segunda-feira, 1 de março de 2021

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Coisas... pessoais e...


Joana Amaral
- animadora sociocultural
Coisas... pessoais e (des)conexas

Uma pergunta: para onde corremos desenfreadamente?
Um sonho: ser do mundo
Uma pessoa: eu: tenho em mim um pouco de todos com quem me cruzo e caminho
Uma alegria: viver
Um pensamento: a vida é demasiado curta para ser pequenina
Uma preocupação: a nossa irresponsabilidade para com a Casa comum
Uma paixão: desporto- música
Um lugar: a natureza
Uma irritação: sentir-me controlada
Uma saudade: de quando era inocente

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Momentos

Vila Mendo On Tour 2019- Uma parte do grupo perto do Bombarral.
 

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Coisas... pessoais e...


Diogo Isidro
- mestrando em finanças na Nova SBE
Coisas... pesoais e (des)conexas

Uma pergunta: quando voltamos a uma festa a Vila Mendo?
Um sonho: ver o Benfica campeão europeu
Uma pessoa: o meu avô
Uma alegria: ver o esforço académico ser recompensado
Um pensamento: "if you fulfill your obligations every day, you don´t need to worry about the future"- Jordan Peterson
Uma preocupação: consequências económicas e sociais da atual crise pandémica
Uma paixão: Sport Lisboa e Benfica
Um lugar: Guarda- junto da família e amigos
Uma irritação: iliteracia alheia
Uma saudade: "normalidade" pré-covid

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

"JUL-GALO"

 O Aquilo Teatro apresenta AQUI o JUL-GALO com a participação de um Vilamendense.

"O Aquilo Teatro suportado nos rituais de expiação, comuns na quadra carnavalesca, e que no concelho da Guarda, de forma mais ou menos entusiástica, se consubstanciam em crenças, costumes e rituais, apresenta uma produção independente designada “JUL-GALO”. Conscientes de que o Estado de Emergência e todas as medidas adotadas para combate ao surto pandémico COVID19, são importantes e deverão ser acatadas na defesa do bem maior que é a saúde pública, o espetáculo que apresentamos será difundido, unicamente, através das redes sociais, na expectativa que este recurso cultural identitário da Guarda, chegue a todas as casas e continue a desempenhar o seu papel de expiação e catarse social e cultural. Sabemos que é na adversidade que nos devemos reestruturar e fazer mais. Enquanto agentes culturais locais, não podemos, nem queremos prescindir dos nossos direitos e deveres de participação na vida cultural da comunidade. Ficar à espera do que o futuro trará já não é mais solução. Poderemos sempre fazer algo mais do que aquilo que tem sido feito. Negamo-nos a continuar passivos, queremos apresentar soluções que se adaptem ao contexto social atual. Se cada um fizer um pouco, poderemos fazer diferente por todos e para todos."

domingo, 14 de fevereiro de 2021

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Sabedoria- Prudência- Memória

O Padre José Dionísio, a propósito do exercício reflexivo por mim feito há uns dias- Vida e(m) pandemia, envia um comentário/opinião que a seguir transcrevo: 

