domingo, 10 de dezembro de 2017

Tradição e Memória: Cozer do Pão no Forno Comunitário

 O Fazer do Pão
 O almoço a ser preparado
 Os biscoitos a serem preparados
 O Cozer do Pão
Momentos, fora do Forno Comunitário com o vereador da câmara Sérgio Costa
 O almoço
 À tarde a confraternizar, com o deputado nunicipal Arquitecto Carreira
 A entrega do Pão pelas casas
O jantar

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Tradição e Memória: Cozer do Pão no Forno Comunitário

No próximo Sábado, dia 9, vamos cozer o pão. As mulheres, que dominam a arte, irão amassá-lo e cozê-lo pela manhã. Pelas 13h almoçaremos e durante a tarde faremos a distribuição do pão pelas pessoas de Vila Mendo.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

1000 mensagens

Esta é a milésima mensagem colocada neste blogue; nada de especial, diga-se, mas ainda assim um número interessante. Desde Abril de 2009, temos tentado promover as gentes e as dinâmicas de Vila Mendo para memória futura (e, em muito menor escala, a região). Assim desejamos continuar.

sábado, 2 de dezembro de 2017

A Lareira

Estes dias, entorpecidos pelo frio gélido, convidam à singileza altaneira das lareiras onde o lume aquieta os pensamentos mais obtusos, onde discorrem palavrosas conversações a um ritmo, não raras vezes, desconcertante polvilhadas por lautos silêncios... revigorantes.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Dia de Santo André

Hoje é dia de Santo André (padroeiro de Vila Mendo) e, como tal, celebra-se a Eucaristia pelas 19h.
Também é o dia em que os mordomos antigos dão lugar aos novos nomeados na Festa em Agosto. Assim o Tiago Gonçalves e o José Manuel Gomes dão lugar ao Telmo Conde, à Elisabete Santos e ao Ricardo Soares.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Momentos

                   A prova do presunto

domingo, 26 de novembro de 2017

Casa da Sagrada Família da Guarda

Comemoraram-se ontem os 150 anos da Casa da Sagrada Família, instituição que acolhe crianças e jovens em risco e tem a valência de CATL. Dirigida pelas Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena, continua a "fazer o bem sempre" como preconizou a sua fundadora Teresa de Saldanha. De forma discreta e, muitas vezes, em silêncio ajudou e ajuda inúmeras pessoas. Que continue a sua acção por muitos anos.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Momentos

Victor, Mário, Tó, Costa
Em Lisboa, num sítio em que o custo da cerveja é "proibitivo"...

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Momentos

Atrás: João e José"Marta"
Zé, Quim, Zé "Albino"

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Actividades próximas

No dia 16 de Dezembro faremos o Jantar de Natal.
Dia 9 de Dezembro faremos o Tradição e Memória: Cozer do Pão no Forno Comunitário.
( No dia 26 de Novembro haverá a prova do presunto da matança do ano anterior).
Quanto ao Encontro Micológico, e porque não há cogumelos devido ao tempo, teremos que, provavelmente, o cancelar.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Tempos... idos

Família Corte Gonçalves, família Pissarra e família Carreira em finais da década de 80, à porta da capela na comemoração dos 50 anos de casamento do Sr. António Pissarra e da Sra. São, à esquerda; atrás deles o Sr. Isidro Carreira e a Sra. Rosa Marques: era pároco o, já falecido, Padre Tó Maria, de barbas na fotografia. Ao centro a Sra. Maria Marques. À direita a Sra. Lídia Corte e o Sr. Zé Gonçalves ( mais conhecido por Zé Marques).
Como mudaram os tempos... como mudam as pessoas...

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

"Onde vais ó Sopeira"- recolha popular

Andava na 3ª ou 4ª classe (não sabe precisar) e invariavelmente depois da escola passava por casa da sua bisavó Purificação Lopes para entretida e paulatinamente transcrever os versos, as quadras e os poemas; as lenga-lengas, as rezas e as estórias para um caderno que guarda religiosamente, mas de que já não encontra uma parte, embora a procure furiosamente uma e outra vez. Recorda com uma saudade nostálgica esses momentos... recorda a ternura e a paciência com que a bisavó esperava que ela escrevesse tudo... recorda as explicações às palavras que não compreendia e que ela aturadamente explanava... Falamos da Paula Pereira que nos deixa, hoje, "Onde vais ó Sopeira".

