quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

Sugestão de leitura(s)

(Publicado originariamente na edição do Jornal A Guarda do dia 18 de Janeiro.)

Começa um novo ano; que de novidade só a costumeira tragédia-comédia-farsa com que Portugal se nos apresenta desde quase sempre, embrenhado em crises de crises… Nada melhor então do que nos darmos ao prazer da leitura e por essa via entregar-nos, não ao esquecimento, mas ao entendimento (se tal for possível!).
Ler é um acto profundamente nosso, profundamente solitário mas, e ao mesmo tempo, profundamente relacional e empático. Ler, leva-nos para dentro de nós e (paradoxalmente, ou não) orienta-nos para fora, para o mundo, para fora do mundo. Faz-nos imaginar. Mais. Faz-nos pensar. Melhor. Faz-nos imaginar o pensar. Faz-nos pensar o imaginar. Ler, dá-nos Vida e dá-nos a vida que sonhamos (ainda que por instantes). Empodera-nos e torna-nos mais Eu… no Outro; com o Outro.
Os livros sugeridos não são os preferidos, ou os mais preferidos. São aqueles que têm mais sentido, hoje. Nem sequer ficam divididos por qualquer categoria. Apresentam-se na ordem que advêm ao pensamento, no agora; poderiam ser infinitamente outros. A excepção, o primeiro aqui apresentado, porque o primeiro lido (pelo menos na memória, de um livro lido na totalidade) em Vila Mendo, na escola primária:
Romance da Raposa, de Aquilino Ribeiro- para miúdos e graúdos. Um Aquilino que escreve e nos reescreve com a sua dureza e crueza e pureza (pungente), como em Aldeia- Terra, Gente e Bichos. Primo Levi, com os seus três livros sobre a sua experiência e sobrevivência nos campos de concentração na segunda guerra: Se isto é um Homem; A Trégua; Os que Sucumbem e os que se Salvam; que nos mostram a inumanidade da humanidade e o Mal como acção e substância. Albert Camus (entre outros escritos) Conferências e Discursos com a sua preocupação para alcançar a felicidade (ou pelo menos o entendimento) … entre povos. Domínio- de Tom Holland e o modo como o Cristianismo moldou (e molda) o pensamento ocidental e da Humanidade, de um autor que não é propriamente crente. O Dever de Deslumbrar- Filipa Martins, uma biografia de uma poeta de excelência, Natália Correia. A Entrevista- de António Vieira (ainda no princípio da leitura), uma auto-entrevista de um pensador com âmago. José Gil com o seu último livro, Morte e Democracia, não lido ainda, mas na senda de outros bons escritos deste filósofo, recomenda-se à priori. Manuel da Fonseca com o seu Cerromaior, de um realismo a toda a prova. A Segunda Guerra Mundial- de Antony Beevor, um historiador de Guerra notável. Na Banda Desenhada, Paco Roca com O Farol, O Jogo Lúgrube ou Trilhos do Acaso é uma opção recomendada. Os Astérix também. Miguel Esteves Cardoso com Amores e Saudades de um Português Arreliado, crónicas desarmantes que nos retratam enquanto povo (e pessoas). A Norte do Futuro- Homenagem poética a Paul Celan com organização e prefácio de Maria Teresa Dias Furtado, um autor desconcertante, tantas vezes imperscrutável, uma linguagem de uma radicalidade expressiva que o torna de difícil tradução. Trilogia- de Jon Fosse, leitura não-fácil mas depois de alguma estranheza, entranha-se. Qualquer livro de George Steiner, crítico literário, pensador de excelência, por exemplo A Poesia do Pensamento. Da Guarda, o incontornável Eduardo Lourenço, entre outros e o mais conhecido, talvez, Labirinto da Saudade e Nuno Montemor com Rapazes e Moças da Estrela, Maria Mim, ou A Maior Glória. Os autores recentes da nossa cidade, ficarão para outra vez quando forem lidos os seus últimos trabalhos.
Os jornais, todos (embora uns mais que outros…). Os da Guarda: Jornal A Guarda e O Interior, está claro. O Público com o seu suplemento Ipsilon, o Jornal de Letras e a revista Ler, são boas opções.
Enfim, um conjunto de sugestões que poderão interessar. Ou não.