"O amigo Luís Soares arrisca aqui um exercício muito difícil: conseguir olhar para este tempo diferente e estranho que estamos a viver (a pandemia), analisá-lo em alguns aspectos marcantes e propor linhas de acção para melhorar aquilo que ele pensa que está errado. E isto tudo num texto bem curto. Aponta atitudes essenciais para que políticos governantes, ou de oposição, não andem de candeia na mão ‘às aranhas’ e que eles próprios não teçam esta teia presente que se pode tornar numa rede de aço que impeça audácias e “saltos de modernidade” lideradas por uma geração que já vai em duas crises maiores. Não podemos deixar-nos cilindrar pela velocidade dos acontecimentos _ e pelas notícias dos acontecimentos_ que nos invadem o quotidiano. É, já não é, já foi, já era... “Disse, sim! Não disse, nada! Está gravado! É mentira!..” Ufa!! Chega! Respeite-se a palavra “dita – escrita e falada”, como diz Luís Soares. Sejam homens e mulheres que não moldam a palavra dada, segundo as conveniências do dia. E assim se esquece o passado. E se perde a memória. E se repetem os erros do passado. Mesmo bem recente… Luís Soares fala da falta de um certo medo que eu acho que é aquele temor judaico-cristão que se diz ser o princípio da sabedoria. E bem precisamos de sábios políticos neste Portugal ferido, mas que não quer morrer. Devemos temer, sim, aqueles que são cataventos. E aqueles que gritam para terem razão. E aqueles a quem não importa muito (e facilitam legalmente) a morte de velhos e doentes, e reconhecem pouco os que trabalham pela defesa da qualidade de vida dos que produzem, mas também dos que já não produzem. 
Que a situação terrível que vivemos ajude a acção política dos que nos representam, para ser mais clara, discreta e facilitadora dos que querem trabalhar. Sejam como árbitros que não se vêm num jogo de futebol, onde podem brilhar, assim, os artistas. Premeiem-se a criatividade e os bons resultados; morte às cunhas que esmagam os melhores e nos mantêm nos últimos lugares do desenvolvimento europeu. Chico-espertos, não! Sábios, sim!! Nos políticos e em nós todos…"
                                                                 José Dionísio (padre)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Vida e(m) pandemia

Vida e(m) pandemia
espécie de Ensaio- 1ªparte

Estamos a viver um tempo histórico. Um tempo que vai (deve) ficar inscrito (espera-se). Um tempo em tudo semelhante ao de outras pandemias e catástrofes na história da humanidade, com uma diferença: somos nós (Eu, enquanto indivíduo) que o estamos a viver. Ora isto, por si só, redimensiona o problema para uma escala de importância (interpretativa) sem igual: é presente! Não é algo que se lê ou se aborda, superficialmente, no percurso académico. Mas por ser presente, paradoxalmente, quase que parece passado; a quantidade de informação difusa, profusa e confusa a todo o momento e no momento redirecciona o nosso pensamento para um caminho de esquecimento, alienação, desvalorização: tudo acontece agora, tão rápido e tão perto que já é distante- é e não é! Esta dualidade (dubiedade) de pensamento, de percepção (individual) faz com que as pessoas (colectivamente) adoptem, por vezes, comportamentos desajustados e irreflectidos que (previsivelmente) não favorecem à eliminação do problema. O medo (puro e duro) por onde as sociedades das outras vagas pandémicas se governavam e deixavam governar deixou de existir (ainda bem), sem que tal fosse substituído por algo diferenciador e profícuo- há a ideia em cada indivíduo de uma pretensa imortalidade (“a mim nada me acontece”) a que chamaria de imortalidade-frugal por não assentar numa materialização concreta de transformação efectiva, duradoura e inscrita da Vida como tal- temos a vantagem, é certo, de uma ciência avançada, embora lenta para aquilo que esperaríamos e precisaríamos no imediato. Se antes havia pouca ciência, sobrava o medo para controlar as situações, agora com mais ciência (que não basta) falta o medo; não o medo asfixiante, paralisante e opressivo, mas o medo que definiria como prudência-reflexiva-operante que nos permitiria pensar e encarar a realidade com cautela ( sem nos aprisionar numa vivência terrorífica) e capaz de planear e operar o futuro… no presente!
Nesta(s) altura(s) seriam necessárias elites políticas (económicas e culturais) que nos ajudassem, que planeassem e que executassem medidas pensadas, estruturadas e enquadradas numa perspectiva de presente-futuro ancoradas no passado; medidas transformativas, medidas que apontassem um rumo, alicerçadas nas liberdades individuais e colectivas. De facto, temos assistido a políticas erráticas e a políticos errantes (quase que uma sina desde os tempos primeiros da existência de Portugal como país) que não sabem muito bem o que fazer, dizer, logo pensar-antever. Veja-se, como exemplo, a confusão com as máscaras, vacinas, educação, justiça… diz-se uma coisa, depois diz-se que não se disse ou que se disse mas não era aquilo que se queria dizer porque o que se tinha dito já não interessa face às circunstâncias mutantes… o que conduz a outro problema que não é (só) de comunicação; é mais profundo: o valor da palavra dita- escrita e falada; se o que se diz hoje não tem valor amanhã (porque desacreditada pelos intervenientes) então não há um salto de modernidade nas mentalidades, com consequências inegáveis, imprudentes e imprevisíveis no bem-estar material, social e até identitário de um país; tudo é simplificado, desvalorizado, esquecido; e sem memória do atrás é difícil haver mudança no à frente. E Portugal está aqui: individualmente inconsciente, politicamente inconsequente. Como começar a alterar isso: valorizando, reconhecendo e assumindo o ontem; pensando e fazendo o hoje; antecipando o amanhã…

