… tantas vezes?
A vida é presença. É ausência. De facto, a humanidade anseia por presença (física- agora também virtual). Num tempo em que há um afã assoberbado e acrítico pela novidade (suposta), o homem quer estar em todo o lado a todo o momento com todos, e quer que todos a todo o momento estejam em todo o lado com ele; num excesso de presença que se impacienta, que não se reserva nem se silencia: uma presença de sucessivos presentes… eternos.
A cultura moderna quer sondar, desvelar e revelar intimamente todos os mistérios e submetê-los; agrilhoá-los por meio do conhecimento… total, por meio de uma racionalidade… total- optimista. Uma cultura de Presença, do revelado por oposição à Ausência e ao velado. Como o modelo de racionalidade absoluta não conseguiu (consegue) resolver os principais problemas da humanidade, nem muitos dos seus mistérios, estaremos agora numa cultura de pós-modernidade- pessimista. Sem saber onde se deve ou pode respaldar. E esta mesma cultura que celebra a presença e aquilo que é manifesto coloca de novo a hipótese do invisível, do mistério, do intocável, do insondável, do não revelado … mas não necessariamente Deus nem a cosmovisão que Ele propõe (e a religião impõe); antes microvisões, pequenas narrativas locais, fortemente identitárias, incoerentes e inconsequentes, não raras vezes. Por tal vivemos debaixo destas duas realidades concomitantes: a Presença e a Ausência (complementares e antagónicas ao mesmo tempo).
A própria religião (cristianismo) está fortemente ancorada na Presença- divina (são disso exemplos os sacramentos) e tem dificuldade em falar da ausência e do seu sentido; até porque Deus é, ou pelo menos também é, Ausência. Num tempo em que há uma ausência de sentido e nada faz sentido (o que ajuda e justifica- racionalmente- ao cometimento das maiores atrocidades e desumanidades) era importante que a religião (pese embora tenha sido e seja uma, ou mesmo a maior fonte de sentido existencial nas sociedades) propusesse um sentido para a Ausência. Um sentido para o silêncio… da Ausência! Um sentido para a presença da palavra silenciosa… de Deus (?).
A ausência, e particularizando nas nossas experiências vivenciais e entendida aqui e agora como a falta de; desaparição de; separação de… revela-se algo custoso, sofrido… sem sentido! Somos seres profundamente relacionais. O desaparecimento de alguém importante, que connosco comungou de tantos momentos e de todos os momentos (bons e nem tanto), congrega em si mesmo um acto de profunda reflexão, de uma funda inquietação que nos leva a uma terrível, quase que terrorífica pergunta: Porquê? De resposta nenhuma. E fazemos outra: Para quê? De vislumbre nenhum. E acabam as perguntas… sem acabarem, nunca.
Também aqui precisamos do sentido para a ausência. O que nos leva a mais perguntas: Onde? Quem? Como?.. De resposta sumida. E acabam as perguntas… sem acabarem, nunca.
Foram três os amigos que, mais ou menos recentemente, nos deixaram: o Tiago Gonçalves de Vila Mendo, amigo de sempre, em 2020 aos 36 anos; o Quim Tó, amigo de há tanto, em 2023 pelos 50 anos; e o Zé Dionísio aos 58 no mês passado. Com a morte do Pe. Zé revivemos na tristeza profunda (mas paradoxalmente também na alegria das memórias que permanecem vivas e vividas) os outros dois irmãos: um exemplo de pessoa e de padre, sempre solícito e importado com os demais. Conheci-o em pequeno no seminário do Fundão e até ao pretérito e fatídico dia 13 de Setembro fez o favor de me (nos) distinguir com a sua amizade sincera e presente e contagiante e… Aquilo que dizia nos seus últimos dias de padecimento é revelador e avassalador: “Não tenho medo de morrer, sei que vou ressuscitar”. Exemplo de fé e de dádiva. Entre muitas e variadas actividades, em que deu corpo e alma, salientam-se os Encontros de Liturgia em muitas comunidades da Diocese; e a Escola de Música Sacra no Seminário da Guarda: dois exemplos de evangelização de proximidade- feita com método, propósito e substância- frutuosa (que pude testemunhar por dentro). Uma perda irreparável. Três perdas insupríveis. Três homens bons.
A eles, à minha querida mãe e às contínuas gerações de Vilamendenses que fizeram Vila Mendo e me, e nos fazem (ainda agora)- Nós…
A todos os que se amargam e se consomem com a(s) ausência(s)…
Ausência: presença-sofrida-silenciosa!
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terça-feira, 11 de novembro de 2025
segunda-feira, 10 de novembro de 2025
quinta-feira, 6 de novembro de 2025
segunda-feira, 3 de novembro de 2025
Coisas da Vida
Aos 79 anos, faleceu o Sr. José Bragança. Homem
discreto, sereno, sempre prestável e amigo. Vila Mendo fica mais pobre. Residente em França desde há muito, vai ficar para a eternidade em Vila Mendo (Vila Fernando). O funeral é hoje pelas 14h.
Aos filhos Cristina e Joaquim, à sua esposa Piedade os nossos sinceros pêsames.