terça-feira, 30 de janeiro de 2024

segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

Festa do Chichorro







Performance teatral

Gaiteiros da Chulada de Ponte Velha/ Concertinas Pêra do Moço
Concerto Cotovia Arisca




 

quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

Entrevista

No jornal A Guarda, entrevista do Presidente da ACR Vila Mendo, Rodrigo Costa.

 

segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

terça-feira, 16 de janeiro de 2024

Momentos

Paulo; Costa; Ricardo; Telmo Silva; Júlio; Telmo

 

sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

terça-feira, 9 de janeiro de 2024

Coisa da Vida

Aos 87 anos, faleceu o Sr. Raúl. Homem de um humor notável, contava histórias e estórias delirantes e factos interessantes que ainda havemos de aproveitar. Mais um vilamendense que parte e deixa memória.
À esposa, Sra. Ester; aos filhos, Luís, Fausto, Zé; aos netos: Paula, Sandra, Inês, Sandrina, Fernanda, Marlene e também aos bisnetos, os nossos pêsames.
Ficará hoje em Vila Mendo e amanhã, dia 10, será o funeral em Vila Fernando, pelas 13h30.

 

quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

Opiniões

Uma pequeníssima análise à situação política do país e à situação da Guarda AQUI (episódio de dia 31 de Dezembro) e Aqui no programa da RTP2- 70x7 e na Agência Ecclesia



quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

Gentes de Cá

Vanessa; Guilherme; Inês; Andreia; Catarina

 

sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

o Homem e o(s) Hábito(s)

(Publicado originariamente na edição do Jornal A Guarda do dia 21 de Dezembro.)

O Homem é um ser profundamente relacional. Existe em relação. Não poderia Existir se assim não fosse. E as relações são ralações constantes: podem ser profícuas ou improdutivas ou ambas; podem ser sinónimas ou antagónicas ou ambas; podem ser boas ou más ou ambas. Estar em relação é um compromisso pessoal e social, social e pessoal. É nesses compromissos que criamos Hábito e hábitos.
Criamos (o) Hábito (aqui entendido com o nosso modo de Ser, o estado desse nosso ser) quando nesses compromissos nos damos ao outro, recebemos do outro, quando recebemos de nós próprios. O Hábito que criamos e recriamos numa eterna (re)definição do Ser e da Substância). Na infinitude da teia de relações (nem todas produtivas, muito menos superlativas) afirmamo-nos como somos (ou pelo menos como queríamos ser), estabelecemos o modo como estamos e reorientamos o estado do nosso estado interior. Definimo-nos. E nessa definição ajudamos (contribuímos) para que o outro se defina (para melhor ou nem tanto!). As relações criam Hábito; o Hábito cria relações numa reciprocidade permanente, consequente, tantas vezes pungente.
Já a criação de hábitos (mais ou menos corriqueiros, mais ou menos estruturantes) é como que um vício que começa desde a nascença até ao último suspiro. Criamo-los por tudo e por quase nada. Criamo-los para nos sentirmos seguros, porque queremos previsibilidade (num tempo altamente imprevisível); porque queremos ter controlo e até controlar; porque o desconhecido nos afecta e nos afasta e é reconfortante pisarmos terrenos óbvios, sem as agruras do enfrentamento do velado.
Habituamo-nos aos hábitos de tal forma que até os hábitos se habituam a nós! Depois de criados como que ganham asas próprias e o criador (Eu) quase que pode deixar de ter mão na criação: a criação empodera-se e pode subjugar o criador. Não admira pois a errância que vemos em sectores vastos da sociedade, enredados que estão em hábitos pouco conducentes, que se replicam e implicam uma e outra vez (a política e os políticos são pródigos).
De facto (e decerto a outro nível), todos temos os nossos hábitos, transversais e universais. Basta pensarmos no dia-a-dia: dos mais assertivos e unitivos até aos mais inusitados e desinteressados- são as rotinas e as regras que lhe subjazem, elementais na estruturação da personalidade. Per si, os hábitos ajudam as relações e as relações ajudam os hábitos. O problema residirá na altura em que nos tornamos excessivamente dependente deles, o que terá impacto tremendamente nefasto nos relacionamentos e no relacionamento connosco mesmos: problematização idêntica àqueles que não têm hábitos quase nenhuns!
Se todos temos os nossos hábitos, pessoas há que querem, persistem em fugir deles, das rotinas; e passam a vida nisso, a inventar formas e fórmulas (consubstanciadas ou só mentais) de lhes resistir: no fundo como que uma fuga à realidade e seus ditames, pensando que ao se mudar recorrentemente de espaço e de eventos se muda de tempo- do tempo real e suas contradições, que não serão mais do que as contradições próprias. Não se apercebendo que estão a criar o hábito de mudar, de fugir dos… hábitos. E isso pode constituir a criação de um Hábito complexo!..
Os hábitos. Quem os não tem?
O hábito dos hábitos, sem habituação excessiva, sublima o Hábito!


quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

à Guarda

brame 
a luz esperançada. 
resiste 
a névoa calada,
que não queremos
do Amanhã e
Vila Mendo. há-
de luzir. à 
Guarda



 

segunda-feira, 25 de dezembro de 2023

aGuarda-te

e um alvo manto envolve e 
aconchega-
nos 
numa lisura pura. 
Altaneira, 
a Guarda 
lança a sua vetustez aos 
confins. 
Vila Mendo. aguarda- te

 

sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

Alvor

Alvoreja o dia e um silêncio enevoado atravessa as cercanias da nossa cidade alva. Vila Mendo, acobertada, aguarda pelo luzir que a Guarda lhe há- de prover.

 

quinta-feira, 21 de dezembro de 2023

Sugestão de leitura

Uma escrita muito própria; diferente; não fácil.
Vale a pena ler.

 

quarta-feira, 13 de dezembro de 2023

sábado, 9 de dezembro de 2023

a Ti, Amigo Tiago Gonçalves

(40 anos)

o silêncio 

da imorredoura 
Amizade.

abraço
Tiago. 


 

quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

o Homem e a(s) Memória(s)

(Publicado originariamente na edição do Jornal A Guarda do dia 30 de Novembro.)

A nossa identidade está plasmada na nossa memória. A nossa memória é a nossa identidade, a nossa personalidade. Somos o que somos pelo que fomos! Seremos o que somos: quando lá chegarmos, iremos ser da forma como lá chegarmos, numa continuidade ad aeternum…
De facto, só uma pequeníssima parte do nosso passado opera no nosso pensamento- pequenos fogachos e às vezes espartilhados- mas é com todo o nosso passado inteiro, indizível que desejamos, queremos e agimos. A memória define-nos e a forma como memoriamos define-nos ainda mais.
As memórias podem ser distorcidas na nossa mente, podem ser acrescentados pontos, retirados outros, alterados, misturados de forma que o lembrado pode não ter tanto que ver com o acontecido.
Amiúde, a memória lembrada corresponde às percepções (não sempre completamente objectivas) sobre a realidade dos factos, sobre como víamos o mundo nessa altura e como ele nos via a nós; corresponde, tantas vezes, à interpretação que fazemos, agora, sobre essas mesmas percepções. Como resultado, as memórias sobre os mesmos acontecimentos podem ser bastante diferentes entre várias pessoas. Conseguimos como que apagar o que não nos interessa e ressaltar o que nos convém.