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Festa do Chichorro


2020- Encher das morcelas e chouriças
Cozer do Pão




sábado, 30 de janeiro de 2021

Festa do Chichorro

 (O ano passado) 
Hoje, seria mais uma edição da Festa do Chichorro...
 

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Casas

Portas cerradas; janelas discretas, sem assomos. A sombra apodera-se das casas esvaziadas de gente, de memória, de Vida. Durante anos e décadas e séculos, as escadas e o pátio pedregoso suportaram o peso dos pés (descalços) doridos pelo trabalho árduo e massacrante do quotidiano previsível, mas desafiante e, ao mesmo tempo, incerto, mas reconfortante pela presença dos Seus e de uma Vizinhança lidadora e presente nas agruras. O afã dos dias de outrora dá- agora- lugar a silêncios demorados e perturbadores, por vezes. Voltará a inquietude dos tempos idos? 

 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Eleições Presidenciais- Freguesia Vila Fernando

 Num universo de 478 eleitores, Abstiveram-se 330 (69,04%). Houve 2 votos em Branco (1,35%) e 4 votos Nulos (2,70%). (Fonte: Expresso)

Marcelo R. Sousa

84 votos

André Ventura

30 votos

Ana Gomes

12 votos

Vitorino Silva

10 votos

Marisa Matias

3 votos

domingo, 24 de janeiro de 2021

Afazeres

Os afazeres agrícolas não podem findar; mesmo nas circunstâncias inusitadas presentes...

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Gentes de Cá

Graça; Mariana; Sandra
(Dezembro 2019-jantar de natal)

 

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Corte de água

AVISO CORTE DE ÁGUA| PANOIAS DE CIMA, SANTANA DA AZINHA, JOÃO ANTÃO E VILA MENDO
No âmbito de trabalhos de higienização dos reservatórios do Barracão e de Santana da Azinha, a realizar pela empresa das Águas do Vale do Tejo, dia 15 de janeiro, será interrompido o abastecimento nas seguintes localidades: Panoias - entre as 09h00 e as 13h00; Santana da Azinha, João Antão e Vila Mendo - entre as 14h00 e as 18h00. Lamentamos o incómodo; a empresa promete ser breve.
#aviso #cortedeágua 

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

domingo, 10 de janeiro de 2021

Neve

Em Vila Mendo e na Guarda.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Revista do Ano 2020- Rádio Altitude

 A Rádio Altitude produziu a "Revista do Ano 2020" que dedicou ao nosso amigo Tiago Gonçalves. Para ouvir AQUI

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Dia(s)

O dia alvorece como que desalmado pelo frio cortante, amainado pela quentura do sol- distante.
O vivo remasca a palha arrecadada com lavor no tempo cálido do estio, alheio às andanças das pessoas- apressuradas. 

quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Ano Fraterno

Fim de ano; princípio de outro!
Que caminhos se seguirão? Que caminhos seguiremos? Que tribulações surgirão? Que novas irão assomar? Que contentos?.. Dubiedades que bastem para nos desassossegar, ou não...
O caminho faz-se caminhando, no convencimento de que as escolhas que consumarmos, individualmente, nos vão nortear a um desenlace mais (ou menos) jucundo. Não poderemos metamorfosear todos os caminhos, mas podemos transfigurar (para melhor) o nosso; esteando os que connosco privam na jornada da Vida. 
Vamos fazer Caminho. 
Ano fraterno!