- Onde vais ó sopeira?
Que vais tão apressada
Para que te apressas tanto
Para ganhares pouca soldada

- Que importa ao senhor que eu vá
Depressa ou devagar?
Com esses seus elogios
Pouco pode aproveitar
E se quer saber o que eu ganho
É deitar-se a adivinhar.

- Não lhe falo com interesse
Não seja tão caprichosa
Eu sou dos mais inocentes
Dessas faces cor-de-rosa
A pena é seres bonita
E não seres mais atenciosa.

- É pena, sou assim mesmo,
E não me tenho achado mal
Guardando o melhor para mim
Que é o vaso principal

- Que mal fiz eu a essa gente
Somos todos rapazões
Segurança da cidade
E guarda dos meus patrões
Se eu não sou rapaz catito
Olha-me para estes botões.

- Eu não sou das que me iludo
De falsos botões dourados
Mal vistos de toda a gente
E do povo ameaçados-

- Oh sopeira “endiabrada”
Já me estás a decompor
A culpa tive-a eu
Em te eu contar o meu amor.

- Se esse amor não é impostor
Vamos fazer um partido
No fim de acabar o tempo
Venha então falar comigo
Que eu lá digo aos meus patrões
Que há-de ser o meu marido.

- Vamos “pregões” arranjar
E a deita-los à igreja
Para nos irmos receber
Aonde toda a gente veja.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Momentos

Em primeiro plano: Henrique Nascimento e Catarina

sábado, 11 de novembro de 2017

Magusto em Vila Fernando

A comissão de festas de Vila Fernando organiza, amanhã, um Magusto no Adro da Igreja, pelas 15h30.
Esta iniciativa conta com o apoio da ACR Vila Mendo.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Coisas da Vida

José Soares Gregório
Faleceu na noite de sexta-feira o Sr. José Soares. O funeral realizou-se ontem. Tinha 71 anos.
À esposa, Sra. Ana Maria, aos filhos Quim e Carlos, aos netos Ricardo, Rita e Rafael os nossos pêsames sentidos.
Homem de acção, trabalhador incansável, amigo da comunidade. Há 7 anos, foi-lhe diagnosticada uma doença grave; deram-lhe poucos meses de vida. Resistiu estoicamente até agora. No último mês sofreu muito.
Vila Mendo ficou mais pobre.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Vila Mendo On Tour- Casa dos Patudos

Na Casa dos Patudos em Alpiarça. Inaugurada, como Museu, em 1960. Pertenceu a José Relvas (conhecido por declarar a implantação da república em 5 de Outubro de 1910). A arquitectura é de Raúl Lino que assina muito do mobiliário. Recheada com uma rica e vasta colecção composta por pintura, escultura e artes decorativas. Na pintura destacam-se nomes como Silva Porto, José Malhoa, Columbano Bordalo Pinheiro e Constantino Fernandes, para além de outros pintores estrangeiros. Na escultura destacam-se Soares dos Reis, Teixeira Lopes, Chapu, Mercié e Frémiet.
Aconselha-se vivamente a visita a este Museu.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Encontro Micológico

Tínhamos previsto o Encontro Micológico para este fim de semana, mas como a chuva tem sido pouca não há míscaros, cogumelos, pelo que iremos adiá-lo até que haja condições favoráveis.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Dia de todos os Santos

A Eucaristia e romagem ao cemitério, em Vila Fernando, é às 11h. No Adão, a Missa é às 12h30.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Ida à lenha

 Ida à lenha no dia 15 de Outubro. Um agradecimento especial ao Sr. António Carreira e à Sra. Lurdes Neta por nos terem dado a lenha pelo segundo ano consecutivo. Bem hajam.



sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Vila Mendo On Tour

Todo o grupo no Castelo de S. Jorge em Lisboa

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Vila Mendo On Tour- 2º dia

 Ainda no primeiro dia, a chegada à Pousada da juventude de Lisboa e subsequente jantar partilhado 