Importa então sermos, ou tentarmos ser imparciais perante a nossa própria memória fazendo uma análise profunda às nossas percepções e interpretação delas mesmas. Doutro modo, pode acontecer que toda uma experiência possa ser recordada partindo de um ou poucos simples factos e submeter e subjugar todas as vivências a ele(s): afirmativa ou negativamente!
Realmente, sem as memórias e sem as histórias e sem as estórias que elas nos contam e recontam, um sem fim de vezes, seríamos uns meros viventes, ausentes da vida e quase que de vida.
Elas carregam-nos! Levam-nos e abandonam-nos. Sustêm-nos! Frustram-nos e surpreendem-nos. Orientam-nos! Dizem-nos e calam-nos. Estruturam-nos! Reprimem-nos e motivam-nos. Esperançam-nos! Desiludem-nos e alegram-nos. Vivem em nós e nós vivemos nelas.
A existência- esperançada, mas real- caminha nesta linha ténue estreita mas escorreita de perceber se são as memórias que vivem mais em nós, se somos nós que vivemos mais nas memórias; se somos nós que construímos mais (e a todo o momento) as memórias, se são elas que nos constroem mais (e a cada passo) a nós: e por tal só capazes de viver o vivido, de modo que o vivido não nos deixa viver o agora; só capazes na incapacidade de nos livrarmos das memórias- sem delas nunca nos podermos livrar completamente.
Como que uma sina, ou uma graça, as memórias revisitam-nos uma e outra e outra vez. A forma como nos condicionam depende de nós… e depende delas e… de nós (como se pudéssemos dissociar o Eu da Memória!).
Aliás ou talvez, o processo de pensamento inicia-se nas memórias; funde-as, infunde-as, projecta-as, e todo um mundo de possibilidades (reais ou surreais) se nos afigura... O pensamento será memória. A memória é pensamento.
Memória: quem a não valoriza, vive somente. A quem lhe importa, existe verdadeiramente.
Memoriemos- sem nos desmemoriar!

terça-feira, 5 de dezembro de 2023

segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

EDAJ- Vila Mendo

Rita; Élio; Ricardo; Marina; Rodrigo; Beatriz; Vanessa; Júlio; Joana; Guilherme; Inês; Afonso
A presença Vilamendense no Encontro Distrital de Associações Juvenis, e cuja Federação comemorou 25 anos de existência.

 

sábado, 2 de dezembro de 2023

Momentos

Festa de Santo André- Agosto 23

 

quarta-feira, 29 de novembro de 2023

terça-feira, 28 de novembro de 2023

sexta-feira, 24 de novembro de 2023

Portugal e a Guarda e os Arreliados

(Publicado originariamente na edição do Jornal A Guarda do dia 16 de Novembro.)