 

sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

Entrevista ao Padre Manuel Igreja Dinis

Manuel igreja Dinis-
Padre
Pároco da nossa freguesia de 1969 a 1988, há muito que o pretendia entrevistar. Em Novembro, finalmente aconteceu. Achei por bem esperar e publicá-la agora, dia de Natal...

Quem é Manuel Igreja Dinis? 
É um simples cidadão que procura, com simplicidade, ser útil na procura de Deus servindo as pessoas. Procurei fazê-lo ao longo da vida, mas agora, com mais dificuldade porque os anos já pesam e a saúde física e intelectual vai diminuindo. 

A vocação sacerdotal foi espontânea ou algo trabalhada e amadurecida? 
A princípio, houve a ideia de poder estudar, sem negar a hipótese de ser padre, até motivado pela vivência cristã, na minha Aldeia-Natal. A vocação foi criando raízes e sinto-me feliz pelo passo dado e agradeço a Deus o Seu chamamento. 

Qual foi o percurso académico e pastoral? 
Frequentei a Escola Primária da minha Aldeia - Rochoso. 
Feita a quarta classe, entrei para o Seminário do Fundão, onde estive 5 anos. Avancei para o Seminário Maior da Guarda, três anos em Filosofia e quatro anos em Teologia. No total, são 17 anos. 
No campo pastoral, em outubro de 1965, paroquiei: Azinhal, Valverde e Peva, concelho de Almeida, durante 4 anos. Em seguida, vim para Vila Fernando, Adão e Vila Garcia, durante 20 anos. 
O Senhor Bispo D. António dos Santos requisitou-me para o Seminário do Fundão como prefeito e professor e, mais tarde, Diretor Espiritual dos alunos e professor de Português e Educação Religiosa. 
Em 1994 tomei conta pastoral da Paróquia de Alpedrinha a que se seguiram Orca e Zebras. 

Foi professor e Diretor Espiritual no Seminário do Fundão. Como encarou essa etapa? 
Quanto à função de professor empenhei-me para que os alunos gostassem da Língua Pátria. Penso tê-lo conseguido, mas quem pode responder a essa questão são os alunos e alguns eram de alta capacidade intelectual. 
Quanto à função de Diretor espiritual, procurava falar com os alunos animando-os e ajudando-os a crescer culturalmente e espiritualmente nos valores humanos e cristãos. 

O futuro da Igreja e da Religião preocupa-o? 
Claro que me preocupa e dói-me o coração quando vejo as pessoas a pensar só no material e no uso e abuso dos prazeres da vida mundana, esquecendo Deus e os valores humanos e morais. 
Quanto à Religião, pesa-me o mau exemplo que damos a começar pelos mais responsáveis e o abandono da prática religiosa. Tão necessário é o pão da Palavra e da Eucaristia, par ajudar a vencer as dificuldades da vida. A fé vivida é um bordão que nos dá certezas e forças no caminhar de cada dia. Há-de haver crises, como a que estamos a atravessar, mas Igreja de Cristo tem promessas de eternidade. 

Quando começou a paroquiar Vila Fernando a realidade política , económica e social era diametralmente diferente da de hoje. Que diferenças nota na religiosidade das Comunidades desses tempos com as de hoje? 
Sim, as realidades eram muito diferentes. Havia mais pobreza, mas havia mais amizade entre as pessoas, ajudando-se umas às outras e convivendo com mais naturalidade; politicamente, era uma ignorância quase total; religiosamente, as pessoas eram mais praticantes e tementes a Deus e menos orgulhosas. O dinheiro ajuda mas não pode resolver, por si mesmo, os problemas da vida e da morte. 

Foi responsável pelo início do Ensino da Telescola em Vila Fernando. Como avalia esse tipo de ensino à distância? Concretamente, no caso de Vila Fernando, acha que foi importante na formação dos jovens de então? 
O ensino à distância é um remedeio. No entanto, os Postos da Telescola que tinham bons professores a acompanhar os alunos, realizavam um ótimo trabalho. Além do mais, era barato para as famílias. 
Era penoso para os alunos que se deslocavam a pé para as suas terras e isso ajudou-os a darem valor ao estudo. Muitos jovens tiveram na Telescola de Vila Fernando uma tábua de lançamento para voos mais altos. Que o digam aqueles e aquelas que o frequentaram. 