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sexta-feira, 31 de outubro de 2025
quinta-feira, 30 de outubro de 2025
segunda-feira, 27 de outubro de 2025
quinta-feira, 23 de outubro de 2025
Retalhos da Vida
O Outono e as suas cores e os seus sabores. Apanham-se as castanhas: conforto do corpo e reconforto da alma; manifestos nos convívios que advirão necessariamente- pilares de resistência, de persistência, de permanência nestas Terras Interiores...
Retalhos da Vida... em Vila Mendo.
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terça-feira, 21 de outubro de 2025
Reditos
A linguagem vive apenas do silêncio- Merleau-Ponty
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sábado, 18 de outubro de 2025
quarta-feira, 15 de outubro de 2025
segunda-feira, 13 de outubro de 2025
sexta-feira, 10 de outubro de 2025
a Guarda e as candidaturas autárquicas
(Publicado originariamente na edição do Jornal A Guarda do dia 25 de Setembro)
Tentar analisar as candidaturas autárquicas à Câmara da Guarda com traços de não parcialidade afigura-se complexo e com poucos, ou nenhuns, laivos de completude. Aspirar à imparcialidade absoluta é, no mínimo, inglório (no máximo despropositado). As convicções e as percepções; as suposições e as motivações; as ambições emanadas das nossas imperfeições; o conhecimento e as afinidades mais ou menos próximas- independentemente de intencionalidades- conduzem-nos (até inconscientemente e quase que imperceptivelmente) ao deixar entrar nas nossas boas graças Este ou Aquele; Isto ou Aquilo (e o seu contrário, também)
Portanto esta tentativa de análise-equidistante enferma duplamente: primeiro, da sua quase impossibilidade que advém da sua natureza própria; depois, pela consciência dessa mesma impossibilidade… Ainda assim, arrisca-se um pequeníssimo exercício de uma análise muito geral com alguma profundidade (!) em contraponto a uma análise muito específica que seria, por certo, superficial… outros o farão, decerto, melhor. E é um exercício de mais perguntas do que respostas em que talvez, no máximo e por essa - e só por essa- via, se tentam dar à compreensão (ou pelo menos à reflexão) algumas incompreensões.
Quando se olha para as diversas candidaturas e ao sem fim de candidatos a qualquer coisa, aquilo que nos sobrevém ao pensamento é: porquê estas pessoas? Porquê estas e não aquelas? Que critérios, que nuances determinaram a sua escolha, e que critérios foram determinantes para a escolha de quem escolhe? No fundo, quem escolhe os escolhidos e quem escolhe o que escolhe (na suposição que que é o cabeça de lista que opta pelos demais)? Foram decisões pensadas e previstas e planeadas de acordo com uma visão estratégica e estruturante para a Guarda?
De facto, e tirando o actual Presidente da Câmara Sérgio Costa de quem já se sabia da sua intenção de se reapresentar a eleições, as candidaturas, presume-se, desenhavam-se muito diferentes há tão somente três meses atrás. E há seis meses as conjecturas ainda seriam outras, e antes o mesmo. Parece que- de forma transversal- foram feitas e preparadas sem o tempo que este tempo (da cidade) exigiria. Talvez tenham sido estes os designados, face às circunstâncias e às urgências… Fica a sensação de que numa fase anterior (ou até posterior!) muitos dos candidatos seriam outros: calharam a ser estes!
É este calhar (de que não nos podemos livrar sempre, é certo!) que neblina a nossa Guarda e a sua afirmação e o seu despontar como comunidade verdadeiramente comum… uma comunidade que caminha a passos largos para algum tipo de polarização que não augura futuros fáceis pelos presentes já extremados no nós os bons e sabedores, vós os maus e insipientes; de que as redes sociais se alimentam vorazmente, deixando-nos um pecúlio de intolerância patente e maldade latente.
Os políticos que são agora indicados para tentarem ser eleitos nas eleições, deixaram e deixar-se-ão ser escolhidos, portanto resta-lhes só (que é muito) trabalhar para o bem-comum: simples. complexo. doído. desafiador. recompensador. Os outros políticos não são inimigos; são apenas adversários (e basta). Trabalhem- e trabalhemos todos- em genuína cultura democrática e não maldizente nem fortemente adjectivadora… Esperança utópica? Quiçá! Mas é a esperança que confirma a nossa presença no mundo. A vida, sem esperança, é? E que elites esperamos- para tal? As elites na Guarda são? Operam? Na sombra? E outras indagações afloram ao pensamento sem que as respostas se deixem entrever…
Nota: o Acácio Pereira de Vila Mendo, portanto um Vilamendense e amigo de sempre, é candidato a presidente à Junta de Freguesia da Guarda. Uma palavra de reconhecimento, independentemente dos resultados próximos. Que seja exemplo do atrás aludido.
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quarta-feira, 8 de outubro de 2025
Vila Mendo On Tour- Aveiro
Passeio Moliceiro
Degustação ovos moles
Salinas
Museu Marítimo de Ílhavo
Museu da Vista Alegre
Museu de Santa Joana
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