O milagre do surgimento, da consolidação e continuação do nosso Portugal enquanto estado-nação, enquanto território identitário e unitário impregnou-nos de elementos constitutivos especiais (ou pelo menos exponenciais) como Povo: no seu sentir e (não) agir.
Um desses elementos, uma dessas características- não só nossas, mas muito nossas- revela-se na inconstância constante como nos apresentamos ao mundo (e como ele se nos apresenta): com trejeitos de sapiência e excepcionalidade ímpares na sua análise e enfrentamento; revela-se na “mundidisplicência” com que que nos perdemos em múltiplos falares e poucos dizeres; e em tanto e em tanto nada:
Somos um país de arreliados!
Arreliamo-nos por isto e por aquilo; com este e aquele, com o outro e o outro e… connosco próprios. Nunca estamos bem. Se assim melhor doutra maneira, se doutra maneira já sabemos que melhor assim.
As arrelias- infinitas; os zangados- todos.
Podemos até (e como que um exercício algo inócuo, refira-se e sublinhe-se) dividir os arreliados em dois tipos: os Arreliados-de-Ocasião e os Arreliados-de-Profissão. Os primeiros (talvez os mais comuns, mas não é certo) são aqueles que se zangam em determinados momentos (e não noutros) quando o ímpeto grupal os leva a entrar na onda da arreliadice, tornando-se zelosos e bastante competentes até em tal desiderato. Mas tal como o ímpeto chega, assim se vai e os arreliamentos de há instantes dão lugar a uma disposição boa e aprazível, como se nada tivesse sido. Os segundos, esses, são mais complexos na arte da arreliagem; não dão ares da mais mínima polaridade, numa continuidade de registo mesmo em contextos mais informais. Formais, sempre, na arreliadade; não vá alguém pensar que estão a amolecer nas observâncias à sociedade e à comunidade- que vão de mal a pior, está claro! Estão em permanente arrelio e por isso são os arreliadados.
Na Guarda não seremos excepção, ainda que o quiséssemos e desejássemos (será?). Encontraremos dos dois tipos e, escarafunchando bem, encontraríamos um terceiro tipo (malfadada singularidade; ou antes confirmação da peculiaridade- dentro do portuguesismo e sua identidade- do Ser Guardense?!. Haverá mesmo uma identidade Guardense, em comunhão, mas que vá além- ou aquém!- da de Portugal?!. Bom: foquemo-nos ): os irreliados. Portanto, os negacionistas; aqueles que juram a gargantas juntas (e audíveis de sobra) que nunca se arreliam e raramente se zangam!.. que isso de arreliar é múnus dos outros, não deles que têm uma clarividência e postura acima de quaisquer arreliagionagem ou arreliajuntamentos .
Na Guarda, somos assim! Ou o seu contrário, vá!
Até pelo que vemos no espaço mediático (e ainda e sempre imediato) da nossa urbe (e ainda mais no que concerne à política- seus actores, comentadores e encorajadores- esse espaço de excelência na aprendizagem da arte e do ofício de bem arreliar, com a pompa do costume e sempre em circunstância), os Arreliados, os Arreliadados, os Irreliados andam por aí… com o pensamento e a voz continuadamente à cata de uma arreliece! Mas quem? Eu? Eu, não! Tu, sim. Nós? Jamais; os Outros, pois está bem de ver!..
Somos assim! E não poderíamos ser de outra maneira (ou poderíamos?!.)!
Que arrelia!    


quarta-feira, 22 de novembro de 2023

Céus

Ao te alcançar, o céu veste-se de cor. A cor da emoção... de te abeirarmos- Vila Mendo.

 

segunda-feira, 20 de novembro de 2023

Grentes de Cá

Mário Maria; António Júlio; João Pereira
Vila Mendo OnTour

 

sexta-feira, 17 de novembro de 2023

Magusto- Vila Fernando

Organizado pelos mordomos da Festa de S. Francisco- Vila Fernando

 

terça-feira, 14 de novembro de 2023

19º ENAJ

Beatriz; Júlio; Afonso; Rodrigo; Inês; Guilherme
O 19º ENAJ (Encontro Nacional de Associações Juvenis) em Ourem contou com a presença de uma delegação de Vila Mendo.
Comitiva da FAJDG (Federação de Associações Juvenis do Distrito da Guarda)

 

sexta-feira, 10 de novembro de 2023

Gentes de Cá

Cristina; Maria dos Anjos; Sra. Ana Maria

 

terça-feira, 7 de novembro de 2023

19º ENAJ

De Vila Mendo irá uma delegação!..

 

sábado, 4 de novembro de 2023

a Guarda e os Comentários e os Comentadores

(Publicado originariamente na edição do Jornal A Guarda do dia 26 de Outubro.)