Enquanto pároco, estimulou grandemente, a vertente cultural na Paróquia, mormente a nível teatral. Como recorda estas vivências? 
Naquela data, já lá vão muitos anos, havia muitos jovens e a atividade cultural era-lhes agradável. Não havia muitos convívios e aos jovens sempre agradou a convivência e a partilha de ideias. O teatro e a música cativavam os jovens e as crianças que participavam com alegria, ajudadas pelas famílias que se entusiasmavam com a atuação dos seus filhos. Foram anos de trabalho, mas de muita satisfação interior.
O meu muito obrigado aos jovens e crianças de então, agora, adultos, aos adultos de então, agora avós.
Recordar é viver e fazer memória faz parte da vida. 

Que momentos marcaram mais na sua passagem pela Paróquia? 
Certamente, foram muitos. Na vida pastoral, queria salientar a participação na Eucaristia Dominical e muitos dos cristãos deslocavam-se a pé, com muito sacrifício. As festas da Primeira Comunhão, Profissão de Fé e celebração do Crisma. As procissões no final do Mês de Maio pelas anexas. O presépio ao vivo que dividiu as opiniões, as celebrações a nível Arciprestal do Dia da Criança, passeios das crianças da Catequese no fim de cada ano e muitas outras atividades que envolviam a Paróquia.
Procurei viver a alegria do Evangelho e levá-lo às pessoas. Nem tudo foram mares de rosas! 

O seu antecessor , Padre Júlio, tem fama de ter sido bondoso e dedicado às pessoas. Conheceu-o? Que opinião tem dele? 
Conheci-o vagamente, pois faleceu pouco depois. Dele e da sua família fiquei sempre com a ideia de ser gente muito simpática, bondosa e caritativa. 

Lembra-se de alguma «figura típica» que recorde em especial? 
Lembro-me de algumas pessoas que eram figuras típicas, mas não quero falar de quem já partiu para a Eterna Morada. 

Mantém algum contacto com a nossa Paróquia e Freguesia? 
Confesso que tive sempre por norma, ao sair de pároco, não meter o nariz onde não sou chamado. Por tal razão, não sei o que se passa na Paróquia. Tenho pelo atual pároco muita consideração e tenho a certeza que faz o melhor. 

Como vê o futuro da sua terra- Rochoso? Como vê o futuro da Guarda? 
Quanto à minha Terra-Natal- o Rochoso, o seu futuro será igual ao de muitas outras Freguesias do Interior do País. Ficará reduzido a uma Quinta, onde poucos viverão. Cada vez mais, por este andar, será floresta de giestas, mato e silvas que serão matéria-prima, para futuros incêndios na mão de criminosos incendiários. Pode transformar-se em lugar de fim de vida para a terceira idade. Se assim for, nada mau. Estamos a viver o lado mau da emigração. 
Quanto à Cidade da Guarda, sempre se aguentará. O seu progresso depende do empreendedorismo dos seus filhos. 

A viver no Sabugal, como se sente por lá? 
Sim, estou aqui a viver desde outubro de 2007. A Paróquia tem uma casa confortável e dou-me bem com toda a gente. Religiosamente, acompanha os males doutras Comunidades cristãs. Há falta de disponibilidade para servir a Deus e servir os irmãos. Com esta Pandemia, que estamos sofrendo, este lado negativo ainda mais se faz notar. Esperemos dias melhores. 

Editou há pouco um livro de poesias. «Caminhando se faz Caminho» Por que razão sentiu necessidade de o escrever? 
O livro, o título o diz, é o fruto maduro de uma caminhada que já vai longa. Eu não senti necessidade de o publicar, mas achei que podia ser útil a quem o lesse e meditasse em ordem às suas vidas. Não foi por interesse material, pelo contrário, estou a dá-lo a quem seja capaz de o ler. A sua escrita é como que um diário da minha vida escrito em versos. 
Pretendia fazer um lançamento deste livro, numa sessão solene em que o Coro da Paróquia atuasse e fossem declamados alguns poemas, mas a epidemia que nos ataca não permite leviandades. Os poemas, como digo na apresentação, foram escritos em diversas épocas da minha vida sacerdotal, alguns em Vila Fernando. 