 Num bar qualquer, à noite
 Umas ginjinhas, de manhã, antes da subida ao Castelo de S. Jorge

O almoço na Pousada
 À tarde, alguns aproveitaram para conhecer melhor Lisboa nos tuck-tucks 

O jantar em Penacova no Aires dos Leitões

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Vila Mendo On Tour- 1º dia

 Uma pausa a meio da manhã em Vila Velha de Rodão.
 Na Reserva do Cavalo Sorraia em Alpiarça. Um espaço muito agradável.
 Além do Cavalo Sorraia, a Reserva tem várias outras espécies de animais.
 O almoço também na Reseva.
 Na Casa dos Patudos, Museu de Alpiarça, legado de José Relvas a quem pertencia também a Reserva e que ele deixou ao município. Aconselha-se vivamente a visita a este museu.
Na Adega Cooperativa de Alpiarça, Coopvinhal.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Aprender os números a cantar

 Andava na 3ª ou 4ª classe (não sabe precisar) e invariavelmente depois da escola passava por casa da sua bisavó Purificação Lopes para entretida e paulatinamente transcrever os versos, as quadras e os poemas; as lenga-lengas, as rezas e as estórias para um caderno que guarda religiosamente, mas de que já não encontra uma parte, embora a procure furiosamente uma e outra vez. Recorda com uma saudade nostálgica esses momentos... recorda a ternura e a paciência com que a bisavó esperava que ela escrevesse tudo... recorda as explicações às palavras que não compreendia e que ela aturadamente explanava... Falamos da Paula Pereira que nos deixa, hoje, "Aprender os números a cantar".
O número um estava a dormir,
O dois a dormir também.
Foi chamar o três a Belém,
O quatro não quis lá ir.
O cinco começou-se a rir,
Do seis tocar alvorada
O sete com muita força armado
Mete o oito num castelo.
O nove foi-se queixar ao Melo,
No dez deu uma facada.
O onze com uma bebedeira
Ao doze rogou uma praga.
O treze deu uma descarga
No catorze por brincadeira,
O quinze com tal cegueira
Chamou pelo dezasseis zangado.
O dezassete todo escamado
Do dezoito não querer falar
O dezanove com vontade de dar
O vinte que estava deitado
Vinte e um toca a rabeca
Vinte e dois o cavaquinho
Vinte e três é o careca
Mete o vinte e quatro num cantinho
Vinte e cinco paga o vinho
E o vinte e seis lá lhe o mando.
O vinte e sete petisca o frango
O vinte e oito faz o que quer
Vinte e nove toca a saltar
E o trinta baila o fandango.
O trinta e um é merceeiro
Trinta e dois augadeiro
O trinta e três é taberneiro
O trinta e quatro não tem dentes
Trinta e cinco toca os tranquetes
E trinta e seis é seu criado.
Trinta e sete todo admirado
Do trinta e oito jogar barra
E o trinta e nove toca guitarra.
E o quarenta bate o fado.
Bate o fado, bate o fado, bate o fado com franqueza,
eu já ouvi bater o fado, nas quatro quinas da mesa. 

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Incêndios- Dias infernais

 O reacendimento pelas 2h da manhã de Terça-feira
 À espera dele na Quinta de Monte S. Pedro, entre o Adão, Santa Ana e Vila Mendo. Era essencial não passar desta zona, doutro modo teria ido para Vila Mendo, Monte Carreto, Vila Fernando, Quinta de Cima, Ordonho...
 Estas e outras pessoas foram fundamentais para que o fogo fosse dominado; muitas delas andavam há 24h sem dormir ajudando nos incêndios de Domingo em Albardo, Quinta de Cima e Adão. A eles um muito obrigado.
De manhã, ao longe... ainda na esperança que fosse extinguido brevemente.
(Um dia destes, uma descrição mais pessoal destes dias... negros)


terça-feira, 17 de outubro de 2017

Incêndios

Aqui um reacendimento às 2 da manhã na zona da "Queimada". Se não o tivéssemos atalhado teria ido ter a Vila Mendo, Monte Carreto... A esta hora, o fogo na Demoura, Pisão na Santa Ana lavrava com grande intensidade.
Amanhã descreveremos como vivemos este dia infernal.