Com certeza que a Guarda não é excepção; com certeza Portugal e todo o mundo democrático padecem duma espécie de degenerescência-informativa (e formativa) na sua essência. Se os media tradicionais e mormente as redes sociais nos permitem conhecer mais, conhecer melhor, alertar, opinar (ou pelo menos comentar) e portanto proporcionar toda uma participação activa em benefício da(s) comunidade(s); não é menos verdade que, paradoxalmente, afasta, isola e conduz a conflitos permanentes- ora inconsequentes, ora pungentes.
Tendo por base as redes sociais abertas (e suas caixas de comentários) dos jornais, rádios, blogues e etc., bem como a “opinião” de comentadores é visível um clima de crispação, de azedume, de queixinhas, de confronto, de má educação… O respeito, pedra basilar de qualquer relação- da individual à comunitária- é constantemente… desrespeitado: não há filtros, não há mediação (coisa que, pelo menos, os media tradicionais deviam fazer) e assim tudo é dito, tudo é partilhado, tudo é comentado, tudo é analisado (sem análise consistente ou coerente, tantas vezes)… mas desse tudo pouco é reflectido. Todos têm “opinião” sobre tudo e sobre todos, mas poucos se apercebem do quase nada que transmitem- a não ser um narcisismo ilimitado.
E achamos que a liberdade é (só) isto! Quando pensamos que tudo podemos dizer e tudo nos é permitido dizer e da forma que queiramos estamos a enfermar a Democracia. Estamos a cavar fossos, trincheiras, a alimentar extremismos que irão, paulatina e assertivamente, aniquilar o nosso mundo livre. É o que fazemos aos poucos com a verborreia nas redes sociais (insociais), com a saga (quase que praga) de tudo comentar e de tudo dar a conhecer sem conhecermos verdadeiramente aquilo sobre o que nos manifestamos.
Se aos anónimos tendemos a não valorá-los (até porque nem eles se valoram), aos comentadores dos diversos órgãos de comunicação pede-se que sejam isentos (não-fácil, é certo); pede-se que não caiam nos vieses cognitivos que inquinam até a análise mais lúcida; pede-se que utilizem um tom respeituoso, mesmo quando discordando em absolutidade: pensar diferente não significa conflito imanente- esses conflitos que atafulham o espaço mediático e imediato com uma enormidade de questiúnculas insanáveis pelos fartos orgulhos.
Na Guarda, pede-se aos comentadores também e isso mesmo: que não se deixem levar pela crítica desmesurada e porque sim, pelo dizer mal para a obtenção de alguma vantagem daqueles que se apoia. Pede-se que conheçam as matérias de que falam e tenham uma visão de conjunto que não esteja espartilhada em múltiplas situações isoladas. Pede-se que mantenham a contenção verbal na discordância e mesmo na concordância. Pede-se que ajudem a colocar os assuntos em contexto, que aportem soluções possíveis (pinceladas por idealismos impossíveis). Pede-se que que caminhem na esperança (real) sabendo que a adversidade espreita a cada passo. Pede-se que abracem ilusões pragmáticas num mundo de desilusões programáticas. Pede-se que se reflictam e assim nos ajudem a reflectir melhor a nós.
Pede-se tanto, que de tanto pouco importa. Sobra o resto. Que é muito!
Aos comentadores-faladores de ocasião (anónimos ou não) pede-se comedimento reflexivo e aproximativo (a vida não é a preto e branco; não tem de ser o Nós contra Vós). Aos media locais pede-se a simplicidade-complexa da informação e mediação. A todos nós, pede-se tolerância permanente e… tolerância exigente.
No fundo, e como que um desejo secreto ou aberto, como que uma “teleologia”, o que todos os comentadores quereriam era ser fazedores-de-opinião. Mas isso… está ao alcance de uns poucos eleitos (não-eleitos)!
A opinião deve andar de braço dado com o Bem-comum.
Simples. Complexo. Agora. Sempre.

segunda-feira, 30 de outubro de 2023

sexta-feira, 27 de outubro de 2023

Vila Mendo, para onde Vamos?

(Vila Mendo On Tour- Viana do Castelo)
Vila Mendo
para onde Vais? 
Será o ocaso o teu fim certo?
Serão as terras 
e as pedras 
as eiras 
e as leiras 
os caminhos 
e os ermos 
o  tudo-nada que irá perdurar?
Ficarão
somente os silêncios
ruidosos e
desilusos e
pungentes 
das gentes que partiram?  
Porque partem 
não voltam, 
porque se afastam 
não se abeiram 
estes 
filhos teus 
agora?
Morrerás?
Se morreres 
morremos-te (Contigo).
Vila Mendo
para onde Vamos?