Que lhe diz Vila Mendo? 
Tenho na lembrança que era um povo trabalhador e crente. Agora, não sei como será. Pequeno, certamente; empreendedor, penso que continuará a ser. 

Nota, em jeito de desabafo: À construção do edifício do Teatro, ninguém se opôs na data em que foi edificado, pelo contrário, muitos trabalharam, generosamente, para a sua edificação. 
A vida das aldeias deu uma volta em cheio, desapareceram as crianças e os jovens e hoje olho com tristeza por me ter metido em tal empreendimento, que será um peso para a Paróquia. Não soube profetizar e perscrutar o futuro. Hoje, não me atreveria a tal empreendimento. Peço desculpa pela minha visão curta em relação ao futuro. 
Os mais novos já não se lembram de mim; os mais adultos lembram-se de mim e eu guardo-os no baú das minhas memórias; os que já partiram, Deus os tenha no seu Reino. Peço que me desculpem dos erros cometidos. Um abraço de muito amor para todos.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Coisas... pessoais e...

 

Andrea Soares- ex-professora

Coisas... pessoais e (des)conexas

Uma pergunta: qual será a resposta para todas as perguntas que fazemos em relação a este 2020?
Um sonho: poder voltar a ser tudo como antes
Uma pessoa: os meus pais
Uma alegria: poder acordar todos os dias ao lado dos Meus
Um pensamento: pensar que éramos tão felizes
Uma preocupação: o futuro
Uma paixão: a música
Um lugar: vários, aqueles que me trazem as melhores recordações
Uma irritação: gente que se acha superior
Uma saudade: os tempos da minha infância

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Bênção do Cemitério

No pretérito sábado, foi feita a bênção do alargamento do cemitério da Paróquia e Freguesia de Vila Fernando pelo Pároco, Presidente da Junta, Presidente da Câmara e demais Vereadores.



 

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Retrospectiva(s)

O tempo passa,
as lembranças permanecem 
esbroadas no frenesim do presente. 
Olhamos e, atónitos, reconhecemos 
o eu, o outro, as circunstâncias… 
Agora, mais entendidos nas coisas da Vida, 
matutamos o ontem e, assoberbados pelo existente, 
presumimos o amanhã, desassossegados… O tempo, esse… pula e avança.

 

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

A ti... Amigo

37 invernos! Estás sabido!
 Retiraste-te do teatro do mundo, mas perduras no âmago dos nossos entusiasmos- concretos, reais. Retiraste-te do nosso vislumbre, mas perduras na nossa afeição. Retiraste-te das nossas junções, mas perduras nos nossos laços e entrelaços. Retiraste-te... mas ficas, sempre... até o ocaso nos guiar à tua eternidade. 
Beberíamos um copo, hoje; talvez! Teríamos bebido um copo, ontem, provavelmente! Amanhã?!. decerto!.. Fá-lo-emos, sábado, onde não querias ficar "desterrado"... e falaremos sobre isto ou aquilo e sobre o mundo e o país e a Guarda e Vila Mendo-  a nossa Vila Mendo- e sobre nós e... silenciaremos e... choraremos, se for o caso. A ti Tiago, meu (nosso) Amigo, levanto os copos que não estão na fotografia: Nunc et Semper.

 

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Coisas... pessoais e...

Tiago Gomes- estudante de medicina
Coisas... pessoais e (des)conexas

Uma pergunta: qual o caminho que devo fazer? 
Um sonho: retornar à Guarda
Uma pessoa: ui, tantas... mas especialmente a minha mãe
Uma alegria: estar com o meu pai, a minha família, os meus amigos
Um pensamento: somos finitos, temos tempo limitado, mas depende só de nós fazer de cada momento infinito
Uma preocupação: a angustia que todos sentimos pela indefinição de futuro
Uma paixão: a política
Um lugar: Castanheira
Uma irritação: a intriga, o usar e abusar das pessoas
Uma saudade: conversas intermináveis que já não posso ter...
 