sábado, 14 de outubro de 2017

Poemas Soltos

 Andava na 3ª ou 4ª classe (não sabe precisar) e invariavelmente depois da escola passava por casa da sua bisavó Purificação Lopes para entretida e paulatinamente transcrever os versos, as quadras e os poemas; as lenga-lengas, as rezas e as estórias para um caderno que guarda religiosamente, mas de que já não encontra uma parte, embora a procure furiosamente uma e outra vez. Recorda com uma saudade nostálgica esses momentos... recorda a ternura e a paciência com que a bisavó esperava que ela escrevesse tudo... recorda as explicações às palavras que não compreendia e que ela aturadamente explanava... Falamos da Paula Pereira que nos deixa, hoje, Poemas Soltos:

Cantigas são meninices
Palavras dadas ao vento
Quem se leva em cantigas
É falta de entendimento.
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A folha do castanheiro
É recortada como a renda
Rapaz quando te casares
Procura mulher, não fazenda
Porque a fazenda é um dote
E a mulher é uma prenda.
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Quando eu nasci chorava
Com pena de ter nascido
Parece que adivinhava
Que o mundo estava perdido.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Ida à lenha

Domingo, pelas 09h, iremos à lenha. Quem quiser ajudar...

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Momentos

Momentos... simples e parcimoniosos... momentos...

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Poesia popular- "Mariquinhas Costureira"



Andava na 3ª ou 4ª classe (não sabe precisar) e invariavelmente depois da escola passava por casa da sua bisavó Purificação Lopes para entretida e paulatinamente transcrever os versos, as quadras e os poemas; as lenga-lengas, as rezas e as estórias para um caderno que guarda religiosamente, mas de que já não encontra uma parte, embora a procure furiosamente uma e outra vez.  Recorda com uma saudade nostálgica esses momentos... recorda a ternura e a paciência com que a bisavó esperava que ela escrevesse tudo... recorda as explicações às palavras que não compreendia e que ela aturadamente explanava... Falamos da Paula Pereira que nos deixa, hoje, a Mariquinhas Costureira:



- Mariquinhas costureira
Tão bem sabe costurar,
Dá o ponto miudinho
Já me cá está a agradar
Se me fizesse uma camisa
O pano lhe ia comprar.

-  Vá comprá-lo senhor Eduardo
Eu sou nobre, ganho dinheiro,
Para a fazer ao seu gosto
Diga como a quer primeiro.

- Eu quero-a à moda de caixeiro
Bem sabe a minha oficina
Sabe que na minha loja
Que é a obra muito fina
Sabe que no lugar onde eu estou
Sou mirado por muita menina.

- Senhor Eduardo,
Ensine-me a doutrina
E a respeito de bem, não lhe dê cuidado,
O que eu sou muito careira,
Mas trabalho apurado.

- Há-de ser minha namorada
Mariquinhas já precisa
Isto foi um pé de falar
Que eu tenho lá muita camisa.

- Senhor Eduardo dá-me o riso,
Com coisa fraca não se “estrove”
O senhor Eduardo vale oiro
E eu nem sequer a cobre.

- Mariquinhas para mim é nobre
Sempre foi do meu intento
Se a Mariquinhas quisesse
Tratávamos do casamento.

- Isso não senhor Eduardo,
Isso não é para mim
Para levar á Igreja
Quer coisa igual a si.

- O que me acha de ruim
Mais valia estar calada
Decerto que andou de namoro
E de outro está escaldada.
Quando em mim vir falsidade,
Então me dará essa bofetada.
Mariquinhas dê-me um beijo
Que um beijo não é muito
Só para ver se eu vou logrando
Alguma coisa desse fruto.

- Deus me livre que eu fosse
À igreja com essa falha
Lá com respeito a beijos
Só se pedem à canalha.

- Quem me dera já casado
Que fosse amanhã ou depois
Se a Mariquinhas quisesse
Andava o carro diante dos bois.

- Isso não Senhor Eduardo,
Isso não lhe posso fazer
Temos tempo ou depois
Se nos chegarmos a receber.