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Entrelaços

(Jorge; Santiago; Pereira; Augusta; Vanessa; Sra. Ana Maria)
Ainda que mantendo a lonjura pela justificativa sabida, as pessoas acham-se e entrelaçam proposições na andadura própria dos seus afazeres... tão desiguais e mudáveis quanto a idade ordena. 

 

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Dia de Santo André

(Mariana)- Agosto 2019
Santo André- padroeiro de Vila Mendo

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

"GUARDA-me no coração"

 

Celebramos hoje o 821° aniversário da cidade mais alta e mais formosa de Portugal. Saibamos todos estar à altura da sua história e das suas potencialidades e das suas premências e...  temos estado?

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Viver

Berta Carreira
Nesta maré de estranhezas, feita de recolhimentos e agitação, silêncios e ruído, máscaras e transparência, saibamos serenar e dar azo ao que sabemos e, sobretudo, ao que somos.
Cuidar do Outro é cuidar de Nós e cuidar do Eu é cuidar de Todos. A vida faz-se dia a dia, hora a hora, minuto a minuto, segundo a segundo - enquanto o coração quer.
A Pandemia não altera o propósito do Viver, apenas nos confirma a vulnerabilidade da existência humana. Teremos memória para o assimilar?
Por ora, como no passado e no amanhã, cumpre-Nos cuidar, confiar, criar, reinventar e lutar. Os sonhos são feitos de detalhes corajosos.

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Coisas... pessoais e...

Miguel Bandarra- empresário
Coisas... pessoais e (des)conexas

Uma pergunta: o que será realmente importante?
Um sonho: concretizar tudo aquilo a que me propus
Uma pessoa: família
Uma alegria: ser tio do Simão
Um pensamento: porquê vivermos tão agitados se são as coisas simples da vida que nos fazem realmente felizes?
Uma preocupação: o futuro do nosso país e das gerações vindouras
Uma paixão: música/ginástica
Um lugar: a mais bela e mais alta cidade de Portugal
Uma irritação: pessoas que falam alto em público
Uma saudade: de ter Saudade
 

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Momentos

Tabernas do Entrudo-  a nossa Taberna do Chichorro- Fevereiro 2020

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Momentos

Vila Mendo On Tour- 2019
Pousada da Juventude da Lourinhã

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Saudades

Saudades destes momentos em que não havia as preocupações de saúde actuais. Que tempos inusitados estes... 
 

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Coisas... pessoais e...

André Pina- médico
Coisas... pessoais e (des)conexas

Uma pergunta: valerá a pena?
Um sonho: ser o que ambiciono ser
Uma pessoa: a Dona "Noémia", minha avó
Uma alegria: ser padrinho do "pequeno" Tomás
Um pensamento: a felicidade é uma viagem
Uma preocupação: não "viver no agora"
Uma paixão:  o meu Benfica
Um lugar: o "meu cantinho", localizado na Estação de Vila Fernando
Uma irritação: a saudade que vive e permanece
Uma saudade: da liberdade

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Pão

Época de semear o "pão" (centeio). Dantes, as mãos acuradas e calejadas dos homens lançavam à terra a semente, numa labuta... laboriosa e tenaz. Agora, as máquinas desembaraçam a lide e safam o corpo de canseiras escusadas.
Ao fundo, a Guarda. Mesclada com as nuvens, acoberta-se calando a nomeada porque se conhece: forte e  formosa e...  

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Livro- Pe. Manuel Igreja Dinis

O Padre Manuel Igreja editou um livro de poesia: "Caminhando se faz o caminho". Livro marcadamente autobiográfico que não esquece as suas raízes nem o seu pendor de homem da igreja, atento e sensível ao que o rodeia. Muitos destes poemas foram publicados no jornal "Amigo do Sabugal", extinto em 2019. Encontra- se à venda na Livraria Veritas.
Lembro que foi pároco da freguesia de Vila Fernando entre 1969 e 1989; tempo de uma intensa actividade pastoral e cultural que importava recordar...